Lançamento da Colecção Liberdade! Liberdade!

Coordenação de Tiago Bartolomeu Costa

7 de junho, 2026

Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende

Évora

Museu Nacional do Teatro e da Dança e Edições Tinta da China

Lançamento de dois volumes da “Coleção Liberdade! Liberdade!”, coordenada por Tiago Bartolomeu Costa para o Museu Nacional do Teatro e da Dança, em coedição com a Tinta da China, na sequência da exposição homónima que o CENDREV acolheu em 2024.

Os textos que integram esta coleção foram escritos, encenados ou publicados entre o final de 1960 e os anos pós-revolução. São atos de resistência e foram quase todos censurados. Do teatro de revista a novas experiências teatrais, dos sindicatos às companhias, não abrangem a totalidade do teatro feito em Portugal neste período — mas constituem parte da história dos vencidos. Lê-los hoje é reconhecer-lhes a marca do tempo e, com ela, contrariar a efemeridade da própria disciplina. É abrir o pano e deixar que nos seja contada uma história que se tentou conter ou controlar. “Liberdade! Liberdade!” transforma o teatro em documento histórico.

Serão 10 volumes, que compreendem quase 40 peças escritas entre 1961 e 1982, e começarão a sair, com uma organização diversa, a partir de junho.

A apresentação contará com a participação de José Russo, diretor do CENDREV, Tiago Bartolomeu Costa, coordenador da coleção, e Vanda Piteira, em representação do Museu Nacional do Teatro e da Dança.

No Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende serão apresentados os livros “Em Bizango de Bizangongo / A Como Estão os Cravos Hoje?” (Manuel Geraldo / Orlando da Costa) e “Fábulas Teatrais sobre a Revolução Portuguesa” (Richard Demarcy e Teresa Mota). Este último é dedicado às quatro peças que Richard Demarcy e Teresa Mota escreveram para o CENDREV.

**Sinopses:**

**”Em Bizango de Bizangongo”**
*Manuel Geraldo*
O texto reflete sobre o manifesto descontentamento das tropas deslocadas nos conflitos do Ultramar, revelando o cansaço da guerra e o desejo de regressar a casa. Através dos diálogos, construídos como um grande coro, questionam-se as mudanças promovidas pela revolução, nomeadamente no modo como demoraram a chegar ao povo ou a produzir os efeitos desejados. A par da violência no cenário de guerra, referem-se as condições da partida de muitos dos soldados, estabelecendo-se, desse modo, as bases para o aproveitamento político durante o regime do Estado Novo, e a ausência de alternativas para os jovens.

**”A Como Estão os Cravos Hoje?”**
*Orlando da Costa*
Peça e manifesto antibelicista, construída a partir da experiência do autor e de relatos de soldados, observa as condições de trabalho e de segurança dos operacionais no campo de combate, promovendo o fim da guerra no Ultramar. Os cravos do título servem de metáfora para o número de jovens convocados para o combate, mas também para uma reflexão — interpelando o público — sobre a defesa dos valores da revolução e os riscos da sua rápida erosão, face à resignação promovida pelo regime deposto.

**”Fábulas Teatrais sobre a Revolução Portuguesa”**
*Richard Demarcy e Teresa Mota*
Os quatro textos reunidos neste volume — *A Noite do 28 de Setembro*; *A História de Quatro Soldados*; *As Vacas de Cujancas*; *Barracas, Ocupação* — usam a história de Portugal como teatro-documento e são exemplo de um teatro de intervenção e social, propondo uma motivação nas classes populares através da consciência política e artística. Peças corais, onde as personagens representam tipologias sociais ou comunitárias — o camponês, o burguês, o poder, o clero —, são textos que dão conta de uma alteração de consciência não apenas no teatro didático, à maneira de Brecht, mas também no poder da dramaturgia como repositório de memórias de lutas, de valores e de perfis complementares de resistência. Foram pensadas para serem apresentadas em lugares de grande reunião, funcionando como autos sincréticos e de cariz popular, onde a história do país, nas suas diferentes escalas e impactos, é narrativa enquanto mecanismo de ativação resistente e ético. Esta edição, que acompanha a publicação original feita em 1976, inclui os textos publicados nos programas dos espetáculos, assinados por Richard Demarcy.

 

 

 

 

 

Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende

7 de junho, 2026

19h00


Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.

Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com

Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.

facebook.com/cendrev.teatro
instagram.com/cendrev.teatro


A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.

O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.


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Informações e reservas:
(+351) 266 703 112 | Contacto

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