PERFORMANCE : Terra Cobre
“Terra Cobre” é uma nova criação que junta o músico e escultor João Pais Filipe com o coreógrafo e bailarino Marco da Silva Ferreira. Nasce e expande-se a partir da arte chocalheira tradicional de Alcáçovas – método ancestral de um processo de fabrico manual, que a UNESCO declarou como Necessidade de Salvaguarda Urgente – com práticas artísticas contemporâneas, ancoradas na percussão e na dança.
A performance e instalação “Terra Cobre” desafia a iconografia e simbologia tradicional portuguesa, com os chocalhos e as suas representatividades (Caretos, pastorícia, circo, etc.), para a colocar num patamar exploratório e sensorial. O projeto investiga um dispositivo que oferece premissas sonoras e coreográficas assentes no património material, questionando as propriedades históricas e culturais.
A sensibilidade e técnica musical da música ao vivo de Pais Filipe entrelaça-se com a dança de Marco da Silva Ferreira, cujo corpo é usado como elemento percutivo. São muitas as referências e imagens que vemos desfilar, vindas de um mundo terreno e pastoril (ouvimos a canção “Ao nascer da bela aurora”) mas também de êxtase e festa – o movimento de Marco da Silva Ferreira transita entre estados, habitado pelo transe. Ora pastor, ora arlequim, ora Careto, cruzam-se referências visuais, sonoras e de movimento na fascinante expressividade de Marco da Silva Ferreira.
Repetitivo, hipnótico e pulsante, “Terra Cobre” é uma criação para espaços não convencionais, que apela à imersão do público em torno de dois dos artistas mais talentosos do panorama nacional português.
FICHA TÉCNICA:
Criação e interpretação: João Pais Filipe e Marco da Silva Ferreira
Som: João Monteiro
Coordenação técnica: João Monteiro
Produção executiva: Ana Ademar, Hugo Alves Caroça, Mafalda Bastos
Encomenda e produção: BoCA – Biennial of Contemporary Arts
Coprodução: Futurama, P-ulso
Residências artísticas: O Espaço do Tempo, Fábrica de Chocalhos Pardalinho
Difusão nacional: hugo.caroca(at)bocabienal.org
Difusão internacional: jorge.tejedor(at)bocabienal.org
11 de julho, 2025
21h30
Performance - Sursum Corda
Sursum Corda (*) é um espectáculo multidisciplinar que aprofunda a pesquisa que Fernando Mota tem vindo a desenvolver à volta das possibilidades expressivas e simbólicas dos elementos naturais, em projectos como 7 Poemas para um Mundo Novo, Passagem Secreta e Concerto para uma Árvore. Representa uma radicalização deste ciclo de criações, assumindo a arte enquanto ferramenta de transformação da sociedade. Utiliza a escuta, o silêncio e o sobressalto como momentos de questionamento do ritmo quotidiano e os elementos naturais enquanto matéria prima de um objecto performático dialogante com as várias dimensões do ser humano: o espírito, a alma e o corpo.
“Não há oposição entre o vivo e o não vivo. Todo o ser vivo não apenas está em continuidade com o não vivo, mas ele é seu prolongamento, sua metamorfose, sua expressão mais extrema. A vida é sempre a reencarnação do não vivo, a bricolagem do mineral, o carnaval da substância telúrica do planeta”
in Metamorfoses, de Emanuele Coccia
Fotografia da performance: Inês Sambas, Luís Marino
Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende
9 e 10 de fevereiro, 2024
19h00
A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.
O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.
Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.
Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com
Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.
Tremor
O Teatro Niño Proletario é constituído como um núcleo de investigação e criação artística por Luis Guenel, Francisco Medina e Catalina Devia.
O nome do grupo foi escolhido em alusão ao conto com o mesmo nome pelo escritor argentino Osvaldo Lamborghini (1940), que, através de uma história, narra a vida de miséria de uma criança e a sua impossibilidade de quebrar o círculo de pobreza e discriminação. A história, portanto, contém a essência dos temas e preocupações que a empresa trabalha e depois traz para o palco. De temas como território, memória, género, classe, popular e identidade, o Teatro Niño Proletario encenou as peças “HAMBRE”, “TEMPORAL”, “EL OLIVO”, “EL OTRO”, “BARRIO MISERIA”, “FULGOR”, “PA PÉ , “NO TENGA MIEDO” e “NADIE LEE FUEGO MIENTRAS TODO SE ESTÁ QUEMANDO
Graduado pela Escola de Teatro da Universidade do Chile, Francisco Medina desenvolveu sua carreira como ator em variadas produções teatrais nacionais e na área audiovisual, além de trabalhar como professor em diversas casas de estudos. O seu desenvolvimento profissional tem sido marcado por intensas pesquisas sobre identidade e sua relação com o território, com destaque para a imagética, o desenvolvimento corporal e as técnicas de estudo da voz. Junto com a companhia Teatro Niño Proletario, da qual é um dos fundadores.
25 e 26 de março, 2023
Sala 8 dos Ex-Celeiros EPAC.
18h30
Entrada gratuita.
Informações e reservas:
(+351) 266 703 112 / geral@cendrev.com / www.bol.pt/


