130 Anos do Teatro Garcia de Resende

O Theatro Garcia de Rezende comemora os seus 130 anos e abre as suas portas para um espetáculo em colaboração com a cidade. Convidamos a comunidade criativa de Évora, composta pelas suas várias entidades culturais, a ocupar transversalmente todos os espaços do Teatro que serão, durante os 3 dias do evento, explorados pelo público. Uma festa de criação coletiva para juntos realizarmos uma nova reaproximação do Teatro à população.
Bem-vindos à celebração da reabertura do Garcia de Resende à cidade.


Entrada Livre
Informações e reservas:
(+351) 266 703 112 / geral@cendrev.com / www.bol.pt

Criação coletiva a partir de uma ideia de Rui Rebelo
Direção Artística: Rafaela Covas, Raquel Oliveira e Rui Rebelo
Equipa técnica e artística do CENDREV em colaboração com outros artistas e organizações artísticas.


Apoio: Arquivo Distrital, Câmara Municipal de Évora, 

 

Carolina Lecoq

(R) Existir

Mais do que responder, pretendemos questionar. Este é um trabalho que pretende questionar o papel da arte na revolução e a forma como esta habita nas formas artísticas. Esta inquietação responde à memória do passado, a fragilidade do presente e às inquietações do futuro.
É neste panorama que nos parece ser favorável o encontro destas duas companhias, separadas pelo oceano e pela história, mas juntas nas suas preocupações.
A revolução ainda é possível? A arte ainda oferece resistência ou apenas resiste? O passado pode fortalecer o presente e impulsionar as utopias futuras?
Estas são algumas das questões que impulsionam a realização deste projeto, que certamente só levantará mais.

 

FICHA TÉCNICA:
Direção Artística: Beatriz Sousa, Catalina Devia, Francisco Medina Donoso, Ivo Luz e Rosário Gonzaga | Encenação: Francisco Medina Donoso | Espaço cénico: Catalina Devia Garrido e Francisco Medina Donoso | Iluminação: Catalina Devia Garrido | Apoio à execução de adereços: Filipa Madeira | Sonoplastia: Jaime Muñoz | Apoio à sonoplastia: Fernando Mendes | Direção audiovisual: Infímo Frame | Interpretação: Ivo Luz; Luz Jimenez e Rosário Gonzaga; | Design: Alexandra Mariano | Direção Técnica: António Rebocho | Operação de Som: Arnald Blasco | Operação de Luz: Francesc Bosch | Recolha de material audiovisual: José Coimbra e Tiago Guimarães | Direção de produção: Claudia Silvano | Produção executiva e Direção de Cena: Beatriz Sousa | Secretariado: Ana Duarte | Apoio à Direção de Cena: Kathleen Louise | Fotografia e Comunicação: Carolina Lecoq | Tradução LGP: Núria Galinha | Equipa técnica: Tomé Baixinho e Miguel Madeira | Dramaturgia (a partir de materiais diversos): Cendrev e Teatro Niño Proletário | Agradecimentos: Teatro Oriente de Providencia, Santiago de Chile; Daniela Contreras;


SALÃO: UM ESPAÇO DESEMPOEIRADO – Arte e Revolução

Vamos pensar em Liberdade no SALÃO, pôr a conversa em dia neste espaço propício à criação de massa crítica que abre portas em fevereiro e que se repetirá, mensalmente, no Salão Nobre do TGR.
Partimos em busca de um SALÃO onde se partilham ideias e que possamos desarrumar, virá-lo às avessas, deixá-lo de pernas para o ar. Procuramos neste SALÃO um lugar do outro lado do espelho, um espaço desempoeirado que sirva para criar desajustes e onde a conversa ganha contornos mais performáticos. É o SALÃO de vontades, este. O SALÃO que se movimenta e ocupa o teatro, ao invés de ser ocupado. O SALÃO que espreita à varanda e vai para a rua, que se torna numa arena de desafios. Um SALÃO transformador. Avançamos para esta aventura sabendo que o desafio é titânico. Mas como na própria génese dos salões, espaços de atração de livres-pensadores, o desafio está-nos intrínseco.
No SALÃO de Abril, como não poderia deixar de ser, temos uma sessão dedicada à revolução e ao papel da arte na mesma. Dois conceitos indissociáveis.
Nesta quarta para um tema de discussão tão premente, contamos com: o Teatro Niño Proletário, companhia marcante no panorama cultural e político chileno; Teatro Art’Imagem, companhia com uma marcada faceta social; Eugénia Vasques, reconhecida teatróloga, crítica e especialista na matéria.
Temos como objetivo fazer o cruzamento das experiências destes convidados, juntando-lhes as vossas.
Bem Vind@s ao Salão!

Com:
Teatro Niño Proletário | Teatro Art’Imagem | Eugénia Vasques

 

Salão Nobre
13 de Abril – 18h30
90′
informações e reservas:
(+351) 266 703 112 / geral@cendrev.com / www.bol.pt
Entrada Livre


À Solta

Cenas soltas de obras de Luigi Pirandello, Carlo Goldini e Aristófanes dão forma a este exercício/espetáculo.
As 7 alunas do Curso Profissional de Artes do Espetáculo – Interpretação da ESAG interpretam as personagens que se cruzam na escrita de Pirandello e de Goldoni e que habitam o próprio Teatro, enfim é o teatro a ver-se por dentro. Outra cena solta chega-nos da escrita com mais de 2000 anos de Aristófanes, é uma ideia que resulta da urgência da mudança. As mulheres de Atenas cansadas de verem a cidade sem rumo e malgovernada pelos homens, disfarçam-se de homens e vão para a Assembleia… “Se elas cuidam bem do lar por que não haveriam de tratar bem os assuntos da cidade.”
Projeto desenvolvido numa parceria, que se mantém já há alguns anos, entre a Escola Secundária André de Gouveia – ESAG e o Centro Dramático de Évora – Cendrev, companhia residente no Teatro Garcia de Resende que conta também com o apoio da Câmara Municipal de Évora.

Ficha Técnica:
Direção Artística: Jorge Baião | Assistência de Direção Artística: Ivo Luz, Maria Marrafa | Diretor do Curso e Orientador de Estágio: Carlos Alves | Alunos atores: Inês Madeira, Fátima Nita, Luana Abranja, Luana Rodrigues, Claúdia Godinho, Mónica Casqueira e Sara Miguel | Iluminação: António Rebocho | Sonoplastia: José Diogo | Organização de Guarda-roupa: Rosário Gonzaga | Arranjos de Guarda-roupa: Adosinda Cunha

Produção: CENDREV, Escola Secundária André de Gouveia

31 de março, 1 e 2 de abril
45′
Informações e reservas:
(+351) 266 703 112 / geral@cendrev.com / www.bol.pt
Entrada Livre


SALÃO: UM ESPAÇO DESEMPOEIRADO - Molière, entre a cena e o salão

com Christine Zurbach.

Vamos pensar em Liberdade no SALÃO, pôr a conversa em dia neste espaço propício à criação de massa crítica que abre portas em fevereiro e que se repetirá, mensalmente, no Salão Nobre do TGR.

Passados 400 anos do nascimento de um dos maiores actores e autores franceses, “Molière, entre a cena e o salão” é o mote para a partilha de ideias. A nossa convidada é Christine Zurbach, para nos ajudar a desempoeirar o assunto.

Partimos em busca de um SALÃO onde se partilham ideias e que possamos desarrumar, virá-lo às avessas, deixá-lo de pernas para o ar. Procuramos neste SALÃO um lugar do outro lado do espelho, um espaço desempoeirado que sirva para criar desajustes e onde a conversa ganha contornos mais performáticos. É o SALÃO de vontades, este. O SALÃO que se movimenta e ocupa o teatro, ao invés de ser ocupado. O SALÃO que espreita à varanda e vai para a rua, que se torna numa arena de desafios. Um SALÃO transformador. Partimos para esta aventura sabendo que o desafio é titânico. Mas como na própria génese dos salões, espaços de atração de livres-pensadores, o desafio está-nos intrínseco.

Bem-vind@s ao SALÃO.

Produção: Cendrev – Centro Dramático de Évora

Salão Nobre
9 fevereiro – 18h30
Lotação: 40 lugares
informações:
(+351) 266 703 112 / geral@cendrev.com
Entrada Grátis


Floresta de Enganos

“Oh, quantos modos de enganos
acho nesta triste vida!”
Gil Vicente (1536)

 

Escrita e representada pela primeira vez em Évora em 1536, “Floresta de Enganos” é a última obra de Gil Vicente. Considerada, a muitos títulos, como uma “peça-problema” dentro da obra vicentina, é uma peça de enigmas e mistérios, de subentendidos que deixaram de ter o seu contexto, em que se cruzam os planos de seres mitológicos e terrenais.
Classificada como comédia na Compilação de 1562, esse é o tom em que a peça se desenvolve, com personagens que reciprocamente tentam enganar-se em histórias paralelas e um “gran finale”, com casamento e música. No prólogo, o Filósofo anuncia mesmo uma “fiesta de alegría”, que começa com um Mercador que “pensando d’enganar, / ha de quedar engañado” e nos há-de contar a história de Grata Célia, filha do Rei Telebano, vítima dos amores do próprio Cupido e dos sucessivos enganos que este engendra para conquistar o afecto da Princesa.
Ao contrário do resto da peça, e sobrevivendo como “texto autónomo”, este prólogo tem contudo acentos trágicos. O Filósofo, com um Parvo atado ao pé, preso e proibido de falar, não deixa de segredar ao público que está a pagar pelo que disse, pelo que criticou, pelos seus “consejos muy sanos”. Escrito no mesmo ano em que a Inquisição haveria de chegar a Portugal e ponto terminal da obra de Gil Vicente, o discurso deste Filósofo parece constituir um testemunho e um testamento das ideias políticas, sociais e religiosas do autor.

 

Ficha técnica:
Encenação: José Russo | elenco: Ana Meira, Beatriz Wellencamp Carretas, Hugo Olim, Jorge Baião, José Russo, Maria Marrafa, Miguel Magalhães | espaço cénico: João Mendes Ribeiro, Luísa Bebiano, Sebastião Resende | música: Paulo Vaz de Carvalho | esculturas: Sebastião Resende | luz: António Rebocho | figurinos e imagem gráfica Ana Rosa Assunção | cabelos Carlos Gago | consultadoria científica: José Augusto Cardoso Bernardes
fotografias de Carolina Lecoq

 

Co-produção CENDREV | A ESCOLA DA NOITE

 

ÉVORA:
TEATRO GARCIA DE RESENDE
2 a 12 de Dezembro, 2021

 

COIMBRA:
TEATRO DA CERCA DE SÃO BERNARDO
20 de janeiro a 6 de fevereiro, 2022


Informações e reservas:
(+351) 266 703 112 | Contacto

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