Ópera : Acis and Galatea

A Camerata Atlântica apresenta a ópera Acis and Galatea, de Handel, com prólogo do compositor português Fábio Cachão. A história, com personagens da mitologia grega imortalizadas nas Metamorfoses de Ovídio, é a do amor trágico entre a ninfa do mar Galatea e o mortal Acis, destruído pelo ciclope Polyphemus.

Um dos principais motivos para a escolha da ópera pastoral «Acis and Galatea» de G. F. Handel foi o conjunto de características originais na sua composição, cujas primeiras performances foram pensadas para espaços fora dos teatros (aproveitando a própria natureza dos espaços como cenário) e um ensemble vocal e orquestral pequeno, tornando a ópera facilmente itinerante.

A ópera «Acis and Galatea» é uma obra de grande importância histórica e artística, sendo considerada como a mais importante ópera pastoral alguma vez escrita.

Os intérpretes para este espetáculo são Ana Beatriz Manzanilla, na direção musical da Camerata Atlântica, quem assegura a fidelidade estilística e a qualidade artística da performance, conjuntamente com Nuno Margarido Lopes, no cravo.

A voz e encenação será da Alexandra Bernardo, que junto aos destacados cantores portugueses João Pedro Cabral, Mariana Castello-Branco, Carlos Baltazar, trazem uma visão criativa e adaptável, capaz de transformar qualquer espaço em um palco adequado para a ópera.

 

 

Galatea: Mariana Castello-Branco
Acis: João Pedro Cabral
Damon: Alexandra Bernardo
Polyphemus: Carlos Baltazar
Ninfas e Pastores: Catarina Carvalho, Estrela Martinho, António Geraldo, João Fará
Maestro correpetidor e cravo: Nuno Margarido Lopes
Conceito, tradução e monólogos: Alexandra Bernardo
Prólogo: Fábio Cachão
Camerata Atlântica
Direção: Ana Beatriz Manzanilla

Apoio:

Direção Geral das Artes.

 

Teatro Garcia de Resende

30 de maio, 2026
17h00

 

Sujeito a reservas


Bonecos de Santo Aleixo: Próximas datas

Estes títeres tradicionais parecem ter tido a sua origem na aldeia que lhes deu o nome.
São títeres de varão, manipulados por cima, à semelhança das grandes marionetas do Sul de Itália e do Norte da Europa, mas diminutos, de vinte a quarenta centímetros.
O estojo de bonecos e textos tradicionais, que eram somente transmitidos via oral, chegaram às mãos de Ti’Manel Jaleca através da sua mulher, que os recebeu directamente dos seus antepassados. Manuel Jaleca, que manteve o espectáculo durante algumas décadas, conheceu entretanto António Talhinhas, camponês dotado de grande poder de improvisação e cantador, que veio a imprimir grande dinâmica à companhia, acabando por comprar todo o espólio, passando Jaleca a seu empregado.
Os Bonecos que hoje se apresentam, foram pertença da família Talhinhas durante cerca de três décadas e, a partir de 1967, “dados a conhecer ao mundo culto” por Michel Giacometti e Henrique Delgado.
Os Bonecos de Santo Aleixo, propriedade do Centro Dramático de Évora, são manipulados por “uma família”, constituída por actores profissionais, que garantem a permanência do espectáculo, assegurando assim a continuidade desta expressão artística alentejana.
Conhecidos e apreciados em todo o país, com frequentes deslocações aos locais onde tradicionalmente se realizava o espectáculo, os Bonecos de Santo Aleixo participaram também em muitos certames internacionais e são anfitriões da BIME – Bienal Internacional de Marionetas de Evora, que se realiza desde 1987.

 

SOBRE O ESPECTÁCULO

O essencial dos meios utilizados é composto por um lugar de representação chamado retábulo, construído em madeira e tecidos floridos, reproduzindo um palco tradicional em miniatura com pano de boca, cenários pintados em papelão e iluminação própria (candeia de azeite); os Bonecos são realizados em madeira e cortiça, medem entre 20 e 40 centímetros de altura e são vestidos com um guarda-roupa que permite, como no teatro naturalista, identificar as personagens da fábula contada.
A música (guitarra portuguesa) e as cantigas são executadas ao vivo.
Os textos, transmitidos oralmente, resultam de uma fusão entre a cultura popular e uma escrita erudita.

 

REPORTÓRIO RECOLHIDO:

• Aldonso e Doroteia
• Auto da Criação do Mundo
• Auto do Nascimento do Menino
• Baile dos Anjinhos
• Baile dos Cágados
• Baile das Cantarinhas
• Confissão da Beata
• Confissão do Mestre Salas
• Contradança
• Filomena e Zeferino
• Fado do Senhor Paulo d’Afonseca e da Menina Virgininha
• Lará
• Os Martírios do Senhor
• Passo do Barbeiro
• Saiadas
• Sermão do Padre Chancas

 

FICHA TÉCNICA:

Autoria: TRADIÇÃO POPULAR | Encenação BSA
Atores / manipuladores: Ana Meira, Carolina Pequito *, David Russo *, Gil Salgueiro Nave, Isabel Bilou, José Russo, Vitor Zambujo.
Acompanhamento musical: Gil Salgueiro Nave e David Russo *.
 * Novo elemento / aprendiz (d. 2025)

DATAS E ESPETÁCULOS:

2026

 

15 de novembro, Teatro de Montemuro

23 de outubro, Congresso internacional Artes e Imaginário Popular. Gouveia.

7 a 17 de maio, Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende, Évora. ESTREIA ! Parceria com Palmilha Dentada.

2 de abril, 21h30. Sociedade Recreativa de Aldeia da Serra. Arraiolos.

27 de março, Fórum Cultural José Manuel Figueiredo. Baixa da Banheira
15 de Março, 21h30, Cineteatro S. João em Palmela

4 de janeiro, 17h00, Caldas da Rainha.

2025

4 de janeiro, 16h00 e 21h30 – Sociedade Recreativa Sanluizense, São Luís. Vila Nova de Milfontes

13 de Maio, 14h30, Auditório Municipal, Ermidas do Sado
20 de maio, 20h00, Sevilha – Consulado Geral de Portugal

5 de junho, 21h00. Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende ( BIME )
7 de junho, 19h30. Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende ( BIME )

12 julho,  em Gondomar – Festival Ei Marionetas – 21h30

19 de setembro, Santa Susana 21h30
20 de setembro, Loulé
21 de setembro, Vila Franca de Xira – Palácio do Sobralinho – 18h00
26 setembro, Almada – Teatro-Estúdio António Assunção 21h30
27 setembro, Almada – Teatro-Estúdio António Assunção 21h30

15 de novembro, Teatre Municipal Benicàssim (Valência), 18h30
21 de novembro, Museu da Marioneta, 19h30
22 de novembro, Museu da Marioneta, 2 sessões: 17h00 e 19h30

De 16 a 20 de dezembro, no Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende. Évora
às 19h00, e na sexta e sábado às 21h30

 

2024

20 de abril, 21h00 – Casa da Cultura, Mora
23 de abril, 19h30  – Dia da inauguração da exposição no Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT),  Lisboa

5 de maio, 17h00 – MAAT,  Lisboa
10 de maio, 21h30 – Sociedade Recreativa Sanluizense, São Luís – V.N. Milfontes
11 de maio, 16h00 e 21h30 – Sociedade Recreativa Sanluizense, São Luís – V.N. Milfontes
12 de maio, 16h00 e 19h00 – Sociedade Recreativa Sanluizense, São Luís – V.N. Milfontes
18 de maio, 18h00 – MAAT,  Lisboa
19 de maio, 16h30 – Casa da Música Jorge Peixinho, Montijo

8 de junho, 18h00 – MAAT,  Lisboa
9 de junho, 16h00 e 21h30 – Teatro-Estúdio António Assunção, Almada
10 de junho, 16h00 – Teatro-Estúdio António Assunção, Almada
23 de junho, 17h00 – MAAT,  Lisboa
28 de junho,  21h30 – Cine Teatro Avenida, Castelo Branco

7 e 8 de setembro, 18h30 – Sociedade Vencedora Portimonense, Portimão

18 de outubro, – Teatro-Estúdio António Assunção, Almada

1 de novembro, 21h00 – Biblioteca Júlio Dantas, Lagos
28, 29 e 30 de novembro, 20h30 – Museu da Marioneta, Lisboa

8 de dezembro, 18h00 – Montoito
13 de dezembro, 21h00 – Casa do Povo, Freixo
14 de dezembro, 18h00, no auditório do Centro Cultural de Redondo
16 a 21 de dezembro, 18h30- Biblioteca Pública de Évora

 

Anos anteriores fora do registo desta folha


Ver&Aprender : Fernanda e a inesperada virtude de aprender a voar

Fernanda é uma gaivota, diferente das outras gaivotas, que não se contenta com voos curtos e repetidos. Todos os dias tenta um novo salto, um novo ritmo, um novo voo. Todos os dias cai, mas cada queda é apenas o começo de uma nova tentativa. “Voar, cair, levantar e voltar a tentar”.
Neste espetáculo, acompanhamos Fernanda na sua descoberta de que a persistência é uma forma de coragem e que a imaginação é a asa mais rápida que existe. 

Este espetáculo nasceu da vontade de trabalhar a partir do aclamado livro “Fernão Capelo Gaivota”, de Richard Bach, que conta a história de uma gaivota que quer voar mais alto e mais rápido do que todo o Bando, e que voa, acima de tudo, pelo simples prazer de voar. É uma história sobre superação, sobre a procura de sentido e sobre a dedicação a algo que, à partida, parece não servir para nada.

Rapidamente percebemos que a história de Fernão, sobretudo nas suas partes finais, se torna complexa para o público infantil, enveredando por uma reflexão crítica sobre a religião e a ausência de pensamento livre. Interessa-nos, por isso, partir de outro lugar: o da persistência e da determinação, da coragem em ser diferente e romper com a herança familiar imposta, através do estudo da aeronáutica avançada que se transformou, nesta nova narrativa, na capacidade de imaginar e transformar a realidade com a própria imaginação.

Nasceu assim a Fernanda. Uma gaivota sonhadora, estudiosa e exploradora do voo. Uma gaivota que não desiste. “Voar, cair, levantar e voltar a tentar” é o seu lema.

A sua procura leva-a aos Penhascos Mais que Inóspitos, onde encontra o Mestre Chuang. É aqui que o espetáculo se cruza com filosofias orientais que nos convidam a desacelerar para ir mais longe, a compreender que a velocidade não está apenas no corpo, mas também no pensamento e na forma como olhamos o mundo.

A Fernanda e o Mestre recordam-nos da famosa fábula da lebre e da tartaruga e do caminho diferente que cada uma faz até à sua própria meta. Recordam-nos, também, do Panda do Kung Fu e do Karate Kid e de muitas outras histórias sobre dedicação, determinação e sonho.

Voar é (pode ser), afinal de contas, muitas coisas diferentes e é isso que desejamos que a Fernanda seja: um convite à imaginação, à liberdade e à descoberta. Um espaço onde cada um possa encontrar o seu próprio voo, especialmente para o público mais novo que ainda sabe ver a magia numa gaivota (ou num balão) a voar.

Fernanda Filha Gaivota = Possibilidades de voar.

Sobre a Mochos no Telhado:

A Mochos no Telhado é uma estrutura artística, fundada e dirigida por Dennis Xavier e Sofia Moura, desde 2019.
Dedica-se à investigação, criação e programação no domínio das artes performativas e deriva da vontade de iniciar um caminho próprio, com uma identidade pronunciada, modelada, por um lado, por apelos e inquietações próprias e, por outro, pelo cruzamento com diferentes artistas convidados a integrar as suas criações.

A Mochos no Telhado conta com um percurso denotado com ações e iniciativas de Intervenção Educativa e no amplo espectro das Ações Estratégicas de Mediação, sendo que ao nível das criações próprias se podem destacar “Kamarád” (2021), “A História das Coisas” (2023), “Mãe” (2024) e, mais recentemente, “Era uma vez uma linha de fronteira…” (2025). É igualmente responsável pela organização dos Festivais DEMOC e No Fio da Palavra (5 edições).

Ficha artística

Direção Artística: Cláudia Gaiolas e Sofia Moura
Texto: Sandro William Junqueira – a partir do livro de Richard Bach – “Fernão Capelo Gaivota” (“Jonathan Livingston Seagull” – título original)
Co-criação: Cláudia Gaiolas, Sofia Moura, Matilde Barbas e Miguel Rodrigues
Interpretação: Sofia Moura e Miguel Rodrigues
Apoio ao Movimento: Matilde Barbas
Música: Miguel Rodrigues
Cenografia e Figurinos: Inês de Carvalho
Confeção de Figurinos: Nuno Queirós – Atelier de costura Deolinda Ribeiro
Direção Técnica e Desenho de Luz: Afonso Ferreira Lemos
Design e Fotografia: Luís Belo
Direção Executiva/Artística: Dennis Xavier
Produção Executiva: Marta Costa
Assistência de produção: Filipa Fróis, Gabriel Vilela e Raquel Ventura
Agradecimentos: Teresa Gentil e Lugar Presente
Produção: Mochos no Telhado 

Financiamento: DGArtes – Ministério da Cultura, Desporto e Juventude – República Portuguesa; Fundação GDA
Co-produções: Centro de Artes de Águeda, Centro Cultural de Carregal do Sal, Centro das Artes do Espetáculo de Sever do Vouga, Auditório Municipal Augusto Cabrita, Cinema-Teatro Joaquim d’Almeida, Cineteatro Messias
Parceiros: Casa das Artes de V.N. Famalicão, ACERT, CENDREV, 23 Milhas,Teatro Municipal da Guarda, A Moagem, Municípios de Viseu e de Castro Daire

 

Teatro Garcia de Resende.

26 de abril, 16h00 – Famílias e público em geral
27 de abril, 10h30 – Grupos escolares e públicos organizados


Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.

Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com

Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.

facebook.com/cendrev.teatro
instagram.com/cendrev.teatro


A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.

O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.


E_27 : Academia do Vagar | O Vagar e a terra - Agricultura no Alentejo

A Academia do Vagar é um espaço de reflexão e diálogo que promove mensalmente conferências internacionais, encontros, conversas e workshops. Com curadoria de Jacinto Lageira, é uma iniciativa que coloca o VAGAR no centro de uma nova proposta de futuro para a Europa e o mundo.

Esta sessão terá o tema “O Vagar e a terra – Agricultura no Alentejo”, com João Raposeira (Engenheiro Agrícola), Marta Cortegano (Engenheira Florestal) e Teresa Pinto Correia (Geógrafa).

 

Saiba mais na página oficial da E_27

 

 

Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende

23 de abril, 2026

18h00

 

Entrada gratuita.


Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.

Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com

Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.

facebook.com/cendrev.teatro
instagram.com/cendrev.teatro


O Faroleiro

“O Faroleiro” é um testemunho sobre a solidão do ofício e sua responsabilidade. Este faroleiro procura o Amor Absoluto para se salvar de cada noite passada no farol. O mar como único interlocutor de desejos, medos e desesperos – A redenção como objectivo. O devaneio ansioso a cada noite pelo passar das horas e o sono diurno acompanhado pelo cantar dos pássaros.

“Solidão não é caminho. Nenhuma onda morre sozinha” in “O Faroleiro”.

Este espectáculo híbrido cruza a música improvisada com a prosa poética original do criador Tiago Mateus. Cada récita é única. É proposta uma plasticidade na eloquoção do texto por parte do actor na relação com a música improvisada. A procura do Novo através dos intérpretes e consequente escuta do momento presente, na relação com os elementos propostos e bagagens artísticas.

 

FICHA TÉCNICA:
Texto e direção artística: Tiago Mateus
Interpretação: Flak e Tiago Mateus
Desenho de luz: João Chicó
Produção: Estado Zero

 

Teatro Garcia de Resende

19 de abril, 2026

19h00


Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.

Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com

Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.

facebook.com/cendrev.teatro
instagram.com/cendrev.teatro

A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.

O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.


hOLD

Mais do que uma etapa da vida, o envelhecimento é um fenómeno universal que se desdobra em múltiplas dimensões — física, psicológica, social e cultural. hOLD parte da experiência de duas bailarinas-intérpretes profissionais, ambas perto dos 50 anos, que propõem uma escuta sensível sobre a consciência de uma transição que acontece maioritariamente no corpo, mas, simultaneamente, reconhecendo o envelhecimento não apenas como uma questão biológica, mas como construção social com implicações éticas e existenciais.
Entre o desejo de segurar o instante e a aceitação da inevitabilidade da mudança, esta peça investiga o envelhecer como campo fértil para a criação de novas narrativas e representações no futuro.

 

O envelhecimento, enquanto fenómeno universal, encerra uma multiplicidade de dimensões – física, psicológica, social e cultural. A narrativa associada ao processo de envelhecimento, frequentemente ligada a uma perda de capacidades, contrasta com a realidade de indivíduos que, no decorrer deste processo, continuam a desempenhar um papel ativo e significativo na sociedade. Esta dicotomia desafia estereótipos e promove uma reflexão sobre as potencialidades e contribuições dos indivíduos seniores, nos mais diversos contextos.

Este projeto propõe explorar a poética e a ferocidade inerentes ao processo de envelhecimento, a partir das suas implicações em várias esferas da vida humana. Considerando a singular capacidade dos seres humanos em reconhecer a passagem do tempo e diferenciar as suas dimensões: passado – presente – futuro, Simone de Beauvoir destaca que, de uma maneira geral, refletimos frequentemente com
propriedade sobre o futuro, mas resguardamo-nos ao revistar o passado, especialmente quando se trata de trazer dele um sentido critico construtivo, subestimando a sabedoria e experiência.

São Castro e Teresa Alves da Silva, ambas bailarinas-intérpretes profissionais, perto dos 50 anos, e tendo em conta que legalmente segundo o Decreto-Lei nº 482/99, os bailarinos profissionais de clássico ou contemporâneo podem aceder, a partir dos 45 anos, ao regime especial de pensão por velhice, propõem uma reflexão que se estende à consciência presente de uma transição que acontece significativamente no
corpo. Uma transição que não só valoriza um passado mas pavimenta a criação de novas narrativas e o desenvolvimento de novas expressões no futuro.

Dependendo das diversas realidades e singularidades, os discursos sobre as questões que envolvem o envelhecimento, poderão variar dependendo de diversos fatores. Torna-se crucial o entendimento sobre a complexidade dessas diversas realidades, permeadas por um espectro de experiências influenciadas por aspetos sociais, económicos, culturais, profissionais e pessoais.

hOLD” representa uma tentativa de agarrar o tempo, para perceber como melhor prosseguir. Segurar por instantes a essência do momento presente, extraindo dele o que de facto resulta do chegar até aqui.

Chegar aqui, poderá envolver uma nova e diferente forma de mover e pensar, a partir de perspetivas profundas e uma dimensão interpretativa que apenas a vivência acumulada permite. Como refere Charles Augustin Sainte-Beuve “ Envelhecer ainda é a única maneira que se descobriu de viver muito tempo”.

O processo de criação desta peça faz-se acompanhar por obras relacionadas com a temática. Cícero, Yvonne Rainer, Manuel Curado, Simone de Beauvoir e Carmen Garcia inspiram uma reflexão profunda sobre esta etapa madura da existência, não apenas como uma questão biológica, mas também como
uma construção social com implicações éticas e existenciais.

São Castro é Mestre em Criação Coreográfica e Práticas Profissionais pela Escola Superior de Dança/ IPL. Foi bailarina no Balleteatro Companhia, Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo e Ballet Gulbenkian. Em 2015 recebeu o Prémio Autores – Melhor Coreografia, com a peça “Play False” em cocriação com António M Cabrita e em 2016 foi distinguida com a Medalha de Prata de Valor e Distinção, pelo Instituto Politécnico de Lisboa.
De 2017 a 2021, São Castro foi, juntamente com António M Cabrita, diretora artística da Companhia Paulo Ribeiro e desde 2019, assume a curadoria do evento A CIDADE DANÇA, a convite do Município de São João da Madeira. É membro fundador da Play False | associação cultural.

Teresa Alves da Silva fez formação na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal sob a orientação de António Rodrigues e Graça Bessa. Foi bailarina principal na CeDeCe, Ballet Gulbenkian e na Companhia Aterballetto. Fundou com André Mesquita a TOK’ART (2007/2015), sendo codirectora artística, bailarina e produtora. Em 2009 conquistou o 1º prémio de interpretação com o solo “Lake”, no 13º International Solo-Tanz-Theater (Estugarda).
Foi assistente de coreografia e diretora de ensaio de coreógrafos como Didy Veldman, Rui Horta e Victor Hugo Pontes. Teresa Alves da Silva é atualmente artista independente, professora e coordenadora em instituições escolares na área da dança.

PLAY FALSE | associação cultural foi fundada em 2019 por São Castro e António M Cabrita, com o objetivo de representar o trabalho autoral destes dois coreógrafos, com uma colaboração artística desde 2011. Atualmente com direção artística de São Castro, a Play False é uma estrutura que promove não apenas a criação coreográfica, mas também a difusão, produção e investigação maioritariamente na área da dança, mas alargando a sua missão a projetos multidisciplinares que fomentem o cruzamento de linguagens artísticas. Desde 2019, é membro da rede internacional Studiotrade, que reúne estruturas artísticas de vários países europeus.

 

CONCEITO, COREOGRAFIA E INTERPRETAÇÃO – São Castro e Teresa Alves da Silva
DESENHO DE LUZ – Cárin Geada
CENOGRAFIA – Nuno Esteves «Blue»
FIGURINOS – Dino Alves
MÚSICA ORIGINAL – Gonçalo Alegre
MÚSICA ADICIONAL – Filipe Raposo, Aaron  Martin & Machinefabriek, Emptyset,  Russian Circles, Marsen Jules, Filipe Raposo  & Rita Maria
TEXTO – São Castro e Teresa Alves da Silva
VOZ – Sylvia Rijmer
DIREÇÃO TÉCNICA – Hélio Pereira
DIREÇÃO DE CENA – Matilde Barbas
PRODUÇÃO – PLAY FALSE | associação cultural
COPRODUÇÃO – Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, Centro Cultural de Belém, Teatro Viriato/Viseu, Teatro Municipal de Faro, Teatro Garcia de Resende/Évora, Cineteatro Alba/ Albergaria-a-Velha
APOIO A RESIDÊNCIAS ARTÍSTICAS – Orsolina 28 / Itália, Centro Coreográfico Canal / Madrid, Goethe Institut /Madrid, Centro Cultural de Belém, Teatro Viriato, Escola de Dança Lugar Presente/ Viseu
AGRADECIMENTOS – Filipe Raposo, Sylvia Rijmer, Catarina Câmara e Miguel Mendes

A PLAY FALSE é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes, e conta com o apoio do Município de Viseu

 

 

Teatro Garcia de Resende

17 de abril, 2026

19h00


Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.

Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com

Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.

facebook.com/cendrev.teatro
instagram.com/cendrev.teatro

A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.

O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.


Informações e reservas:
(+351) 266 703 112 | Contacto

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