hOLD

Mais do que uma etapa da vida, o envelhecimento é um fenómeno universal que se desdobra em múltiplas dimensões — física, psicológica, social e cultural. hOLD parte da experiência de duas bailarinas-intérpretes profissionais, ambas perto dos 50 anos, que propõem uma escuta sensível sobre a consciência de uma transição que acontece maioritariamente no corpo, mas, simultaneamente, reconhecendo o envelhecimento não apenas como uma questão biológica, mas como construção social com implicações éticas e existenciais.
Entre o desejo de segurar o instante e a aceitação da inevitabilidade da mudança, esta peça investiga o envelhecer como campo fértil para a criação de novas narrativas e representações no futuro.

 

O envelhecimento, enquanto fenómeno universal, encerra uma multiplicidade de dimensões – física, psicológica, social e cultural. A narrativa associada ao processo de envelhecimento, frequentemente ligada a uma perda de capacidades, contrasta com a realidade de indivíduos que, no decorrer deste processo, continuam a desempenhar um papel ativo e significativo na sociedade. Esta dicotomia desafia estereótipos e promove uma reflexão sobre as potencialidades e contribuições dos indivíduos seniores, nos mais diversos contextos.

Este projeto propõe explorar a poética e a ferocidade inerentes ao processo de envelhecimento, a partir das suas implicações em várias esferas da vida humana. Considerando a singular capacidade dos seres humanos em reconhecer a passagem do tempo e diferenciar as suas dimensões: passado – presente – futuro, Simone de Beauvoir destaca que, de uma maneira geral, refletimos frequentemente com
propriedade sobre o futuro, mas resguardamo-nos ao revistar o passado, especialmente quando se trata de trazer dele um sentido critico construtivo, subestimando a sabedoria e experiência.

São Castro e Teresa Alves da Silva, ambas bailarinas-intérpretes profissionais, perto dos 50 anos, e tendo em conta que legalmente segundo o Decreto-Lei nº 482/99, os bailarinos profissionais de clássico ou contemporâneo podem aceder, a partir dos 45 anos, ao regime especial de pensão por velhice, propõem uma reflexão que se estende à consciência presente de uma transição que acontece significativamente no
corpo. Uma transição que não só valoriza um passado mas pavimenta a criação de novas narrativas e o desenvolvimento de novas expressões no futuro.

Dependendo das diversas realidades e singularidades, os discursos sobre as questões que envolvem o envelhecimento, poderão variar dependendo de diversos fatores. Torna-se crucial o entendimento sobre a complexidade dessas diversas realidades, permeadas por um espectro de experiências influenciadas por aspetos sociais, económicos, culturais, profissionais e pessoais.

hOLD” representa uma tentativa de agarrar o tempo, para perceber como melhor prosseguir. Segurar por instantes a essência do momento presente, extraindo dele o que de facto resulta do chegar até aqui.

Chegar aqui, poderá envolver uma nova e diferente forma de mover e pensar, a partir de perspetivas profundas e uma dimensão interpretativa que apenas a vivência acumulada permite. Como refere Charles Augustin Sainte-Beuve “ Envelhecer ainda é a única maneira que se descobriu de viver muito tempo”.

O processo de criação desta peça faz-se acompanhar por obras relacionadas com a temática. Cícero, Yvonne Rainer, Manuel Curado, Simone de Beauvoir e Carmen Garcia inspiram uma reflexão profunda sobre esta etapa madura da existência, não apenas como uma questão biológica, mas também como
uma construção social com implicações éticas e existenciais.

São Castro é Mestre em Criação Coreográfica e Práticas Profissionais pela Escola Superior de Dança/ IPL. Foi bailarina no Balleteatro Companhia, Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo e Ballet Gulbenkian. Em 2015 recebeu o Prémio Autores – Melhor Coreografia, com a peça “Play False” em cocriação com António M Cabrita e em 2016 foi distinguida com a Medalha de Prata de Valor e Distinção, pelo Instituto Politécnico de Lisboa.
De 2017 a 2021, São Castro foi, juntamente com António M Cabrita, diretora artística da Companhia Paulo Ribeiro e desde 2019, assume a curadoria do evento A CIDADE DANÇA, a convite do Município de São João da Madeira. É membro fundador da Play False | associação cultural.

Teresa Alves da Silva fez formação na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal sob a orientação de António Rodrigues e Graça Bessa. Foi bailarina principal na CeDeCe, Ballet Gulbenkian e na Companhia Aterballetto. Fundou com André Mesquita a TOK’ART (2007/2015), sendo codirectora artística, bailarina e produtora. Em 2009 conquistou o 1º prémio de interpretação com o solo “Lake”, no 13º International Solo-Tanz-Theater (Estugarda).
Foi assistente de coreografia e diretora de ensaio de coreógrafos como Didy Veldman, Rui Horta e Victor Hugo Pontes. Teresa Alves da Silva é atualmente artista independente, professora e coordenadora em instituições escolares na área da dança.

PLAY FALSE | associação cultural foi fundada em 2019 por São Castro e António M Cabrita, com o objetivo de representar o trabalho autoral destes dois coreógrafos, com uma colaboração artística desde 2011. Atualmente com direção artística de São Castro, a Play False é uma estrutura que promove não apenas a criação coreográfica, mas também a difusão, produção e investigação maioritariamente na área da dança, mas alargando a sua missão a projetos multidisciplinares que fomentem o cruzamento de linguagens artísticas. Desde 2019, é membro da rede internacional Studiotrade, que reúne estruturas artísticas de vários países europeus.

 

CONCEITO, COREOGRAFIA E INTERPRETAÇÃO – São Castro e Teresa Alves da Silva
DESENHO DE LUZ – Cárin Geada
CENOGRAFIA – Nuno Esteves «Blue»
FIGURINOS – Dino Alves
MÚSICA ORIGINAL – Gonçalo Alegre
MÚSICA ADICIONAL – Filipe Raposo, Aaron  Martin & Machinefabriek, Emptyset,  Russian Circles, Marsen Jules, Filipe Raposo  & Rita Maria
TEXTO – São Castro e Teresa Alves da Silva
VOZ – Sylvia Rijmer
DIREÇÃO TÉCNICA – Hélio Pereira
DIREÇÃO DE CENA – Matilde Barbas
PRODUÇÃO – PLAY FALSE | associação cultural
COPRODUÇÃO – Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, Centro Cultural de Belém, Teatro Viriato/Viseu, Teatro Municipal de Faro, Teatro Garcia de Resende/Évora, Cineteatro Alba/ Albergaria-a-Velha
APOIO A RESIDÊNCIAS ARTÍSTICAS – Orsolina 28 / Itália, Centro Coreográfico Canal / Madrid, Goethe Institut /Madrid, Centro Cultural de Belém, Teatro Viriato, Escola de Dança Lugar Presente/ Viseu
AGRADECIMENTOS – Filipe Raposo, Sylvia Rijmer, Catarina Câmara e Miguel Mendes

A PLAY FALSE é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes, e conta com o apoio do Município de Viseu

 

 

Teatro Garcia de Resende

17 de abril, 2026

19h00


Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.

Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com

Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.

facebook.com/cendrev.teatro
instagram.com/cendrev.teatro

A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.

O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.


La Edad de Oro

La Edad de Oro é um espetáculo de flamenco criado por Israel Galván que celebra a “Idade de Ouro” do flamenco, período do final do século XIX ao início do século XX, caracterizado pela excelência no cante e no baile. Galván, acompanhado por músicos de renome, oferece uma interpretação que mistura tradição e modernidade, revitalizando os cânones do flamenco e proporcionando uma experiência artística única.

 

Coreografia e interpretação: Israel Galván | Canto: María Marín | Guitarra: Rafael Rodríguez | Operação de som: Pedro León / Félix Vázquez | Operação de luzes: Benito Jiménez / Valentín Donaire | Gestão: Rosario Gallardo | Produção: IGalván Company | Com a colaboração de: INAEM

 

Teatro Garcia de Resende

23 de novembro, 2025

17h00


Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.

Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com

Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
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A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.

O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.


FIDANC - Festival Internacional de Dança Contemporânea

De 22 a 28 de setembro, as ruas, praças, museus e outros espaços da cidade de Évora irão transformar-se em verdadeiros palcos de arte, performance e experiências imersivas!
Nesta edição, os artistas Flávio Rodrigues e Rafael Leitão unem para criar uma programação que atravessa os territórios da performance art, live art, site-specific e arte de ação.
Tudo pensado para provocar, envolver e transformar o olhar do público.

🎨 A imagem gráfica é assinada por Ruben Jaulino.

 

 

Espetáculos no Teatro Garcia de Resende:

22 a 28 de setembro, 2025

Programa a publicar

O FIDANC é organizado e programado pela CDCE – Companhia de Dança Contemporânea de Évora.
A CDCE é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura | Direção Geral das Artes. A CDCE tem o apoio da Câmara Municipal de Évora.
O FIDANC tem o apoio dos Museus e Monumentos de Portugal, Sociedade Harmonia Eborense, Vinha .PT.

 

Mais informações sobre o festival em www.cdce.pt


A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.

O evento é integrado na programação/acolhimento no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.


Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.

Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com

Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.

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Through the Bending of the Dream

Uma peça de dança contemporânea em quatro solos femininos
No limite onde o corpo encontra o pensamento, nasce o sonho que se dobra — como o espaço-tempo curvado pela gravidade, como a consciência moldada pela experiência. Neste território de transição entre a matéria e a intuição, quatro mulheres atravessam as dobras da sua existência. Cada solo é uma manifestação singular do ser — não como identidade fixa, mas como corpo em permanente metamorfose.
A dobra, aqui, é mais do que um gesto coreográfico: é um conceito ontológico. Tal como na metafísica, onde o ser se revela em camadas que se desvelam e se ocultam, também nestes corpos o real vibra em múltiplas dimensões — sensíveis, temporais, imaginárias. O sonho, entendido não como fuga, mas como espaço de criação do ser, surge como força que curva a realidade e a reinventa.
Inspirada na ideia de que o corpo é um arquivo vivo — onde o tempo não é linear e a memória é matéria — esta peça convida o espectador a habitar esse intervalo subtil entre ciência e intuição, entre densidade e leveza.
“Through the Bending of the Dream” propõe uma metafísica do corpo feminino:
um lugar onde cada gesto contém uma ontologia, e cada silêncio, uma possibilidade.

Direção Artística, Coreografia Nélia Pinheiro Assistente da Direção Artística Gonçalo Almeida Andrade Bailarinas Sara Gomes, Inês Gil, Maria Teresa Costa, Vitoria Hermes Música Gonçalo Almeida Andrade, Nélia Pinheiro Figurinos José António Tenente Desenho de Luz Nuno Meira Cenografia Inês Teles Direção de Produção Rafael Leitão Produção Vitor Morais Comunicação e Redes Sociais João Rafael Santos Técnica Black Box Construção de Cenografia Joaquim Campaniço

Produção CDCE 2025 Apoio C.A.M – Centro Artes Marvila, Associação

 

Teatro Garcia de Resende 

20 de setembro, 2025
21h30


O Sopro da Dança

Num encontro vibrante entre o som e o movimento, nasce “O Sopro da Dança” — um espetáculo onde a elegância das danças de salão e a energia das danças clássicas e latinas se fundem com a riqueza sonora da Banda Filarmónica Liberalitas Júlia de Évora.Inspirado pelo sopro dos instrumentos que dão corpo à melodia, este espetáculo celebra a respiração partilhada entre músicos e bailarinos, onde cada nota impulsiona um passo, cada pausa sugere um olhar, e cada compasso desenha emoções no espaço. Entre valsas envolventes, rumbas intensas, tangos apaixonados e outros ritmos que cruzam tradição e modernidade, “O Sopro da Dança” convida o público a uma viagem sensorial onde a música não se ouve apenas — dança-se. Uma experiência única, onde o corpo se torna som e o sopro se torna movimento.

(Foto: Hugo Calado)

 

Teatro Garcia de Resende 

18 de julho, 2025
21h30


Um Bailado, Um conto, Um Jogo

A Escola de Dança Amélia Mendoza é conhecida por sua participação ativa em eventos culturais na cidade, contribuindo regularmente para espetáculos e projetos artísticos locais. Através de apresentações, como recitais e colaborações com outras instituições culturais, a escola tem um impacto significativo na vida cultural de Évora, sendo um espaço de referência para a formação de jovens dançarinos. Além disso, é vista como um local de desenvolvimento artístico que valoriza tanto a formação profissional.

O Sopro da Dança
Num encontro vibrante entre o som e o movimento, nasce “O Sopro da Dança” — um espetáculo onde a elegância das danças de salão e a energia das danças clássicas e latinas se fundem com a riqueza sonora da Banda Filarmónica Liberalitas Júlia de Évora.Inspirado pelo sopro dos instrumentos que dão corpo à melodia, este espetáculo celebra a respiração partilhada entre músicos e bailarinos, onde cada nota impulsiona um passo, cada pausa sugere um olhar, e cada compasso desenha emoções no espaço.Entre valsas envolventes, rumbas intensas, tangos apaixonados e outros ritmos que cruzam tradição e modernidade, “O Sopro da Dança” convida o público a uma viagem sensorial onde a música não se ouve apenas — dança-se.Uma experiência única, onde o corpo se torna som e o sopro se torna movimento.

Organização: IPDJ de Évora – Escola de Dança Amélia Mendoza

 

Teatro Garcia de Resende

12 de julho, 15h30 e 21h30 – SESSÕES PARA AS FAMÍLIAS
13 de julho, 21h30 – SESSÃO PARA O PÚBLICO

 

Bilhetes disponíveis apenas na bilheteira física no Teatro


A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.

O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.


Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.

Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com

Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.

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instagram.com/cendrev.teatro


Informações e reservas:
(+351) 266 703 112 | Contacto

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