Lançamento da Colecção Liberdade! Liberdade!
Lançamento de dois volumes da “Coleção Liberdade! Liberdade!”, coordenada por Tiago Bartolomeu Costa para o Museu Nacional do Teatro e da Dança, em coedição com a Tinta da China, na sequência da exposição homónima que o CENDREV acolheu em 2024.
Os textos que integram esta coleção foram escritos, encenados ou publicados entre o final de 1960 e os anos pós-revolução. São atos de resistência e foram quase todos censurados. Do teatro de revista a novas experiências teatrais, dos sindicatos às companhias, não abrangem a totalidade do teatro feito em Portugal neste período — mas constituem parte da história dos vencidos. Lê-los hoje é reconhecer-lhes a marca do tempo e, com ela, contrariar a efemeridade da própria disciplina. É abrir o pano e deixar que nos seja contada uma história que se tentou conter ou controlar. “Liberdade! Liberdade!” transforma o teatro em documento histórico.
Serão 10 volumes, que compreendem quase 40 peças escritas entre 1961 e 1982, e começarão a sair, com uma organização diversa, a partir de junho.
A apresentação contará com a participação de José Russo, diretor do CENDREV, Tiago Bartolomeu Costa, coordenador da coleção, e Vanda Piteira, em representação do Museu Nacional do Teatro e da Dança.
No Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende serão apresentados os livros “Em Bizango de Bizangongo / A Como Estão os Cravos Hoje?” (Manuel Geraldo / Orlando da Costa) e “Fábulas Teatrais sobre a Revolução Portuguesa” (Richard Demarcy e Teresa Mota). Este último é dedicado às quatro peças que Richard Demarcy e Teresa Mota escreveram para o CENDREV.
**Sinopses:**
**”Em Bizango de Bizangongo”**
*Manuel Geraldo*
O texto reflete sobre o manifesto descontentamento das tropas deslocadas nos conflitos do Ultramar, revelando o cansaço da guerra e o desejo de regressar a casa. Através dos diálogos, construídos como um grande coro, questionam-se as mudanças promovidas pela revolução, nomeadamente no modo como demoraram a chegar ao povo ou a produzir os efeitos desejados. A par da violência no cenário de guerra, referem-se as condições da partida de muitos dos soldados, estabelecendo-se, desse modo, as bases para o aproveitamento político durante o regime do Estado Novo, e a ausência de alternativas para os jovens.
**”A Como Estão os Cravos Hoje?”**
*Orlando da Costa*
Peça e manifesto antibelicista, construída a partir da experiência do autor e de relatos de soldados, observa as condições de trabalho e de segurança dos operacionais no campo de combate, promovendo o fim da guerra no Ultramar. Os cravos do título servem de metáfora para o número de jovens convocados para o combate, mas também para uma reflexão — interpelando o público — sobre a defesa dos valores da revolução e os riscos da sua rápida erosão, face à resignação promovida pelo regime deposto.
**”Fábulas Teatrais sobre a Revolução Portuguesa”**
*Richard Demarcy e Teresa Mota*
Os quatro textos reunidos neste volume — *A Noite do 28 de Setembro*; *A História de Quatro Soldados*; *As Vacas de Cujancas*; *Barracas, Ocupação* — usam a história de Portugal como teatro-documento e são exemplo de um teatro de intervenção e social, propondo uma motivação nas classes populares através da consciência política e artística. Peças corais, onde as personagens representam tipologias sociais ou comunitárias — o camponês, o burguês, o poder, o clero —, são textos que dão conta de uma alteração de consciência não apenas no teatro didático, à maneira de Brecht, mas também no poder da dramaturgia como repositório de memórias de lutas, de valores e de perfis complementares de resistência. Foram pensadas para serem apresentadas em lugares de grande reunião, funcionando como autos sincréticos e de cariz popular, onde a história do país, nas suas diferentes escalas e impactos, é narrativa enquanto mecanismo de ativação resistente e ético. Esta edição, que acompanha a publicação original feita em 1976, inclui os textos publicados nos programas dos espetáculos, assinados por Richard Demarcy.
Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende
7 de junho, 2026
19h00
Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.
Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com
Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.
A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.
O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.
SALÃO: Manifesto em Defesa da Cultura
Com a presença de representantes do Manifesto em Defesa da Cultura.
A conversa será transmitida em direto, online, através da nossa página de Facebook.
Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende
20 de junho, 2026
18h30
Entrada gratuita.
Reserva na BOL.
Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.
Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com
Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.
CICLO GEOGRAFIAS EM CENA: A Árvore que Sangra
A HISTÓRIA DE UM PARRICÍDIO
Angus Cerini é australiano, talvez o grau de desconhecimento da sua dramaturgia rime com a distância. É, no entanto, um autor híper premiado, um dramaturgo inovador – palavra gasta que aqui vale -, isto é, não só mete o corpo no que escreve – é performer, faz dança – mas sobretudo é capaz de inventar toda uma comunidade local pela voz entretecida de uma surpreendente narrativa a três – escrita para três atrizes que dão corpo a uma família, duas filhas e uma mãe.
A Árvore que Sangra é a história de um parricídio. Mãe e filhas matam o pai. O caso é claro: reféns de um abusador alcoólatra capaz de todas as violências, mesmo violar uma das filhas, chegou o momento de o parar. O caso pode não espantar – não espantará, não será o desígnio da peça? – num mundo que mergulhou na violência genocida e na destruição total.
Genial nesta peça é além do tema – com a intensidade do “crime” da tragédia, das medeias, édipos, das clitemnestras – o modo de a pôr em cena contando uma história logo lendária para arquivar na memória vivificada de uma comunidade e logo do mundo, dada a condição especificamente humana do acontecimento e dos seus autores. Estamos diante de um teatro antropológico, diante da ideia de reunir uma comunidade num serão – como no teatro se faz – para testemunhar limites e excessos, para aprender que a desumanidade é própria dos humanos e só a memória nos pode redimir desses excessos, da sua repetição.
Deste modo, as três atrizes, cometido o crime, vão encenando entre elas as formas de o relatar – ou de o esconder da – à comunidade e vão dando corpo às figuras que vão surgindo, o carteiro que é polícia, a vizinha, o vizinho, etc. É na narrativa e, portanto, de modo estranhado na medida em que as três figuras femininas são todas as personagens, que assistimos ao surgir de uma cumplicidade pelo acto de libertação cometido pelas três mulheres. Fez-se justiça humana.
Esta é uma peça sobre o abuso sexual, o machismo extremo, sobre a chamada violência doméstica, infelizmente tão comum entre nós.
Fernando Mora Ramos
FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
A Árvore que Sangra | Angus Cerini
Coprodução do Teatro da Rainha com o Centro Cultural e Congressos das Caldas da Rainha
Encenação | Fernando Mora Ramos
Tradução e dramaturgia | Isabel Lopes
Dispositivo Cénico | Fernando Mora Ramos
Desenho de Luz | Hâmbar de Sousa
Banda sonora e desenho de som | Francisco Leal
Pintura de pano terra | Bartolomeu Gusmão
Interpretação | Isabel Lopes, Mafalda Taveira, Marta Taveira
Guarda-roupa | Acervo do Teatro da Rainha
Coordenação técnica | Hâmbar de Sousa
Produção executiva | Rebeca Vendrell
Montagem e construção do cenário | Joel Pereira
Montagem de luz e de som | Hâmbar de Sousa e Raquel Capitão
Operação de som | Raquel Capitão
Criação de imagem e design gráfico | José Serrão
Fotografia | Margarida Araújo e Paulo Nuno Silva
Spot de TV e rádio | Raquel Capitão
Comunicação e públicos | Henrique Fialho e Nuno Machado
Programa | Henrique Fialho
Secretariado | Teresa Almeida
Teatro Garcia de Resende
17 de junho, 2026
21h30
Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.
Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com
Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.
A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.
O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.
CICLO GEOGRAFIAS EM CENA: Pareciam homens ao longe
Nesta sua primeira encenação em Portugal, Gil Vicente Tavares apresenta três peças que representam diferentes fases do seu prolífico percurso. “Praça de Guerra” é uma peça curta, inédita, que aborda a questão dos conflitos étnicos e territorais. Procura-se, no isolamento e no sofrimento de duas vítimas de uma guerra, a possibilidade de entendimento, compreensão e discernimento do que é a vida além de uma fronteira. “Os Javalis” (escrita em 1998) não esconde as influências do “teatro do absurdo” e é assumida pelo próprio autor como uma “metáfora política”: o argumento gira em torno de uma suposta invasão da cidade por javalis, que devoram os habitantes e ameaçam exterminar a raça humana. “Os Amantes II” (escrita em 2002 e estreada em 2007) é inspirada pela pintura homónima de René Magritte. A súbita avaria da sua única televisão exacerba as tensões e a falta de comunicação entre um casal até ao ponto da mais dura insensibilidade perante o drama familiar com que a dupla está confrontada.
Separadas no tempo por vários anos e adoptando linguagens distintas, as três peças oferecem ao espectador uma inquietante reflexão sobre a condição humana nas sociedades contemporâneas, a partir de temas como a violência, a falta de empatia, as identidades, o consumismo, a solidão, o machismo e a violência de género, a desinformação, a ameaça dos totalitarismos ou a dominação através do medo.
Conversa com os atores após o espetáculo
Textos e encenação: Gil Vicente Tavares
Interpretação: Ana Teresa Santos, Igor Lebreaud, Miguel Magalhães, Ricardo Kalash
Cenografia e figurinos: Márcio Medina
Desenho de luz: Danilo Pinto
Som: Gil Vicente Tavares e Zé Diogo
Vídeo: Eduardo Pinto
Cabelos: Carlos Gago
Direcção técnica e de montagem: Rui Valente
Operação técnica: Danilo Pinto, Diogo Lobo e Zé Diogo
Montagem: Danilo Pinto, Diogo Lobo, Rui Valente e Zé Diogo
Execução de cenografia: Serralharia do Convento, Lda., Danilo Pinto, Diogo Lobo, Rui Valente e Zé Diogo
Estagiários do CTeSP em Luz e Som para Artes Performativas da ESEC: Ana Corticeiro e Tiago Marques
Execução de figurinos: Alda Clemente
Execução de adereços: Lídia Ribeiro e Márcio Medina
Direcção de cena: Miguel Magalhães
Imagem: Ana Rosa Assunção
Fotografia: Eduardo Pinto
Comunicação: Eduardo Pinto, Juliana Roseiro, Mariana Banaco e Pedro Rodrigues
Produção: Eduardo Pinto, Juliana Roseiro e Mariana Banaco
Fragmentos musicais: “Petals”, “II. Walls Closing” e “7 Papillons: No.2, —” de Kaija Saariaho; “Roots Bloody Roots” de Sepultura
Agradecimentos: Cena Lusófona, Guilherme Pompeu, Relíquia Jubilante, ZonaPro. 82.ª produção d’A Escola da Noite,
realizada em parceria com o Teatro NU (Salvador da Bahia), no âmbito das comemorações do seu 20.º aniversário
Teatro Garcia de Resende
12 e 13 de junho, 2026
19h00
Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.
Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com
Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.
A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.
O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.
VER&APRENDER: Não se pode! Não se pode!
Dois cães de guarda passam o dia a patrulhar um quintal, de um muro para o outro, cauda apontada e nariz para o ar. Ali há regras muito importantes para cumprir. Só assim conseguem que nenhum intruso apareça. Mas, então… o que faz um gato vadio junto ao portão? Só pode ser um ataque! Os gatos são perigosos, sabe-se lá o que trazem de fora. A menos que descubram o que existe para além do quintal… Não se pode! Não se pode!
Em 2025, artistas de Lagos, Ourém e Ponte de Lima foram convocados a participar na criação de dois novos espetáculos Boca Aberta, a partir de um mesmo tema. Os espetáculos — ‘Cabe mais um?’ e ‘Não se pode! Não se pode!’ —, estrearam e foram inicialmente apresentados nas cidades de origem dos respetivos artistas e seguiram em digressão por Portugal. Em 2026, estas criações são apresentadas pela primeira vez em Lisboa e continuam a digressão pelo país. Apresentam-se em Évora agora.
textos Inês Fonseca Santos e Maria João Cruz
encenação Catarina Requeijo
interpretação em Évora, Faro, Lagoa, Lisboa (3-7 jun), Mafra, Ponta Delgada Berna Huidobro, Guilherme Félix, Inês Cardoso
interpretação em Águeda, Barcelos, Bragança, Fafe, Lisboa (17-21 jun), Paredes, Paredes de Coura, Penafiel, Seia, Viana do Castelo e Vila Real Mário Alberto Pereira, Marta Garcia Cruz, Sofia Pereira
cenografia Carla Martínez
figurinos Aldina Jesus
sonoplastia Sérgio Delgado
assistência de encenação Luís Godinho, Manuela Pedroso
produção / mediação Nelda Magalhães, Rita Silva
produção Teatro Nacional D. Maria II
Decorre em jardins de infância da cidade.
1, 2 e 3 de junho
10h30 e 15h00
mais informação: tndm.pt/pt/programacao/espetaculos/nao-se-pode-nao-se-pode
Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.
Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com
Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.
A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.
O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.
CICLO GEOGRAFIAS EM CENA: Mistério Da Vinci, Reflexão sobre criação com o autor
SINOPSE DO ESPETÁCULO:
Cientista, matemático, engenheiro, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta, músico, aviador, mergulhador.
Quem inventou tantas coisas?
Para descobrires vais ter que desvendar este mistério!
Conversa sobre a criação com o autor: Adriel Filipe
Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana
Teatro Garcia de Resende
12 de maio, 2026
11h15
Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.
Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com
Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.
A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.
O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.





