Afonso III

Ernesto Leal, ficcionista e autor dramático, nascido em 1913, no Funchal, Ilha da Madeira, oficial do exército reformado, traduziu Faulkner. Para David Mourão-Ferreira (Portugal, a Terra e o Homem, II v., 2.ª série, Lisboa, 1980), “os contos de Ernesto Leal constituem, quase sempre, não só condensados e preciosos documentos de natureza etnográfica ou costumbrista, mas também conseguidos artefactos de ordem literária, em que as qualidades de observação e análise, de transposição e de síntese vão de par com a flagrância das atmosferas, a economia das descrições, a naturalidade dos diálogos. Mas não menos importante em tais contos é a carga de crítica social que deles se desprende sem que o autor tenha necessidade de diretamente intervir”.

Afonso III foi publicado em 1970.

“Esta é a história irónica e fabulosa de um rei sem história: Afonso III. Barbudo e lusitano o deseja, no prólogo para ser lido desconsoladamente por um manga-de-alpaca de 1968, o autor, que nos dá nesta peça simultaneamente grave e jocosa uma das mais curiosas experiências literárias do nosso teatro contemporâneo. A crítica de costumes alia-se à crítica moral, à facécia, ao ridículo, para nos oferecerem um curiosíssimo retrato português reinventado e no qual a história burlesca do rei Afonso dá as mãos à história burlesca e grotesca dos atavismos, dos lugares-comuns, das credulidades (e singularidades) de todo um povo.
Afonso III é, não obstante, uma peça profundamente séria e crítica, obra de análise subtil e de desmontagem dos chapões da fábula nacional.”


FICHA TÉCNICA
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Encenação: Luís Varela
Dramaturgia: Christine Zurbach
Cenografia e Figurinos: Vasco Fernando
Música: Gil Salgueiro Nave
Guarda-roupa: Natividade Pereira
Sonoplastia e Iluminação: João Carlos Marques
Direção de montagem/construção: António Galhano
Maquinistas: Arsénio Borrucho e Noé Carloto
Costureiras: Celeste Passinhas, Alcina Casbarra, Natalícia Martins e Mariana do Vale
Alunos do Grupo VII da Escola de Formação Teatral do CCE

Vídeo: Realização – Carlos Galiza, Operadores – Luís Raposo e Luís Cruz, Condutor – Rui Pedro

(Div. de Audiovisuais da DG de Acção Cultural da SEC)

Músicos/execução musical: Gil Salgueiro Nave, José Liaça e Luís Cardoso

Gravação da banda sonora: Estúdio Liaça

Atores: Alexandre Passos, Álvaro Corte-Real, Célia Aldegalega, Figueira Cid, Isabel Bilou, João Sérgio Palma, Jorge Coelho, Jorge Silva, José Alegria, José Caldeira, José Russo, José Teles, Luís Cardoso, Maria João Toscano, Maria de Jesus Mota, Paula Bicho, Rosário Gonzaga, Rui Peixoto e Victor Zambujo. Vo vídeo: Célia Aldegalega, Figueira Cid, Jorge Coelho, Jorge Silva, José Teles, Maria João Toscano, Maria de Jesus Mota e Paula Bicho

Datas em circulação:

Estreia em julho de 1987

Évora: 9 sessões, 894 espectadores


Auto da Ciosa

António Prestes foi um dramaturgo português, cujos autos possuem influências vicentinas, quer do ponto de vista temático, quer do da mecânica cénica, quer, ainda, pelo que neles, sem romper pela tradição daquela, anuncia uma nova sensibilidade e uma arte diferente.

«… prefere o novo ao espontâneo, o engenho à beleza, o fragmento sugestivo à construção Harmoniosa e unitária». Com efeito, na obra de Autos de António Prestes estamos perante um teatro do quotidiano de uma burguesia desafogada, concentrado no lar e na família, que celebra o casamento e o amor conjugal, num mundo de funcionários superiores de organismos funcionais, em que os criados adquirem o estatuto de sujeitos protagonistas, mais pela sua condição social do que pela sua condição social do que pela sua função dramatúrgica, relativamente acessória.»
Eugénio Asensio, in Editorial de Biblioteca de Autores Portugueses da Imprensa Nacional Casa da Moeda.


FICHA TÉCNICA
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Encenação: Victor Zambujo
Dramatugia: Alexandre Passos
Cenografia e Figurinos: José Carlos Faria
Música: Gil Salgueiro Nave
Guarda-roupa: Natividade Pereira
Sonoplastia e Iluminação: João Carlos Marques, assistido por António Rebocho
Direção de montagem/construção: António Galhano
Maquinistas: Arsénio Borrucho e Noé Carloto
Costureiras: Alcina Casbarra, Natalícia Martins e Mariana do Vale
Programa: Alexandre Passos
Músico/execução musical: Gil Salgueiro Nave.
Gravação da banda sonora: Estúdio José Liaça

Atores: Figueira Cid, Isabel Bilou, João Sérgio Palma, José Russo e Rosário Gonzaga

Datas em circulação:

Estreia em Abril de 1987

Geral: 31 sessões, 2.401 espectadores
Évora: 13 sessões, 644 espectadores
Digressão: 18 sessões, 1.757 espectadores


O Legado

Pierre de Marivaux, foi um jornalista, dramaturgo e romancista francês.

O teatro de Marivaux retoma o princípio da comédia “A rir se corrigem os costumes” e constrói uma espécie de ponte entre o teatro tradicional italiano da commedia dell’arte e seus personagens (principalmente Arlequim) e o teatro mais literário, mais próximo dos autores franceses e ingleses da época.

Marivaux é considerado por alguns como o mestre francês da máscara e da mentira. Principal instrumento da mentira, a linguagem é também máscara por trás da qual se escondem os personagens.


FICHA TÉCNICA
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Encenação e Dispositivo cénico: Luís Varela
Dramaturgia: Christine Zurbach
Guarda-roupa: Natividade Pereira
Iluminação/desenho de luz: João Carlos Marques
Direção de montagem/construção: António Galhano
Maquinistas: Arsénio Borrucho e Noé Carloto
Costureiras: Leonora Cunha, Natalícia Martins e Mariana do Vale
Cartaz: Figueira Cid e João Sérgio Palma
Grafismos: Figueira Cid e João Sérgio Palma
Execução cenográfica: Vasco Fernando
Eletricista: Joaquim Medina

Atores: Ana Luiza Mandillo, Ana Meira, Isabel Bilou, Álvaro Corte-Real, Gil Salgueiro Nave e José Alegria

Datas em circulação:

Estreia em fevereiro de 1987

Geral: 21 sessões, 1.961 espectadores
Évora: 14 sessões, 823 espectadores
Digressão: 7 sessões, 1.138 espectadores


O Contra-Palhaço

De 1944 a 1956, Parmelin foi colaboradora do jornal L’Humanité. Nos anos 50, escreveu vários romances sobre questões sociais, incluindo La Montée au mur (1950), número de série 2078 (1953), sobre Henri Martin, que se opôs ativamente à guerra no Vietname; In Black and White (1954), sobre o trabalho da redação de L’Humanité durante a Guerra da Coreia; The Diplodocus (1955); e Leonardo in the Hereafter (1957), sobre a exploração de artistas por donos de galerias. Os romances The Bull-Matador (1959), The Known Soldier (1962), Today (1963), e The Trip to Lucerne (1965) sofrem de falta de clareza e simplicidade devido à indulgência do autor em jogos verbais e composicionais. De 1965 a 1970, Parmelin voltou a temas sociais concretos, enquanto aderia aos princípios da “nova” técnica de escrever romances. Gadgetry (1967) expôs a paixão da sociedade de consumo por coisas inúteis, e The Black Way (1970) relatou os acontecimentos em França em maio e junho de 1968 e as mudanças na consciência dos intelectuais de esquerda. Parmelin é também conhecida pelos seus ensaios críticos sobre belas-artes.


FICHA TÉCNICA
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Tradução: Christine Zurbach
Encenação: Gil Salgueiro Nave
Cenografia, Figurinos e Adereços: Vasco Fernando
Guarda-roupa: Natividade Pereira
Sonoplastia e Iluminação: João Carlos Marques, assistido por Joaquim Medina
Direção de montagem/construção: António Galhano
Maquinistas: Arsénio Borrucho e Noé Carloto
Costureiras: Leonora Cunha e Mariana do Vale
Consultor musical: Joaquim Domingos Gil
Colaboração plástica: Virgínia Fróis

Atores: Figueira Cid e João Sérgio Palma

Datas em circulação:

Estreia em novembro de 1986

Geral: 61 sessões, 10.898 espectadores
Évora: 32 sessões, 5.239 espectadores
Digressão: 29 sessões, 5.659 espectadores


Interior

Maurice Maeterlinck (1862 – 1949), foi um dramaturgo, poeta e ensaísta belga que era flamengo mas que escreveu em francês. Recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 1911 “em apreço pelas suas múltiplas actividades literárias, e especialmente pelas suas obras dramáticas, que se distinguem por uma riqueza de imaginação e por uma fantasia poética, que revela, por vezes a coberto de um conto de fadas, uma inspiração profunda, enquanto de uma forma misteriosa apelam aos próprios sentimentos dos leitores e estimulam a sua imaginação”.

Interior é uma peça de 1895 em diálogo rimado e foi uma das suas poucas peças destinadas a marionetas.


FICHA TÉCNICA
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Encenação: Luís Varela
Dramaturgia: Christine Zurbach
Cenografia: Vasco Fernando
Banda sonora e Iluminação: João Carlos Marques e Joaquim Medina
Direcção de montagem/construção: António Galhano
Maquinistas: Arsénio Borrucho e Noé Carloto
Cartaz: Figueira Cid
Programa e Documentação: Alexandre Passos

Atores: Jorge Silva, José Teles, Maria João Toscano, Leonor Couto, Maria de Jesus Mota, Célia Aldegalega, Gil Filipe, Anabela Garcia, Dora Lampreia e Paula Bicho

Datas em circulação:

Estreia em novembro de 1986

Évora: 7 sessões, 248 espectadores


A Escola das Mulheres

A Escola das Mulheres é uma comédia teatral escrita por Molière (Séc. XVII). Considerada por alguns críticos como uma das suas melhores realizações. Foi encenada pela primeira vez no teatro Palais Royal a 26 de dezembro de 1662 para o irmão do Rei.

A peça representa uma personagem tão intimidada pela feminilidade que resolve casar com a sua jovem e ingénua pupila e procede a avanços desastrados para esse fim. Levantou alguns protestos do público e estabeleceu Molière como um ousado dramaturgo que não teria medo de escrever sobre questões controversas. Em junho de 1663, o dramaturgo respondeu habilmente ao alvoroço com outra peça intitulada A Critica da Escola de Mulheres (La Critique de L’École des femmes), que proporcionou alguma visão sobre o seu estilo único de comédia.


FICHA TÉCNICA
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Tradução e Dramaturgia: Christine Zurbach
Encenação: Luís Varela
Cenografia: Vasco Fernando
Figurinos: Virgínia Fróis
Guarda-roupa: Natividade Pereira
Banda sonora e Iluminação: João Carlos Marques, assistido por Joaquim Medina
Direcção de montagem/construção: António Galhano
Maquinistas: Arsénio Borrucho e Noé Carloto
Costureiras: Ana Maria Borracho, Leonora Cunha, Mariana do Vale e Natalícia Martins
Grafismos/Design gráfico: Vasco Fernando
Programa: Christine Zurbach, Luís Varela e Alexandre Passos
Atores: Ana Luiza Mandillo, Isabel Bilou, Alexandre Passos, Álvaro Corte-Real, João Sérgio Palma, José Alegria, José Caldeira, José Russo e Victor Zambujo

Centro Cultural de Évora
Datas em circulação:

Estreia em abril de 1986

Geral: 19 sessões, 2.352 espectadores
Évora: 10 sessões, 1.899 espectadores
Digressão: 9 sessões, 453 espectadores


Informações e reservas:
(+351) 266 703 112 | Contacto

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