Os Lusíadas Como Nunca os Ouviu
Para António Fonseca, Os Lusíadas é primordialmente a história da primeira viagem marítima entre Lisboa e a Índia. Desde 2008, o ator tem aprimorado um projeto de audição (em teatros, tertúlias, num audiolivro) desta obra maior: “Difícil de ler, sobretudo pelo jogo sintático, Os Lusíadas revela-se fácil de ouvir.” No âmbito das comemorações dos 500 anos do nascimento de Camões, António Fonseca convoca-nos para duas propostas de leitura. De Lisboa à Índia – Ida, destinado ao público escolar, centra-se na ideia de viagem e estende-se até ao Canto VI (chegada à Índia): oferece contexto e atualização à narrativa, sonda o ritmo e a musicalidade da linguagem. De Lisboa à Índia – Ida e Volta abrange toda a obra e convida o público em geral para uma desconstrução de Os Lusíadas, rasteirando ideias feitas. Num caso e noutro, enquadrada por comentários e interações, há uma grande “estória da condição de ser humano” a ouvir em conjunto.
António Fonseca. Nasceu em 1953 em Santo Tirso. Estudou Teatro e Filosofia. Alguns trabalhos mais recentes em teatro: Suécia de Pedro Mexia, enc. Nuno Cardoso; Ensaio de Orquestra, a partir de F. Fellini, enc. Tónan Quito; O
Inesquecível Professor, de Pedro Gil; Catarina e a beleza de matar fascistas, de Tiago Rodrigues; Os Lusíadas como nunca os ouviu, a partir de L Camões A matança Ritual de Gorge Mastromas, de David Kelly, enc. Tiago Guedes; Medronho, de Sandro W Junqueira, enc. Giacomo Scalisi; Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett, encenação de Rogério de Carvalho…. Televisão: Terra Brava; Mar Salgado (SIC); Cidade Despida; Depois do Adeus; Odisseia; Os Boys; Sul; Causa Própria (RTP1)… Cinema: Primeira Obra de Rui Simões; Sombras Brancas de F. Vendrell; Primeira Obra de Rui Simões Vida Invisível, de Karim Ainouz (vencedor de Un Certain Regard no festival de Cannes); Snu, de Patrícia Sequeira; L’Aragnée Rouge de Franco Florino; Nomeação para os Prémios Sophia de cinema (ator secundário) em Florbela, de Vicente Alves do Ó…. Gravou Os Lusíadas, no audiolivro Os Lusíadas como nunca os ouviu – versão integral da epopeia de Luís de Camões e Amor de Perdição de Camilo Castel Branco – Imprensa Nacional Casa da Moeda.
Desenvolveu projetos nos domínios do Teatro e Educação e de formação com destaque para o trabalho na Escola Secundária Camilo Castelo Branco (Carnaxide), Escola Superior de Educação de Coimbra (Curso de Teatro e Educação), Teatro Nacional de S. João e Companhia de Teatro de Braga.
Texto Luís de Camões | Por António Fonseca | Promoção, difusão e agendamento: Companhia Nacional de Espectáculos
Este espetáculo foi criado no âmbito do projeto Próxima Cena. Uma iniciativa do Teatro Nacional D. Maria II, do BPI e da Fundação ”la Caixa”
Teatro Garcia de Resende
28 de março, sessões para escolas às 11h00 e às 15h00
29 de março, sessão para público em geral às 19h00
Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.
Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com
Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.
A Festa
‘A Festa’, uma peça escrita pelo dramaturgo italiano Spiro Scimone, é uma obra que explora temas profundos e complexos da vida familiar e social, através de uma narrativa aparentemente simples. A história desenrola-se numa casa modesta onde se nota uma desavença entre pai e filho adulto durante a celebração do aniversário da mãe. Contudo, ao longo do encontro, o que começa como uma celebração jovial transforma-se num cenário de revelações e tensões ocultas.
Autor: Spiro Scimone | Tradução: Jorge Silva Melo | Encenação: Maria João Luís | Cenografia e cartaz: José Manuel Castanheira | Desenho de luz: Tasso Adamopoulos | Construção de cenário e operação de luz: William Alves | Operação de som: João Nuno Henriques | Fotografias de ensaio: Rafaela Schmitt | Vídeo promocional e fotografias: Ovelha Eléctrica | Produção e comunicação: Celina Gonçalves | Assistência de produção e comunicação: Patrícia Morais e Rafaela Schmitt | Direção artística do Teatro das Beiras: Fernando Sena | Interpretação: Miguel Brás, Miguel Henriques, Susana Gouveia
Teatro Garcia de Resende
27 de março, 2025
21h30
Entrada gratuíta mas sob reserva. Bilhetes só estão disponíveis na bilheteira física no balcão do TGR.
Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.
Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com
Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.
Musicálogos II 2025
Os Musicálogos são encontros que invocam a experimentação e o cruzamento de processos criativos entre compositores de diferentes áreas musicais. Dois compositores, um local e um de outra região, juntam-se numa curta residência artística de dois dias para explorar e cruzar técnicas criativas, cujo resultado será partilhado publicamente num ambiente intimista e descontraído, com a mediação de um anfitrião.
Durante a residência artística, os compositores abraçam o instinto criativo e a liberdade de escolher o caminho que o seu Musicálogo seguirá no terceiro dia, o da apresentação pública, seja pela autoestrada do improviso, a ponte da reinterpretação conjunta ou o caminho de terra da composição.
Nesta 4ª edição, os encontros terão lugar numa nova e emblemática sala: o Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende, com três sessões: em Janeiro, Fevereiro e Março.
O terceiro encontro deste 4.º ciclo de Musicálogos da Capote Música reúne, Luís Pucarinho e Joana Margaça numa residência artística em Évora, que decorrerá de 20 a 22 de março.
A apresentação pública terá lugar no dia 22 de março, às 21h30, no Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende.
Joana Margaça, cantora e compositora ligada à música tradicional portuguesa, iniciou a sua formação no Coro Infantil e Juvenil de Torres Vedras, estudando posteriormente flauta transversal e canto. Vocalista da banda UXUkalhus, gravou vários álbuns e atuou em diversos festivais. A banda lançou em Janeiro de 2024 Da Revolta ao Enleio para celebrar os 25 anos. Integra os grupos Ódiacho! e Modo Vilão, onde compõe e canta em português, revisitando o repertório tradicional. Participa ainda em projetos de música infantil e tradicional, é co-maestrina do Coro Música Sem Idade e professora de canto.
Luís Pucarinho, cantor e compositor, move-se entre a música tradicional e o rock, explorando sonoridades diversas ao longo da sua carreira. Após uma década com o grupo Sons de Cá, criado em Évora, iniciou a sua carreira a solo em 2011, lançando os álbuns Na Rua Amarela, Orgânica Mente Humana e Saia Rodada. A sua música já percorreu Portugal, Espanha, França, Itália, São Tomé e Príncipe e Timor. Em novembro de 2024, lançou Só as Perguntas Abrem Portas, o seu quarto álbum, uma reflexão sobre o impacto das nossas acções na sociedade.
Mais informação: Capote Música
Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende
20 a 21 de março, 2025 – Residência Artística
22 de março – Apresentação às 21h30
* Participação limitada
A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.
O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.
Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.
Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com
Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.
Mensagem do Dia Mundial do Teatro 2025

Poderá o teatro ouvir o pedido de SOS que os nossos tempos estão a enviar, num mundo de cidadãos empobrecidos, fechados em células de realidade virtual, entrincheirados na sua privacidade sufocante? Num mundo de existências robotizadas dentro de um sistema totalitário de controle e repressão em todo o espectro da vida?
Estará o teatro preocupado com a destruição ambiental, o aquecimento global, a perda maciça de biodiversidade, a poluição dos oceanos, o derretimento das calotas polares, o aumento dos incêndios florestais e os fenómenos meteorológicos extremos? Poderá o teatro tornar-se parte ativa do ecossistema? O teatro acompanha o impacto humano no planeta há muitos anos, mas está com dificuldades em lidar com este problema.
Estará o teatro preocupado com a condição humana tal como está a ser moldada no século XXI, em que o cidadão é manipulado por interesses políticos e económicos, redes de comunicação social e empresas fazedoras de opinião? Onde as redes sociais, por mais que a facilitem, são o grande álibi da comunicação, porque proporcionam a necessária distância segura do Outro? Uma sensação generalizada de medo do Outro, do diferente, do Estranho, domina os nossos pensamentos e ações.
Pode o teatro funcionar como laboratório para a coexistência de diferenças, sem levar em conta o trauma sangrento?
O trauma sangrento convida-nos a reconstruir o Mito. E nas palavras de Heiner Müller “O mito é um agregado, uma máquina à qual novas e diferentes máquinas podem sempre ser conectadas. Transporta a energia até que a velocidade crescente faça explodir o campo cultural” – e, eu acrescentaria, o campo da barbárie.
Podem os holofotes do teatro lançar luz sobre o trauma social, e parar de se iluminar a si mesmo de forma enganadora?
Perguntas que não permitem respostas definitivas, porque o teatro existe e perdura graças a perguntas por responder.
Perguntas desencadeadas por Dionísio, passando pela sua terra natal, a orquestra do antigo teatro, e continuando a sua silenciosa viagem de refugiado por paisagens de guerra, hoje, no Dia Mundial do Teatro.
Olhemos nos olhos de Dionísio, o deus extático do teatro e do Mito que une o passado, o presente e o futuro, filho de dois nascimentos, de Zeus e Semele, que exprime identidades fluidas, feminina e masculina, raivoso e gentil, divino e animal, no limite entre a loucura e a razão, a ordem e o caos, um acrobata na fronteira entre a vida e a morte. Dionísio coloca uma questão ontológica fundamental “de que é que trata tudo?”, uma questão que impulsiona o criador para uma investigação cada vez mais profunda sobre a raiz do mito e as múltiplas dimensões do enigma humano.
Precisamos de novas formas narrativas destinadas a cultivar a memória e a moldar uma nova responsabilidade moral e política que emerja da ditadura multiforme da atual Idade Média.
Theodoros Terzopoulos
Traduzido por: Ricardo Simões | Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana / PORTUGAL
Fotografia de Francesco Galli

SONS NO SALÃO: Transmonta Brass
Com um nome que evoca a força e a tradição de Trás-os-Montes, o Transmonta Brass é mais do que um simples quinteto de metais. É uma vibrante celebração das raízes culturais da região, reunindo cinco talentosos músicos transmontanos: no eufónio, Bruno Ribeiro; no trombone, Daniel Pereira; na trompa, Vasco Gonçalves; e nos trompetes, Mariana Borges e Mário Moreno. O quinteto distingue-se pela realização de concertos diversificados em Portugal e Espanha, destacando-se em eventos como o GreenFest 2024, em Braga; o Concerto de Celebração de Camões, em Chaves; o Festival Afinando, em Badajoz; o Festival da Gata Negra, em Moraleja; e as Jornadas da Juventude, em Verín, entre muitos outros. Para cada apresentação, o grupo investe numa preparação meticulosa e adapta-se ao contexto e ao público, interpretando desde pasodobles a bandas sonoras, suites, música de rua, jazz e um vasto repertório de diferentes estilos musicais. Com a paixão pela excelência musical e pelo desejo de promover a riqueza da música de câmara, os Transmonta Brass compromete-se a elevar a tradição musical transmontana a novos patamares, conquistando o público com a sua sonoridade única e envolvente. Em 2024, o quinteto venceu a 4ª edição das Residências Artísticas, promovidas pela Orquestra Sem Fronteiras, e, em 2025, viu o seu talento novamente reconhecido, recebendo a renovação do apoio desta instituição. A música de câmara em Portugal ganha uma nova dimensão com o Transmonta Brass, que combina tradição, versatilidade e uma energia contagiante.
Mário Moreno, Trompete | Mariana Borges, Trompete | Daniel Pereira, Trombone | Bruno Ribeiro, Bombardino | Vasco Gonçalves, Trompa
Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende
11 de março, 2025
18h30
A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.
O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.
Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.
Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com
Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.
VER&APRENDER: CRASSH_DuoCircus
CRASSH_DuoCircus é um espectáculo onde dois personagens transportam o público, de uma forma intimista e bastante acolhedora, para o universo Crassh, onde o mais comum dos objectos do nosso dia-a-dia serve para produzir música, desde simples melodias a complexos e virtuosos ritmos. Aliado uma forte componente cómica, visual, de interação com o público, e de disciplinas circenses onde o malabarismo serve também para criar música ao vivo, este é um espetáculo que combina o rigor com o caos, o calafrio com a diversão levada ao seu expoente, onde ninguém ficará decerto indiferente.
A WETUMTUM parte da premissa de que todo o ser humano é capaz de criar, participar e desenvolver-se através do contacto com a música e a performance. Acreditamos também que esta capacidade começa em tenra idade, por isso desenvolvemos o nosso trabalho artístico de forma a que o resultado vá para além da contemplação. Procuramos através de momentos lúdicos, atingir momentos participativos, interactivos e de desenvolvimento pessoal.
Teatro Garcia de Resende
Oficina – 23 de fevereiro, 11h00 para famílias
Circo – 24 de fevereiro, 11h00 escolas
Bilhetes na BOL
A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.
O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.
Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.
Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com
Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.




