Musicálogos I 2026
MUSICÁLOGOS Capote Música | 5º ciclo | janeiro, fevereiro e abril de 2026, Évora
Os MUSICÁLOGOS são encontros únicos onde a criação acontece em tempo real. Dois compositores de diferentes percursos e universos musicais – um local e outro de outra região – são convidados para um processo criativo colaborativo, de exploração e partilha de ideias e linguagens, sem saberem previamente com quem irão emparelhar.
É nesse território de risco, de entrega e descoberta, que os MUSICÁLOGOS ganham forma: dois dias de residência artística onde o desconhecido se torna processo. Cada dupla escolhe o seu rumo – pelo improviso, pela reinterpretação mútua ou pela composição de raiz. Não há fórmula, apenas a liberdade de explorar técnicas, partilhar instintos criativos e descobrir caminhos em conjunto.
O que nasce desses dois dias é partilhado num terceiro momento: uma apresentação pública onde música e conversa se entrelaçam, mediada por um anfitrião que guia o público pelos caminhos de experimentação musical percorridos em residência.
MUSICÁLOGOS são um espaço de escuta privilegiada, onde se assiste ao nascimento de novas possibilidades sonoras e a processos criativos ainda em ebulição.
Joana Ricardo, natural de Évora (1989), move-se entre a comunicação, a música e a performance.
Com um percurso ligado à música de raiz tradicional, integrou o grupo Zanguizarra (2013-2020). Foi aluna de Voz na Escola de Jazz Luiz Villas-Boas – Hot Clube Portugal e como cantora e criadora, fundou em 2020 o projeto O Lado de Dentro, com Mariana Ramos Correia, que lança o primeiro EP em 2025. Desde 2023 integra o projeto Madraça e, em 2024, criou Verso-Pólvora com o músico João André Baião.
Como cantora gravou temas para projetos com Raia de TóZé Bexiga e Contraduo de Carlos Menezes e Walter Areia. Integra o Coletivo Câmara e participou em espetáculos como Aprometido (Associação PédeXumbo), Manifesto Funesto (Vânia Rodrigues) e Ponto de Encontro (2025), que criou com Márcio Pereira para alunos do 1.º ciclo.
Alex D’Alva Teixeira (Luanda, 1990) é músico, compositor e DJ luso-brasileiro. A projeção nacional chega em 2012 com os D’ALVA. #batequebate (2014) leva a banda a festivais como NOS Alive. Maus Êxitos (2018) estreia no n.º 1 do iTunes; Verdade Sem Consequência lidera o Top A3-30 por nove semanas. Em 2022 funda com Ricardo Martins, o duo Algumacena e, no final do ano, edita SOMOS, terceiro álbum dos D’ALVA.
Como autor, participa no Festival da Canção (2019-2024) e assina co-autoria de canções para Miguel Ângelo, Virgul e Ana Bacalhau. Colabora com Grada Kilomba e no teatro, dirige a componente musical de Bravo, 2023! (Teatro Praga), integra Fazer Uma Canção e, em 2025, Audição. Como DJ, passou
por eventos e clubes de referência, como Ageas Cool Jazz ou ModaLisboa. Alex D’Alva lançou em novembro LIVRE, o single de arranque do EP homónimo, com edição prevista para 4 de fevereiro de 2026, marcando o seu regresso aos lançamentos em nome próprio.
ficha artística e técnica MUSICÁLOGOS 2026
Conceito e produção – Capote Música
Programação – Rita Piteira e Alexandre Tavares
Produção e comunicação – Rita Piteira
Design – Alexandre Tavares
Moderação apresentação pública – Tiago Castro
Som – Fernando Mendes
Vídeo – Anna França e Rogério Almeida/Depois das Cinco
Fotografia – André Cruz
Interpretação para Língua Gestual Portuguesa – Sandra Cavaco
Coprodução – Cendrev – Centro Dramático de Évora, Teatro Garcia de Resende
parceria – União de Freguesias do Centro Histórico de Évora
Apoio – República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto | DGARTES – Direção-Geral das
Artes, Câmara Municipal de Évora
Apoio media – Antena 3 e Rádio Diana FM
Mais informação: Capote Música
Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende
08 e 09 de janeiro, 2026 – Residência artística
10 de janeiro – Apresentação pública às 21h30
Bilhetes na BOL
* Participação limitada
A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.
O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.
Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.
Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com
Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.
Concerto de Ano Novo - Eborae Musica
O Conservatório Regional de Évora – Eborae Mvsica, a Associação Eborae Mvsica e a Câmara Municipal de Évora promovem o tradicional Concerto de Ano Novo, pelos Quarteto de Cordas e Orquestra de Sopros do Conservatório Regional de Évora – Eborae Mvsica.
A Orquestra de Sopros do Conservatório Regional de Évora – Eborae Mvsica foi criada durante o ano letivo de 2009/2010, sob a direção do professor António Rosado. Constituída por iniciativa dos alunos e professores de instrumentos de sopro e percussão, com o objetivo de promover a prática de Conjunto, estabelecer e reforçar as relações de partilha e cooperação a nível musical com reflexos na qualidade de interpretação instrumental. A partir de 2013/2014 passou a ser da responsabilidade do professor Artur Barroso. Fez várias apresentações públicas e promove a organização de estágios para orquestra de sopros.
Artur Barroso começou a estudar trompete em 1991 na Escola Profissional de Música de Évora. Tem o Curso Superior e a profissionalização para o Ensino Especializado da Música da Academia Nacional Superior de Orquestra – Orquestra Metropolitana de Lisboa. Tocou várias vezes a solo com os Organistas Sibertin Blanc e António Mota. Foi convidado para tocar com várias orquestras e grupos nacionais e internacionais. Em 2004, com o Ensemble Português de Trompetes (Ensemble fundado na Academia Nacional Superior de Orquestra, Orquestra Metropolitana de Lisboa), participa num dos maiores encontros mundiais de trompetistas: ITG (International Trumpet Guild ) em Denver (Estados Unidos). Fez vários concertos com este grupo em Inglaterra, Portugal , Espanha, Alemanha e França. Frequentou o curso de aperfeiçoamento de Direção de Banda, organizado pela Sociedade Filarmónica Artística Estremocense. Estudou Direção de Orquestra e Direção de Banda de Sopros.
Programa do Quarteto de Guitarras:
- Carmen Suite – Aragonaise e Habanera, Georges Bizet (1838 – 1875) (Arr. Andrew York)
- Lotus Eaters, Andrew York (1958 – )
- Austin Tango, Roland Dyens (1955 – 2016)
- Canção Verdes Anos, Carlos Paredes (1925 – 2004)
Programa da Orquestra de Sopros:
- Fanfare Overture, Lino Guerreiro
- I Dreamed a Dream, Solista: Rita Carriço. Claude Schönberg, Arr. Brian Sadler
- Canção do mar,Solista: Rita Carriço. Ferrer Trindade, Arr. Lino Guerreiro
- Gabriel´s Oboe, Solista: Maria Clara Fernandes. Ennio Morricone, Arr. Robert Longfield
- Czardas, Solista: Daniel Saias. Vittorio Monti, Arr. Willy Hautvast
- Venit Shaloomoh, Lino Guerreiro
- Mancini, Henry Mancini, Arr. Stephen Bulla
- Radetzky March, Johann Strauss, Arr. Igor Zugrov
Para este concerto não haverá reservas, exceto a pessoas de fora de Évora ou de mobilidade reduzida. Para mais informações deverá contactar o Teatro Garcia de Resende. Mais informações pelo telefone 266 746 750 , ou por e-mail eboraemusica@gmail.com .
Teatro Garcia de Resende
5 de janeiro, 2026
18h30
A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.
O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.
Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.
Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com
Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.
Um Sonho
Agnès, filha do deus Indra, desce à terra para perceber como vivem os humanos.
Nessa imersão iniciática, vai encontrar três figuras coadjuvantes – o Oficial, o Advogado e o Poeta – estilhaços oníricos da biografia do próprio autor, Strindberg, por essa altura empenhado na construção de um novo teatro que pudesse revelar, na esteira das grandes discussões filosóficas da época, de Schopenhauer a Freud, o vasto território do inconsciente e dos sonhos.
No caleidoscópio de figuras e situações com que Agnès se depara no decurso da viagem aparecem os grandes temas de Strindberg: a família e o casamento, as desigualdades sociais mais gritantes que a revolução industrial agudizou, a justiça “que serve todos menos os que servem” e a Escola, encalhada no tempo e no espaço.
O encontro último com o Poeta, irmão e cúmplice na aventura da exigência de uma humanidade mais justa, aproxima-os da música e da poesia, das artes, que, tal como o sonho, são “maiores do que a realidade”.
A. A. Barros
August Strindberg foi um dramaturgo, romancista, poeta, ensaísta e pintor sueco. Escritor prolífico que frequentemente se inspirava diretamente em suas experiências pessoais, Strindberg escreveu mais de 60 peças e mais de 30 obras de ficção, autobiografia, história, análise cultural e política durante sua carreira, que se estendeu por quatro décadas. Um experimentador ousado e iconoclasta ao longo de toda a sua vida, explorou uma ampla gama de métodos e propósitos dramáticos, desde a tragédia naturalista, o monodrama e as peças históricas até às suas antecipações das técnicas dramáticas expressionistas e surrealistas.
Desde os seus primeiros trabalhos, Strindberg desenvolveu formas inovadoras de ação dramática, linguagem e composição visual. É considerado o «pai» da literatura sueca moderna e a sua obra A Sala Vermelha (1879) tem sido frequentemente descrita como o primeiro romance sueco moderno. Na Suécia, Strindberg é conhecido como ensaísta, pintor, poeta e, especialmente, romancista e dramaturgo, mas noutros países é conhecido principalmente como dramaturgo.
Encenação e dramaturgia António Augusto Barros
interpretação Ana Meira, Ana Teresa Santos, Igor Lebreaud, Ivo Luz, Jorge Baião, José Russo, Maria Marrafa, Maria Quintelas, Miguel Magalhães, Ricardo Kalash e Rosário Gonzaga
tradução Cristina Reis, Luís Miguel Cintra e Melanie Mederlind
espaço cénico João Mendes Ribeiro, Luísa Bebiano e António Augusto Barros
desenho de luz António Rebocho
composição musical e preparação vocal Carlos Meireles
paisagens sonoras Carlos Meireles e Zé Diogo
figurinos e adereços Ana Rosa Assunção
direcção técnica e de montagem António Rebocho e Rui Valente
operação técnica Beatriz Sousa e Fabrísio Canifa (TGR), Danilo Pinto, Diogo Lobo e Zé Diogo (TCSB)
execução de cenografia Carpintaria Adriano J. N. Viana e Pedro & Pegacho LDA.
execução de figurinos Adozinda Cunha, Eliana Valentine e Maria do Céu Simões
execução de adereços Ana Rosa Assunção, Danilo Pinto, Ivo Luz e Rui Valente
direcção de cena Miguel Magalhães
imagem Ana Rosa Assunção
fotografia e vídeo Carolina Lecoq
comunicação Eduardo Pinto, Helena Estanislau, Juliana Roseiro, Mariana Banaco e Pedro Rodrigues
materiais gráficos Alexandra Mariano
produção Beatriz Sousa e Eduardo Pinto
interpretação em Língua Gestual Portuguesa Associação de Surdos de Évora – Núria Galinha (TGR), Andreia Esteves e Jéssica Ferreira (TCSB)
equipa técnica do TGR Ana Duarte, Carlos Mavioso, Margarida Mouro, Sílvia Rosado, Tomás Catalão e Tomé Baixinho
distribuição Vítor Fialho (TGR)
limpeza TGR Fernanda Rochinha
limpeza e bar TCSB Cláudia Natividade
assistentes de sala do TCSB Ana Marques, Ândria do Ó, Bruna Marques, Carolina Rocha, Cláudia Morais, Luís Henrique Monteiro, Maria Dias, Nilce Carvalho e Patrícia Mendonça
fragmentos musicais “Masquerade Suite”, de Aram Khachaturian, “Tabula Rasa” e “Pärt Sequentia” de Arvo Pärt, “Toccata and Fugue in D Minor, BWV 565”, de J. S. Bach, “The Second Waltz”, de Dmitri Shostakovich e “The Hebrides Overture, Op. 26, (Fingal’s Cave)”, de Felix Mendelssohn
agradecimentos
Câmara Municipal de Évora
Uma co-produção do CENDREV e A Escola da Noite 2025-26
Teatro Garcia de Resende, Évora
Teatro da Cerca de S. Bernardo, Coimbra
4 a 14 de dezembro, 2025
Nota: dia 11 de dezembro não haverá espetáculo (*)
Sessões com interpretação em língua gestual portuguesa dias 25 de outubro e 1 de novembro
140’ (com intervalo) M/12
8€ (Descontos: > 65 anos, Reformados, Associados ACDE, Cartão Estudante, Crianças < 12 anos, Famílias, Funcionários C.M.E., Grupos e Passaportes Teatro)
Sessão de quarta-feira com preço único de 3€!
266 703 112 / geral@cendrev.com/ www.cendrev.pt
– Em alguns momentos do espetáculo, é utilizado cigarro eletrónico
(*)
1.º CARVOEIRO:
“E pensar que é sobre nós que a sociedade assenta. Se não recebessem carvão deixava de haver lume no fogão da cozinha, na lareira da casa, na máquina da fábrica. Apagavam-se as luzes nas ruas, nas lojas, nas casas. A escuridão e o frio caíam-vos em cima… e por isso é que nós suamos como no inferno para vos trazer este carvão negro… Que nos dão em troca?”
August Strindberg, “Um Sonho” (1901)
A Escola da Noite e o Cendrev informam que, devido à Greve Geral convocada para o próximo dia 11 de dezembro, não será apresentada a sessão do espectáculo “Um Sonho” marcada para esse dia.
A adesão à Greve é uma decisão individual de cada trabalhador/a, que as duas companhias respeitam. No caso do Teatro, arte feita em colectivo, o exercício desse direito por parte dos/as trabalhadores/as impede a apresentação do espectáculo, como é facilmente compreensível por parte do público.
Enquanto entidades empregadoras que também são, A Escola da Noite o Cendrev defendem sem reservas a defesa dos direitos dos/as trabalhadores/as, alguns dos quais demoraram dezenas de anos a serem conquistados. Enquanto estruturas de criação artística comprometidas com a democracia, a liberdade e o serviço público, A Escola da Noite e o Cendrev acompanham as preocupações com as propostas de alteração ao Código do Trabalho que motivam esta Greve.
A temporada em Coimbra do espectáculo retoma na sexta-feira, dia 12 de Dezembro, e prolonga-se até domingo, dia 14, com sessões às 21h30 (sexta e sábado) e às 16h00 (domingo).


