A Serie Clopen
“Acrobacias impossíveis, aéreos impactantes, comédia hilariante, dança, clown e uma história cativante. “”A Serie Clopen”” é um espectáculo multidisciplinar que, reflecte, com humor, sobre os desafios que a juventude tem de enfrentar nestes tempos de incerteza.
Alicia é uma rapariga que está nesse momento vital em que começa a construir a sua identidade e a investigar o mundo que a rodeia. O seu quarto continua cheio de bonecas e brinquedos, mas as perguntas invadem a sua mente. No seu afã de encontrar as respostas, cria um canal nas redes sociais para explicar curiosidades acerca de uma das suas paixões: a matemática.
Mas tudo o que descobre gera mais perguntas…
Poderá a matemática explicar o momento político actual: a expansão dos absolutismos, dos fascismos, o aumento da desigualdade ou o novo contexto bélico?
Poderá a nossa juventude superar os desafios que lhes impõe a sua geração?
E, sobretudo, poderá o circo, a arte do momento presente, do físico, do risco, da cooperação, oferecer alternativas num mundo absolutamente digitalizado?
CENTRO DRAMÁTICO GALEGO – O Centro Dramático Galego é a companhia pública de teatro da Galiza, vinculada à Xunta de Galicia. Fundado em 1984 com o objectivo de “contribuir para a normalização e institucionalização da atividade teatral galega”, consolidou ao longo de quatro décadas um percurso marcado pela produção própria, pelas co-produções com companhias galegas e internacionais e pela circulação dos seus espectáculos em todo o território e no exterior.
Nestes 40 anos de história, o CDG tem desenvolvido um trabalho constante que combina a recuperação dos grandes autores galegos, a divulgação da dramaturgia contemporânea, a adaptação de textos fundamentais da literatura universal, a atenção ao teatro infantil e juvenil e a projecção internacional da cena galega. A companhia tem ampliado a sua presença, alcançando mais de uma centena de concelhos e participando em colaborações com vários países da Europa e das Américas, ao mesmo tempo que reforça os laços com a vizinha cultura portuguesa.”
O Centro Dramático Galego é a companhia pública de teatro da Galiza, vinculada à Xunta de Galicia. Fundado em 1984 com o objectivo de “contribuir para a normalização e institucionalização da atividade teatral galega”, consolidou ao longo de quatro décadas um percurso marcado pela produção própria, pelas co-produções com companhias galegas e internacionais e pela circulação dos seus espectáculos em todo o território e no exterior.
Nestes 40 anos de história, o CDG tem desenvolvido um trabalho constante que combina a recuperação dos grandes autores galegos, a divulgação da dramaturgia contemporânea, a adaptação de textos fundamentais da literatura universal, a atenção ao teatro infantil e juvenil e a projecção internacional da cena galega. A companhia tem ampliado a sua presença, alcançando mais de uma centena de concelhos e participando em colaborações com vários países da Europa e das Américas, ao mesmo tempo que reforça os laços com a vizinha cultura portuguesa.
FICHA ARTÍSTICA
encenação Pablo Reboleiro dramaturgia Clara Gayo e Pablo Reboleiro elenco Marián Bañobre, Luz García, Johanna Hesse, Raquel Oitavén, Natalia Pajarito, Inés Santos, Guillermo Solo iluminação e vídeo Laura Iturralde cenografia José Faro e Laura Iturralde caracterização e maquilhagem Erea Pérez figurinos Carlos Alonso desenho de movimento e coreografia Marta Alonso Tejada assistência de encenação e espaço sonoro Marcos PTT assistência de circo José Expósito música original Xosé Lois Romero assistência de produção Santi Romay
Teatro Garcia de Resende
Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.
Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com
Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.
A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.
O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.
Complexo de Édipo
“O mito imortal do homem que mata o pai, deita-se com a mãe e chama aos irmãos de filhos é comentado pela taberneira de um porto galego que, para além do mais, é a mãe do infeliz soliloquista Cadaval. A tal taberneira despreza o mito clássico e aproveita para dar uma receita de carne assada. Pelo meio, o desordenado cérebro de Cadaval leva-nos por uma odisseia de micro-histórias de marinheiros e emigrados.
Um só homem a falar, que se divide em múltiplos assuntos: gastronomia, épica, haute culture, cusquices, notícias da família real espanhola. Tudo em 71 minutos de vertigem.
É uma criação de Quico Cadaval, que faz uma mistura de conto tradicional de lareira, teatro épico e cabaret literário.”
Quico Cadaval nasceu no mês de março de 1960, dado que, com uma simples operação matemática, permite atualizar a sua idade automaticamente.
É miope e divorciado. Mas isto nem sempre foi assim.
Na primeira década da sua vida nem sonhava que um dia chegaria a ser o que é. Foi criado por um setter inglês chamado Tule e influenciado por um violento professor chamado Bayón.
Na segunda década da sua vida leu com avidez e dificuldade A Vida É um Sonho, de Calderón, e Duas Táticas da Social-Democracia na Revolução Democrática, de Vladimir Ilitch. E desfrutou de Seven Hassel e da sua literatura repugnante.
Na terceira década, ficou finalmente miope ao ponto de ser dispensado do serviço militar. Fechou-se-lhe a porta do heroísmo, tanto do lado de soldado da pátria espanhola como de arrogante insubmisso. Ao não ser posto à prova em combate, nunca pôde demonstrar ao mundo a sua coragem ou cobardia. Nesta década, leu a obra completa de Shakespeare.
Na quarta década da sua vida desdobrou as suas capacidades na arte da narração, da dramaturgia e da provocação. Contraiu matrimónio com uma mulher e devorou a obra de Rubem Fonseca.
Na quinta década entrou no terceiro milénio e comprovou que todas as profecias resultaram falsas, as utopias defeituosas e as ilusões intactas. Na contabilidade do amor, recebeu muito mais do que deu e entrará brevemente em concurso de credores. Entusiasmou-se pela cultura lusófona e visitou com paixão lugares arqueológicos. A década terminou com uma festa dos 50 anos, de carácter propiciatório, que não deu resultado.
Na sexta década continua a contar contos e a tentar fazer teatro na mais velha nação da Europa, que tentaram destruir durante cinco séculos, e que parece que o vão conseguir nestes tempos, dado que o império conta com importante ajuda nativa.
Fora disso, é divorciado e miope.
Contador: Quico Cadaval
Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende
Um Sonho
Agnès, filha do deus Indra, desce à terra para perceber como vivem os humanos.
Nessa imersão iniciática, vai encontrar três figuras coadjuvantes – o Oficial, o Advogado e o Poeta – estilhaços oníricos da biografia do próprio autor, Strindberg, por essa altura empenhado na construção de um novo teatro que pudesse revelar, na esteira das grandes discussões filosóficas da época, de Schopenhauer a Freud, o vasto território do inconsciente e dos sonhos.
No caleidoscópio de figuras e situações com que Agnès se depara no decurso da viagem aparecem os grandes temas de Strindberg: a família e o casamento, as desigualdades sociais mais gritantes que a revolução industrial agudizou, a justiça “que serve todos menos os que servem” e a Escola, encalhada no tempo e no espaço.
O encontro último com o Poeta, irmão e cúmplice na aventura da exigência de uma humanidade mais justa, aproxima-os da música e da poesia, das artes, que, tal como o sonho, são “maiores do que a realidade”.
A. A. Barros
August Strindberg foi um dramaturgo, romancista, poeta, ensaísta e pintor sueco. Escritor prolífico que frequentemente se inspirava diretamente em suas experiências pessoais, Strindberg escreveu mais de 60 peças e mais de 30 obras de ficção, autobiografia, história, análise cultural e política durante sua carreira, que se estendeu por quatro décadas. Um experimentador ousado e iconoclasta ao longo de toda a sua vida, explorou uma ampla gama de métodos e propósitos dramáticos, desde a tragédia naturalista, o monodrama e as peças históricas até às suas antecipações das técnicas dramáticas expressionistas e surrealistas.
Desde os seus primeiros trabalhos, Strindberg desenvolveu formas inovadoras de ação dramática, linguagem e composição visual. É considerado o «pai» da literatura sueca moderna e a sua obra A Sala Vermelha (1879) tem sido frequentemente descrita como o primeiro romance sueco moderno. Na Suécia, Strindberg é conhecido como ensaísta, pintor, poeta e, especialmente, romancista e dramaturgo, mas noutros países é conhecido principalmente como dramaturgo.
Encenação e dramaturgia António Augusto Barros
interpretação Ana Meira, Ana Teresa Santos, Igor Lebreaud, Ivo Luz, Jorge Baião, José Russo, Maria Marrafa, Maria Quintelas, Miguel Magalhães, Ricardo Kalash e Rosário Gonzaga
tradução Cristina Reis, Luís Miguel Cintra e Melanie Mederlind
espaço cénico João Mendes Ribeiro, Luísa Bebiano e António Augusto Barros
desenho de luz António Rebocho
composição musical e preparação vocal Carlos Meireles
paisagens sonoras Carlos Meireles e Zé Diogo
figurinos e adereços Ana Rosa Assunção
direcção técnica e de montagem António Rebocho e Rui Valente
operação técnica Beatriz Sousa e Fabrísio Canifa (TGR), Danilo Pinto, Diogo Lobo e Zé Diogo (TCSB)
execução de cenografia Carpintaria Adriano J. N. Viana e Pedro & Pegacho LDA.
execução de figurinos Adozinda Cunha, Eliana Valentine e Maria do Céu Simões
execução de adereços Ana Rosa Assunção, Danilo Pinto, Ivo Luz e Rui Valente
direcção de cena Miguel Magalhães
imagem Ana Rosa Assunção
fotografia e vídeo Carolina Lecoq
comunicação Eduardo Pinto, Helena Estanislau, Juliana Roseiro, Mariana Banaco e Pedro Rodrigues
materiais gráficos Alexandra Mariano
produção Beatriz Sousa e Eduardo Pinto
interpretação em Língua Gestual Portuguesa Associação de Surdos de Évora – Núria Galinha (TGR), Andreia Esteves e Jéssica Ferreira (TCSB)
equipa técnica do TGR Ana Duarte, Carlos Mavioso, Margarida Mouro, Sílvia Rosado, Tomás Catalão e Tomé Baixinho
distribuição Vítor Fialho (TGR)
limpeza TGR Fernanda Rochinha
limpeza e bar TCSB Cláudia Natividade
assistentes de sala do TCSB Ana Marques, Ândria do Ó, Bruna Marques, Carolina Rocha, Cláudia Morais, Luís Henrique Monteiro, Maria Dias, Nilce Carvalho e Patrícia Mendonça
fragmentos musicais “Masquerade Suite”, de Aram Khachaturian, “Tabula Rasa” e “Pärt Sequentia” de Arvo Pärt, “Toccata and Fugue in D Minor, BWV 565”, de J. S. Bach, “The Second Waltz”, de Dmitri Shostakovich e “The Hebrides Overture, Op. 26, (Fingal’s Cave)”, de Felix Mendelssohn
agradecimentos
Câmara Municipal de Évora
Uma co-produção do CENDREV e A Escola da Noite 2025-26
Teatro Garcia de Resende, Évora
Teatro da Cerca de S. Bernardo, Coimbra
4 a 14 de dezembro, 2025
Nota: dia 11 de dezembro não haverá espetáculo (*)
Sessões com interpretação em língua gestual portuguesa dias 25 de outubro e 1 de novembro
140’ (com intervalo) M/12
8€ (Descontos: > 65 anos, Reformados, Associados ACDE, Cartão Estudante, Crianças < 12 anos, Famílias, Funcionários C.M.E., Grupos e Passaportes Teatro)
Sessão de quarta-feira com preço único de 3€!
266 703 112 / geral@cendrev.com/ www.cendrev.pt
– Em alguns momentos do espetáculo, é utilizado cigarro eletrónico
(*)
1.º CARVOEIRO:
“E pensar que é sobre nós que a sociedade assenta. Se não recebessem carvão deixava de haver lume no fogão da cozinha, na lareira da casa, na máquina da fábrica. Apagavam-se as luzes nas ruas, nas lojas, nas casas. A escuridão e o frio caíam-vos em cima… e por isso é que nós suamos como no inferno para vos trazer este carvão negro… Que nos dão em troca?”
August Strindberg, “Um Sonho” (1901)
A Escola da Noite e o Cendrev informam que, devido à Greve Geral convocada para o próximo dia 11 de dezembro, não será apresentada a sessão do espectáculo “Um Sonho” marcada para esse dia.
A adesão à Greve é uma decisão individual de cada trabalhador/a, que as duas companhias respeitam. No caso do Teatro, arte feita em colectivo, o exercício desse direito por parte dos/as trabalhadores/as impede a apresentação do espectáculo, como é facilmente compreensível por parte do público.
Enquanto entidades empregadoras que também são, A Escola da Noite o Cendrev defendem sem reservas a defesa dos direitos dos/as trabalhadores/as, alguns dos quais demoraram dezenas de anos a serem conquistados. Enquanto estruturas de criação artística comprometidas com a democracia, a liberdade e o serviço público, A Escola da Noite e o Cendrev acompanham as preocupações com as propostas de alteração ao Código do Trabalho que motivam esta Greve.
A temporada em Coimbra do espectáculo retoma na sexta-feira, dia 12 de Dezembro, e prolonga-se até domingo, dia 14, com sessões às 21h30 (sexta e sábado) e às 16h00 (domingo).


