Bonecos de Santo Aleixo: Próximas datas
23 de Outubro, 2026Destaque,Carteira,Calendario,CENDREVMarionetas,Bonecos,2024,2025,2026
Estes títeres tradicionais parecem ter tido a sua origem na aldeia que lhes deu o nome.
São títeres de varão, manipulados por cima, à semelhança das grandes marionetas do Sul de Itália e do Norte da Europa, mas diminutos, de vinte a quarenta centímetros.
O estojo de bonecos e textos tradicionais, que eram somente transmitidos via oral, chegaram às mãos de Ti’Manel Jaleca através da sua mulher, que os recebeu directamente dos seus antepassados. Manuel Jaleca, que manteve o espectáculo durante algumas décadas, conheceu entretanto António Talhinhas, camponês dotado de grande poder de improvisação e cantador, que veio a imprimir grande dinâmica à companhia, acabando por comprar todo o espólio, passando Jaleca a seu empregado.
Os Bonecos que hoje se apresentam, foram pertença da família Talhinhas durante cerca de três décadas e, a partir de 1967, “dados a conhecer ao mundo culto” por Michel Giacometti e Henrique Delgado.
Os Bonecos de Santo Aleixo, propriedade do Centro Dramático de Évora, são manipulados por “uma família”, constituída por actores profissionais, que garantem a permanência do espectáculo, assegurando assim a continuidade desta expressão artística alentejana.
Conhecidos e apreciados em todo o país, com frequentes deslocações aos locais onde tradicionalmente se realizava o espectáculo, os Bonecos de Santo Aleixo participaram também em muitos certames internacionais e são anfitriões da BIME – Bienal Internacional de Marionetas de Evora, que se realiza desde 1987.
SOBRE O ESPECTÁCULO
O essencial dos meios utilizados é composto por um lugar de representação chamado retábulo, construído em madeira e tecidos floridos, reproduzindo um palco tradicional em miniatura com pano de boca, cenários pintados em papelão e iluminação própria (candeia de azeite); os Bonecos são realizados em madeira e cortiça, medem entre 20 e 40 centímetros de altura e são vestidos com um guarda-roupa que permite, como no teatro naturalista, identificar as personagens da fábula contada.
A música (guitarra portuguesa) e as cantigas são executadas ao vivo.
Os textos, transmitidos oralmente, resultam de uma fusão entre a cultura popular e uma escrita erudita.
REPORTÓRIO RECOLHIDO:
• Aldonso e Doroteia
• Auto da Criação do Mundo
• Auto do Nascimento do Menino
• Baile dos Anjinhos
• Baile dos Cágados
• Baile das Cantarinhas
• Confissão da Beata
• Confissão do Mestre Salas
• Contradança
• Filomena e Zeferino
• Fado do Senhor Paulo d’Afonseca e da Menina Virgininha
• Lará
• Os Martírios do Senhor
• Passo do Barbeiro
• Saiadas
• Sermão do Padre Chancas
FICHA TÉCNICA:
Atores / manipuladores: Ana Meira, Carolina Pequito *, David Russo *, Gil Salgueiro Nave, Isabel Bilou, José Russo, Vitor Zambujo.
Acompanhamento musical: Gil Salgueiro Nave e David Russo *.
DATAS E ESPETÁCULOS:
2026
15 de novembro, Teatro de Montemuro
23 de outubro, Congresso internacional Artes e Imaginário Popular. Gouveia.
2 de abril, 21h30. Sociedade Recreativa de Aldeia da Serra. Arraiolos.
27 de março, Fórum Cultural José Manuel Figueiredo. Baixa da Banheira
15 de Março, 21h30, Cineteatro S. João em Palmela
4 de janeiro, 17h00, Caldas da Rainha.
2025
4 de janeiro, 16h00 e 21h30 – Sociedade Recreativa Sanluizense, São Luís. Vila Nova de Milfontes
13 de Maio, 14h30, Auditório Municipal, Ermidas do Sado
20 de maio, 20h00, Sevilha – Consulado Geral de Portugal
5 de junho, 21h00. Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende ( BIME )
7 de junho, 19h30. Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende ( BIME )
12 julho, em Gondomar – Festival Ei Marionetas – 21h30
19 de setembro, Santa Susana 21h30
20 de setembro, Loulé
21 de setembro, Vila Franca de Xira – Palácio do Sobralinho – 18h00
26 setembro, Almada – Teatro-Estúdio António Assunção 21h30
27 setembro, Almada – Teatro-Estúdio António Assunção 21h30
15 de novembro, Teatre Municipal Benicàssim (Valência), 18h30
21 de novembro, Museu da Marioneta, 19h30
22 de novembro, Museu da Marioneta, 2 sessões: 17h00 e 19h30
De 16 a 20 de dezembro, no Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende. Évora
às 19h00, e na sexta e sábado às 21h30
2024
20 de abril, 21h00 – Casa da Cultura, Mora
23 de abril, 19h30 – Dia da inauguração da exposição no Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), Lisboa
5 de maio, 17h00 – MAAT, Lisboa
10 de maio, 21h30 – Sociedade Recreativa Sanluizense, São Luís – V.N. Milfontes
11 de maio, 16h00 e 21h30 – Sociedade Recreativa Sanluizense, São Luís – V.N. Milfontes
12 de maio, 16h00 e 19h00 – Sociedade Recreativa Sanluizense, São Luís – V.N. Milfontes
18 de maio, 18h00 – MAAT, Lisboa
19 de maio, 16h30 – Casa da Música Jorge Peixinho, Montijo
8 de junho, 18h00 – MAAT, Lisboa
9 de junho, 16h00 e 21h30 – Teatro-Estúdio António Assunção, Almada
10 de junho, 16h00 – Teatro-Estúdio António Assunção, Almada
23 de junho, 17h00 – MAAT, Lisboa
28 de junho, 21h30 – Cine Teatro Avenida, Castelo Branco
7 e 8 de setembro, 18h30 – Sociedade Vencedora Portimonense, Portimão
18 de outubro, – Teatro-Estúdio António Assunção, Almada
1 de novembro, 21h00 – Biblioteca Júlio Dantas, Lagos
28, 29 e 30 de novembro, 20h30 – Museu da Marioneta, Lisboa
8 de dezembro, 18h00 – Montoito
13 de dezembro, 21h00 – Casa do Povo, Freixo
14 de dezembro, 18h00, no auditório do Centro Cultural de Redondo
16 a 21 de dezembro, 18h30- Biblioteca Pública de Évora
Anos anteriores fora do registo desta folha
Teatro às Três Pancadas
18 de Julho, 2026Destaque,Carteira,ArquivoCENDREV,Teatro,2024,2025,2026
“Teatro às Três Pancadas” é um original de António Torrado, do qual serão apresentadas três peças, com encenação de Jorge Baião. “Serafim e Malacueco na Corte do Rei Escama”, “As Três Abóboras” e “Os Quatro Pés do Trono” são três dos textos que podem ser encontrados no livro ‘Teatro às Três Pancadas’, obra incluída no plano nacional de leitura. Segundo o autor, estas peças foram inspiradas em histórias tradicionais e contos que, adaptados pelo próprio, desencadearam a sua transformação em obras teatrais.
Em “Teatro às Três Pancadas” uma trupe de saltimbancos caminha de terra em terra para apresentar o seu espetáculo, onde música transforma o caminho em festa. Na carroça que puxam, transportam um mundo imaginário, onde não faltam reis, piratas, ilhas, guardas, palácios, magos, cortesãos, mendigos, camponeses… e “o prazer irresistível de inventar o Teatro”. Entramos assim no mundo da imaginação como se entra num sonho que nos leva a um universo transformador, que nos permite ser o que quisermos. É nesse universo de transformação, onde vivem as personagens destas histórias, cujas aventuras pretendem cativar tanto crianças e jovens como os adultos.
Jorge Baião, encenador
António Torrado nasceu em Lisboa, mas com raízes familiares na Beira Baixa. Foi poeta, ficcionista, dramaturgo, autor de obras de pedagogia e de investigação pediográfica, por excelência um contador de histórias, estando muitos dos seus livros e contos traduzidos em várias línguas. Foi jornalista, editor, professor, produtor principal e chefe do Departamento de Programas Infantis da RTP. A sua bibliografia regista atualmente mais de 120 títulos, onde sobressai a produção literária para crianças, contemplada em 1988, com o Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças. Livros seus foram, em 1974 e 1996, incluídos na Lista de Honra do IBBY – Internacional Board on Books for Young People. Segundo o crítico e investigador José António Gomes, “Torrado impôs-se como uma das figuras de maior relevo da nossa literatura do pós-25 de abril e dificilmente se encontrará hoje um autor que, de forma tão equilibrada, saiba dosear em livro o humor, a crítica e os sinais de um profundo conhecimento do imaginário infantil.”
FICHA TÉCNICA:
Autor: António Torrado | Interpretação: Beatriz Sousa, Fabrisio Canifa, Ivo Luz, Luís Bonito e Maria Marrafa | Encenação: Jorge Baião | Cenário, figurinos e adereços: Filipa Malva | Música e ambiente sonoro: António Bexiga | Desenho de luz: António Rebocho | Operação luz e som: Beatriz Sousa | Tradução LGP: Associação de Surdos de Évora – Núria Galinha | Fotografia e vídeo: Carolina Lecoq | Design gráfico: Alexandra Mariano | Execução de figurinos: Adozinda Cunha e Eliana Valentine | Execução de cenário: Serralharia Pedro & Pegacho, Lda e Tomé Baixinho | Apoio execução de adereços e cenário: Coletivo de atores | Comunicação: Helena Estanislau | Direção técnica: António Rebocho | Direção de produção: Tânia da Graça (Claudia Silvano – 1ª fase) | Produção e direção de cena: Beatriz Sousa | Programação e Produção em digressão: Patrícia Hortinhas | Apoio administrativo: Inês Guerra | Apoio técnico da equipa do TGR: Ana Duarte, Carlos Mavioso, Margarida Mouro, Miguel Madeira, Paulo Carocho e Tomé Baixinho | Distribuição: Vítor Fialho | Limpeza: Fernanda Rochinha | Estágio do Curso Profissional de Artes do espetáculo do Agrupamento de Escolas dos Templários de Tomar: Daniela Santos
Agradecimentos: Câmara Municipal de Évora, Centro de Recursos do Património Cultural Imaterial Municipal, Do Imaginário – Associação Cultural, José Baltazar, Sociedade Filarmónica Progresso Matos Galamba e Sol Luz.
2026:
Cáceres
18 de Julho – La Nave Del Duende
DATAS ANTERIORES:
Teatro Garcia de Resende
10 a 13 – 10h30 e 14h30 – publico organizado
14 e 15 – 16h00 – publico geral
Dia 27 de março. Dia Mundial do Teatro – Sessão geral, às 19h00
(gratuito e apenas na bilheteira do teatro)
Viana do Castelo
31 de maio
2025:
Festival Sementes, Teatro-Estúdio António Assunção. Almada
24 de maio, 11h00 e 16h00.
Viana do Castelo
26 de julho, 17h00
Mafra
13 de setembro, 16h00
Theatro Gil Vicente, Barcelos
11 de Maio, 16h00,
Teatro Lethes, Faro
30 de Abril, 10h30, 2025
Évora – Teatro Garcia de Resende
20 a 24 de janeiro, 10h30 e 14h30. 2025
(Sessões para escolas)
Faro – Teatro LeThes, ACTA
30 de abril, 10h30. 2025
Montemuro
24 de novembro, 2024
16h00 – Serões na Serra, Teatro do Montemuro
Arraiolos
28 de junho, 2024
Teatro Garcia de Resende
13 a 15 de maio, 2024 – Sessões para escolas:
10h00 e às 14h30
Sociedade Recreativa E Dramática Eborense
10 de maio, 2024
15h00
Associação de Moradores do Bairro do Bacelo
6 de maio, 2024
15h00
Associação de Moradores do Bairro de Almeirim
3 de maio, 2024
14h30
Grupo Cultural e Desportivo Santa Maria e Fontanas
2 de maio, 2024
14h30
Casa do Povo dos Canaviais
26 de abril, 2024
15h00
Casas Pintadas, Feira do Livro, Évora
21 de abril, 2024
Salão Desportivo Unidos da Giesteira
19 de abril, 2024
Casa do Povo de N- Sra. de Machede
18 de abril, 2024
Centro de Dia de S. Manços
17 de abril, 2024
Grupo União e Recreio Azarujense
16 de abril, 2024
Centro Cultural do Redondo
10 de abril, 2024
Teatro Garcia de Resende
14 a 24 de março, 2024
Quarta a sábado às 19h00
Domingos às 16h00
Sessões para escolas nos dias 20, 21 e 22 às 11h00
Sessões em LGP dias 16, 23 e 27
Sessão no Dia Mundial do Teatro às 21h30
Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.
Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com
Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.
Shopping and Fucking
26 de Junho, 2026CalendarioTGR-RTCP,Teatro,2026
Espetáculo final da Licenciatura em Teatro da Escola de Artes da Universidade de Évora
«Vi o sofrimento. E as guerras. E como é tudo só explorar, explorar, explorar. E eu pensei: merda para o dinheiro. Merda para tudo. Para as vendas. Para as compras. Para o sistema. Merda para este mundo de estrume e temos é de ser… lindos. Lindos. E felizes.»
Numa sociedade capitalista e fragmentária, sem estruturas nem grandes narrativas capazes de orientar a nossa relação com o mundo, criamos as nossas próprias histórias que nos socializam e ajudam a sobreviver. Apoiando-se nelas, Mark, Robbie, Lulu e Gary navegam as tensões que ligam o amor e o prazer à transação e autodestruição.
Há trinta anos, Mark Ravenhill escreveu uma obra de relevância inequívoca para uma atualidade dominada pelo desejo de satisfação instantânea; de certo modo, também presciente da forma como os algoritmos e a hiperconectividade vieram exacerbar a dessensibilização e desumanização que atravessam as relações interpessoais, sejam elas afetivas ou não. Levá-la à cena hoje obriga-nos, portanto, a refletir sobre as consequências dessa violência, tão banal e invisibilizada, tanto no plano individual como no coletivo.
Sinopse
Mark mora num apartamento vazio com Robbie e Lulu, um casal que “comprou” no supermercado. Sobrevivem à base de refeições pré-cozinhadas e mantêm uma dinâmica pseudofamiliar pautada pela dependência emocional. Quando Mark decide internar-se numa clínica de reabilitação para tratar o vício em heroína, Lulu e Robbie são obrigados a encontrar outras formas de sustento, nomeadamente a venda de trezentas pastilhas de ecstasy.
Durante o internamento, Mark chegou à conclusão de que o apego emocional é uma dependência tão forte como o vício em drogas, pelo que estabelece uma relação puramente transacional com Gary, um prostituto que conheceu online. Numa euforia induzida pela droga, Robbie distribui as pastilhas de graça numa discoteca, contraindo uma dívida de três mil euros. Entretanto, Gary e Mark tornam-se cada vez mais próximos, comprando bens de luxo com cartões de crédito roubados. Mark decide levar Gary ao seu apartamento para que este conheça os seus ex-companheiros, o que provoca os ciúmes de Robbie e dá início a um jogo entre os quatro que assumirá contornos violentos e inesperados.
Ficha técnica:
de Mark Ravenhill
com Bruna Coelho, Eduardo Freitas, Francisco Serafim, João Santos e Mário Sena
cenografia e adereços Mário Sena e Francisco Serafim
figurinos e caracterização Bruna Coelho e João Santos
desenho de luz Renato Machado
sonoplastia Mário Sena e João Santos
encenação, dramaturgia e tradução Mário Sena
assistência de encenação João Santos
cartaz Catarina Pardal, Guilherme Monginho, Mariana Arranja e Vitor Soares
produção Bruna Coelho, Francisco Serafim, João Santos e Mário Sena
coordenação Ana Tamen, Beatriz Cantinho, Isabel Bezelga e Renato Machado
Teatro Garcia de Resende
26 e 27 de junho, 2026
21h30
Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.
Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com
Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.
A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.
O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.
SALÃO: Manifesto em Defesa da Cultura
20 de Junho, 2026CalendarioTGR-RTCP,CENDREV,Aprender,2026
Com a presença de representantes do Manifesto em Defesa da Cultura.
A conversa será transmitida em direto, online, através da nossa página de Facebook.
Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende
20 de junho, 2026
18h30
Entrada gratuita.
Reserva na BOL.
Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.
Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com
Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.
O Auto da Revolta do Mestre Salas
18 de Junho, 2026Destaque,CalendarioTGR-RTCP,CENDREV,Teatro,2026
A Revolta do Mestre-Salas, começa como mais uma representação típica dos Bonecos de Santo Aleixo que se vira do avesso quando o Mestre-Salas se farta de ser manipulado e decide assumir o controlo da narrativa. Ao conquistar a tão desejada liberdade, arrasta consigo a Prima e o Padre Chancas para um caótico território desconhecido, onde as personagens se veem, subitamente, donas do seu próprio destino.
Entre a euforia de poderem fazer o que lhes apetece e o peso da responsabilidade das suas próprias decisões, navegam na loucura que é a liberdade enquanto se levantam as derradeiras questões: o que acontece quando se tomam as rédeas da própria vida? Alguma vez as tomamos?
FICHA TÉCNICA:
Autor, encenação e direção plástica: Ricardo Alves
Interpretação: Beatriz Baptista, Ivo Luz, Rosário Gonzaga
Cenografia e adereços: Ricardo Alves
Figurinos: Adozinda Cunha, Rosário Gonzaga
Desenho de luz: António Rebocho
Fotografia e vídeo: Carolina Lecoq
Comunicação: Helena Estanislau
Design gráfico: Alexandra Mariano
Produção artística: Beatriz Sousa e Helena Fortuna
Direção de produção: Tânia da Graça
Equipa técnica e construção de cenário: Dário Pais, Emanuel Santos, Fabrísio Canifa
Interpretação em Língua Gestual Portuguesa: Associação de Surdos de Évora – Núria Galinha
Distribuição: Vítor Fialho
Limpeza: Fernanda Rochinha
apoio técnico da equipa do TGR: Ana Duarte, Carlos Mavioso, Margarida Mouro, Tomás Catalão e Tomé Baixinho
Agradecimentos: Câmara Municipal de Évora
PRÓXIMOS ESPETÁCULOS:
Coimbra
18 e 19 de junho, 2026
Covilhã
21 de novembro, 2026
CONCRETIZADOS:
Vila Nova de Gaia, Auditório Municipal
27–30 de maio, 2026
Porto, O Lugar
21–24 de maio, 2026
Évora. Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende
7 a 17 de maio, 2026
Quarta a sábado às 19h00, Domingos às 16h00
Sessões com interpretação em Língua Gestual Portuguesa: 9 e 16 de maio
Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.
Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com
Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.
CICLO GEOGRAFIAS EM CENA: A Árvore que Sangra
17 de Junho, 2026CalendarioTGR-RTCP,Teatro,Conferência,2026
A HISTÓRIA DE UM PARRICÍDIO
Angus Cerini é australiano, talvez o grau de desconhecimento da sua dramaturgia rime com a distância. É, no entanto, um autor híper premiado, um dramaturgo inovador – palavra gasta que aqui vale -, isto é, não só mete o corpo no que escreve – é performer, faz dança – mas sobretudo é capaz de inventar toda uma comunidade local pela voz entretecida de uma surpreendente narrativa a três – escrita para três atrizes que dão corpo a uma família, duas filhas e uma mãe.
A Árvore que Sangra é a história de um parricídio. Mãe e filhas matam o pai. O caso é claro: reféns de um abusador alcoólatra capaz de todas as violências, mesmo violar uma das filhas, chegou o momento de o parar. O caso pode não espantar – não espantará, não será o desígnio da peça? – num mundo que mergulhou na violência genocida e na destruição total.
Genial nesta peça é além do tema – com a intensidade do “crime” da tragédia, das medeias, édipos, das clitemnestras – o modo de a pôr em cena contando uma história logo lendária para arquivar na memória vivificada de uma comunidade e logo do mundo, dada a condição especificamente humana do acontecimento e dos seus autores. Estamos diante de um teatro antropológico, diante da ideia de reunir uma comunidade num serão – como no teatro se faz – para testemunhar limites e excessos, para aprender que a desumanidade é própria dos humanos e só a memória nos pode redimir desses excessos, da sua repetição.
Deste modo, as três atrizes, cometido o crime, vão encenando entre elas as formas de o relatar – ou de o esconder da – à comunidade e vão dando corpo às figuras que vão surgindo, o carteiro que é polícia, a vizinha, o vizinho, etc. É na narrativa e, portanto, de modo estranhado na medida em que as três figuras femininas são todas as personagens, que assistimos ao surgir de uma cumplicidade pelo acto de libertação cometido pelas três mulheres. Fez-se justiça humana.
Esta é uma peça sobre o abuso sexual, o machismo extremo, sobre a chamada violência doméstica, infelizmente tão comum entre nós.
Fernando Mora Ramos
FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
A Árvore que Sangra | Angus Cerini
Coprodução do Teatro da Rainha com o Centro Cultural e Congressos das Caldas da Rainha
Encenação | Fernando Mora Ramos
Tradução e dramaturgia | Isabel Lopes
Dispositivo Cénico | Fernando Mora Ramos
Desenho de Luz | Hâmbar de Sousa
Banda sonora e desenho de som | Francisco Leal
Pintura de pano terra | Bartolomeu Gusmão
Interpretação | Isabel Lopes, Mafalda Taveira, Marta Taveira
Guarda-roupa | Acervo do Teatro da Rainha
Coordenação técnica | Hâmbar de Sousa
Produção executiva | Rebeca Vendrell
Montagem e construção do cenário | Joel Pereira
Montagem de luz e de som | Hâmbar de Sousa e Raquel Capitão
Operação de som | Raquel Capitão
Criação de imagem e design gráfico | José Serrão
Fotografia | Margarida Araújo e Paulo Nuno Silva
Spot de TV e rádio | Raquel Capitão
Comunicação e públicos | Henrique Fialho e Nuno Machado
Programa | Henrique Fialho
Secretariado | Teresa Almeida
Teatro Garcia de Resende
17 de junho, 2026
21h30
Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.
Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com
Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.
A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.
O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.





