hOLD

São Castro e Teresa Alves da Silva

28 de fevereiro, 2026

Teatro Garcia de Resende

Évora

PLAY FALSE , associação cultural 

M/6

55 minutos

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Mais do que uma etapa da vida, o envelhecimento é um fenómeno universal que se desdobra em múltiplas dimensões — física, psicológica, social e cultural. hOLD parte da experiência de duas bailarinas-intérpretes profissionais, ambas perto dos 50 anos, que propõem uma escuta sensível sobre a consciência de uma transição que acontece maioritariamente no corpo, mas, simultaneamente, reconhecendo o envelhecimento não apenas como uma questão biológica, mas como construção social com implicações éticas e existenciais.
Entre o desejo de segurar o instante e a aceitação da inevitabilidade da mudança, esta peça investiga o envelhecer como campo fértil para a criação de novas narrativas e representações no futuro.

 

O envelhecimento, enquanto fenómeno universal, encerra uma multiplicidade de dimensões – física, psicológica, social e cultural. A narrativa associada ao processo de envelhecimento, frequentemente ligada a uma perda de capacidades, contrasta com a realidade de indivíduos que, no decorrer deste processo, continuam a desempenhar um papel ativo e significativo na sociedade. Esta dicotomia desafia estereótipos e promove uma reflexão sobre as potencialidades e contribuições dos indivíduos seniores, nos mais diversos contextos.

Este projeto propõe explorar a poética e a ferocidade inerentes ao processo de envelhecimento, a partir das suas implicações em várias esferas da vida humana. Considerando a singular capacidade dos seres humanos em reconhecer a passagem do tempo e diferenciar as suas dimensões: passado – presente – futuro, Simone de Beauvoir destaca que, de uma maneira geral, refletimos frequentemente com
propriedade sobre o futuro, mas resguardamo-nos ao revistar o passado, especialmente quando se trata de trazer dele um sentido critico construtivo, subestimando a sabedoria e experiência.

São Castro e Teresa Alves da Silva, ambas bailarinas-intérpretes profissionais, perto dos 50 anos, e tendo em conta que legalmente segundo o Decreto-Lei nº 482/99, os bailarinos profissionais de clássico ou contemporâneo podem aceder, a partir dos 45 anos, ao regime especial de pensão por velhice, propõem uma reflexão que se estende à consciência presente de uma transição que acontece significativamente no
corpo. Uma transição que não só valoriza um passado mas pavimenta a criação de novas narrativas e o desenvolvimento de novas expressões no futuro.

Dependendo das diversas realidades e singularidades, os discursos sobre as questões que envolvem o envelhecimento, poderão variar dependendo de diversos fatores. Torna-se crucial o entendimento sobre a complexidade dessas diversas realidades, permeadas por um espectro de experiências influenciadas por aspetos sociais, económicos, culturais, profissionais e pessoais.

hOLD” representa uma tentativa de agarrar o tempo, para perceber como melhor prosseguir. Segurar por instantes a essência do momento presente, extraindo dele o que de facto resulta do chegar até aqui.

Chegar aqui, poderá envolver uma nova e diferente forma de mover e pensar, a partir de perspetivas profundas e uma dimensão interpretativa que apenas a vivência acumulada permite. Como refere Charles Augustin Sainte-Beuve “ Envelhecer ainda é a única maneira que se descobriu de viver muito tempo”.

O processo de criação desta peça faz-se acompanhar por obras relacionadas com a temática. Cícero, Yvonne Rainer, Manuel Curado, Simone de Beauvoir e Carmen Garcia inspiram uma reflexão profunda sobre esta etapa madura da existência, não apenas como uma questão biológica, mas também como
uma construção social com implicações éticas e existenciais.

São Castro é Mestre em Criação Coreográfica e Práticas Profissionais pela Escola Superior de Dança/ IPL. Foi bailarina no Balleteatro Companhia, Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo e Ballet Gulbenkian. Em 2015 recebeu o Prémio Autores – Melhor Coreografia, com a peça “Play False” em cocriação com António M Cabrita e em 2016 foi distinguida com a Medalha de Prata de Valor e Distinção, pelo Instituto Politécnico de Lisboa.
De 2017 a 2021, São Castro foi, juntamente com António M Cabrita, diretora artística da Companhia Paulo Ribeiro e desde 2019, assume a curadoria do evento A CIDADE DANÇA, a convite do Município de São João da Madeira. É membro fundador da Play False | associação cultural.

Teresa Alves da Silva fez formação na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal sob a orientação de António Rodrigues e Graça Bessa. Foi bailarina principal na CeDeCe, Ballet Gulbenkian e na Companhia Aterballetto. Fundou com André Mesquita a TOK’ART (2007/2015), sendo codirectora artística, bailarina e produtora. Em 2009 conquistou o 1º prémio de interpretação com o solo “Lake”, no 13º International Solo-Tanz-Theater (Estugarda).
Foi assistente de coreografia e diretora de ensaio de coreógrafos como Didy Veldman, Rui Horta e Victor Hugo Pontes. Teresa Alves da Silva é atualmente artista independente, professora e coordenadora em instituições escolares na área da dança.

PLAY FALSE | associação cultural foi fundada em 2019 por São Castro e António M Cabrita, com o objetivo de representar o trabalho autoral destes dois coreógrafos, com uma colaboração artística desde 2011. Atualmente com direção artística de São Castro, a Play False é uma estrutura que promove não apenas a criação coreográfica, mas também a difusão, produção e investigação maioritariamente na área da dança, mas alargando a sua missão a projetos multidisciplinares que fomentem o cruzamento de linguagens artísticas. Desde 2019, é membro da rede internacional Studiotrade, que reúne estruturas artísticas de vários países europeus.

 

CONCEITO, COREOGRAFIA E INTERPRETAÇÃO – São Castro e Teresa Alves da Silva
DESENHO DE LUZ – Cárin Geada
CENOGRAFIA – Nuno Esteves «Blue»
FIGURINOS – Dino Alves
MÚSICA ORIGINAL – Gonçalo Alegre
MÚSICA ADICIONAL – Filipe Raposo, Aaron  Martin & Machinefabriek, Emptyset,  Russian Circles, Marsen Jules, Filipe Raposo  & Rita Maria
TEXTO – São Castro e Teresa Alves da Silva
VOZ – Sylvia Rijmer
DIREÇÃO TÉCNICA – Hélio Pereira
DIREÇÃO DE CENA – Matilde Barbas
PRODUÇÃO – PLAY FALSE | associação cultural
COPRODUÇÃO – Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, Centro Cultural de Belém, Teatro Viriato/Viseu, Teatro Municipal de Faro, Teatro Garcia de Resende/Évora, Cineteatro Alba/ Albergaria-a-Velha
APOIO A RESIDÊNCIAS ARTÍSTICAS – Orsolina 28 / Itália, Centro Coreográfico Canal / Madrid, Goethe Institut /Madrid, Centro Cultural de Belém, Teatro Viriato, Escola de Dança Lugar Presente/ Viseu
AGRADECIMENTOS – Filipe Raposo, Sylvia Rijmer, Catarina Câmara e Miguel Mendes

A PLAY FALSE é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes, e conta com o apoio do Município de Viseu

 

 

Teatro Garcia de Resende

28 de fevereiro, 2026

19h00


Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.

Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com

Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.

facebook.com/cendrev.teatro
instagram.com/cendrev.teatro

A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.

O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.


OUTRAS PROPOSTAS:

Informações e reservas:
(+351) 266 703 112 | Contacto

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