Um Sonho

Agnès, filha do deus Indra, desce à terra para perceber como vivem os humanos.

Nessa imersão iniciática, vai encontrar três figuras coadjuvantes – o Oficial, o Advogado e o Poeta – estilhaços oníricos da biografia do próprio autor, Strindberg, por essa altura empenhado na construção de um novo teatro que pudesse revelar, na esteira das grandes discussões filosóficas da época, de Schopenhauer a Freud, o vasto território do inconsciente e dos sonhos.

No caleidoscópio de figuras e situações com que Agnès se depara no decurso da viagem aparecem os grandes temas de Strindberg: a família e o casamento, as desigualdades sociais mais gritantes que a revolução industrial agudizou, a justiça “que serve todos menos os que servem” e a Escola, encalhada no tempo e no espaço.

O encontro último com o Poeta, irmão e cúmplice na aventura da exigência de uma humanidade mais justa, aproxima-os da música e da poesia, das artes, que, tal como o sonho, são “maiores do que a realidade”.

A. A. Barros

 

August Strindberg foi um dramaturgo, romancista, poeta, ensaísta e pintor sueco. Escritor prolífico que frequentemente se inspirava diretamente em suas experiências pessoais, Strindberg escreveu mais de 60 peças e mais de 30 obras de ficção, autobiografia, história, análise cultural e política durante sua carreira, que se estendeu por quatro décadas. Um experimentador ousado e iconoclasta ao longo de toda a sua vida, explorou uma ampla gama de métodos e propósitos dramáticos, desde a tragédia naturalista, o monodrama e as peças históricas até às suas antecipações das técnicas dramáticas expressionistas e surrealistas.

Desde os seus primeiros trabalhos, Strindberg desenvolveu formas inovadoras de ação dramática, linguagem e composição visual. É considerado o «pai» da literatura sueca moderna e a sua obra A Sala Vermelha (1879) tem sido frequentemente descrita como o primeiro romance sueco moderno. Na Suécia, Strindberg é conhecido como ensaísta, pintor, poeta e, especialmente, romancista e dramaturgo, mas noutros países é conhecido principalmente como dramaturgo.

 

Encenação e dramaturgia António Augusto Barros
interpretação Ana Meira, Ana Teresa Santos, Igor Lebreaud, Ivo Luz, Jorge Baião, José Russo, Maria Marrafa, Maria Quintelas, Miguel Magalhães, Ricardo Kalash e Rosário Gonzaga
tradução Cristina Reis, Luís Miguel Cintra e Melanie Mederlind
espaço cénico João Mendes Ribeiro, Luísa Bebiano e António Augusto Barros
desenho de luz António Rebocho
composição musical e preparação vocal Carlos Meireles
paisagens sonoras Carlos Meireles e Zé Diogo
figurinos e adereços Ana Rosa Assunção

 

direcção técnica e de montagem António Rebocho e Rui Valente
operação técnica Beatriz Sousa e Fabrísio Canifa (TGR), Danilo Pinto, Diogo Lobo e Zé Diogo (TCSB)
execução de cenografia Carpintaria Adriano J. N. Viana e Pedro & Pegacho LDA.
execução de figurinos Adozinda Cunha, Eliana Valentine e Maria do Céu Simões
execução de adereços Ana Rosa Assunção, Danilo Pinto, Ivo Luz e Rui Valente
direcção de cena Miguel Magalhães
imagem Ana Rosa Assunção
fotografia e vídeo Carolina Lecoq
comunicação Eduardo Pinto, Helena Estanislau, Juliana Roseiro, Mariana Banaco e Pedro Rodrigues
materiais gráficos Alexandra Mariano
produção Beatriz Sousa e Eduardo Pinto
interpretação em Língua Gestual Portuguesa Associação de Surdos de Évora – Núria Galinha (TGR), Andreia Esteves e Jéssica Ferreira (TCSB)
equipa técnica do TGR Ana Duarte, Carlos Mavioso, Margarida Mouro, Sílvia Rosado, Tomás Catalão e Tomé Baixinho
distribuição Vítor Fialho (TGR)
limpeza TGR Fernanda Rochinha
limpeza e bar TCSB Cláudia Natividade
assistentes de sala do TCSB Ana Marques, Ândria do Ó, Bruna Marques, Carolina Rocha, Cláudia Morais, Luís Henrique Monteiro, Maria Dias, Nilce Carvalho e Patrícia Mendonça

fragmentos musicais “Masquerade Suite”, de Aram Khachaturian, “Tabula Rasa” e “Pärt Sequentia” de Arvo Pärt, “Toccata and Fugue in D Minor, BWV 565”, de J. S. Bach, “The Second Waltz”, de Dmitri Shostakovich e “The Hebrides Overture, Op. 26, (Fingal’s Cave)”, de Felix Mendelssohn

agradecimentos
Câmara Municipal de Évora

Uma co-produção do CENDREV e A Escola da Noite 2025-26

 

 

Teatro Garcia de Resende, Évora

23 de outubro a 2 de novembro, 2025
de quarta a sábado às 19h00 e domingos às 16h00

Teatro da Cerca de S. Bernardo, Coimbra
4 a 14 de dezembro, 2025

Nota: dia 11 de dezembro não haverá espetáculo (*)

Sessões com interpretação em língua gestual portuguesa dias 25 de outubro e 1 de novembro
140’ (com intervalo) M/12
8€ (Descontos: > 65 anos, Reformados, Associados ACDE, Cartão Estudante, Crianças < 12 anos, Famílias, Funcionários C.M.E., Grupos e Passaportes Teatro)
Sessão de quarta-feira com preço único de 3€!
266 703 112 / geral@cendrev.com/ www.cendrev.pt

– Em alguns momentos do espetáculo, é utilizado cigarro eletrónico

 

(*)
1.º CARVOEIRO:

“E pensar que é sobre nós que a sociedade assenta. Se não recebessem carvão deixava de haver lume no fogão da cozinha, na lareira da casa, na máquina da fábrica. Apagavam-se as luzes nas ruas, nas lojas, nas casas. A escuridão e o frio caíam-vos em cima… e por isso é que nós suamos como no inferno para vos trazer este carvão negro… Que nos dão em troca?”

August Strindberg, “Um Sonho” (1901)

A Escola da Noite e o Cendrev informam que, devido à Greve Geral convocada para o próximo dia 11 de dezembro, não será apresentada a sessão do espectáculo “Um Sonho” marcada para esse dia.

A adesão à Greve é uma decisão individual de cada trabalhador/a, que as duas companhias respeitam. No caso do Teatro, arte feita em colectivo, o exercício desse direito por parte dos/as trabalhadores/as impede a apresentação do espectáculo, como é facilmente compreensível por parte do público.

Enquanto entidades empregadoras que também são, A Escola da Noite o Cendrev defendem sem reservas a defesa dos direitos dos/as trabalhadores/as, alguns dos quais demoraram dezenas de anos a serem conquistados. Enquanto estruturas de criação artística comprometidas com a democracia, a liberdade e o serviço público, A Escola da Noite e o Cendrev acompanham as preocupações com as propostas de alteração ao Código do Trabalho que motivam esta Greve.

A temporada em Coimbra do espectáculo retoma na sexta-feira, dia 12 de Dezembro, e prolonga-se até domingo, dia 14, com sessões às 21h30 (sexta e sábado) e às 16h00 (domingo).


SALÃO: Movimento Disruptivo - Arte e Comunidade

Como espaço de livre-pensamento que é, o conceito do Salão evolui por conta própria. Com isto ganha outras formas, tornando-se num espaço de discussão propício à criação de massa crítica. Sabendo disto, mantemos a busca deste Salão utópico.
Procuramos um “SALÃO” que seja um lugar do outro lado do espelho.
Em 2023 avançámos com uma organização diferente. Percebendo que este espaço de pensamento só faz sentido estando vivo, ativo e em evolução, decidimos uma vez mais repensar e reorganizar a forma de agir neste projeto.
Com cognome de “Movimento Disruptivo” pretendemos que esta quarta edição do “Salão” ganhe dinâmicas de questionamento ativo. Para isso, olhamos para o mundo que nos rodeia e selecionamos cinco temas que nos parecem fraturantes e motivadores de pensamento e que pretendemos dividir em quatro sessões ao longo do ano.

Esta sessão será dedicada ao tema 𝗔𝗥𝗧𝗘 𝗘 𝗖𝗢𝗠𝗨𝗡𝗜𝗗𝗔𝗗𝗘 e contará com a presença de Maria Vlachou, da Acesso Cultura, e de Madalena Pombeiro, aluna da Universidade de Évora.

A sessão tem transmissão online em direto através da página do Facebook.

 

 

Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende

24 de setembro, 2025

18h30

 

Entrada gratuita.

Reserva na BOL.


Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.

Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com

Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.

facebook.com/cendrev.teatro
instagram.com/cendrev.teatro


João Cabral Encena Otelo!

Conhecido por ser um dos maiores encenadores portugueses em atividade, João Cabral tem de reunir uma equipa artística de alto nível para criar, no palco do Teatro Garcia de Resende, em Évora, a lendária peça de Shakespeare. Mas o teatro está constantemente sujeito a incertezas, constrangimentos e acidentes. Cenas de audições e ensaios, cenas da vida coletiva, conversas, imprevistos, equívocos, mal-entendidos… Num equilíbrio subtil entre comédia e drama, Fabrice Melquiot apresenta uma peça de teatro dentro do teatro, uma “mise en abyme” ao mesmo tempo corrosiva e séria, onde a arte do ator é submetida a exame, à luz das notas de encenação de Stanislavski.

Este espetáculo, em estreia, é a oportunidade de ver a companhia do CENDREV dirigida pela primeira vez pelo encenador luso-suíço Georges Guerreiro.

Fabrice Melquiot é um dramaturgo francês contemporâneo. É também poeta, romancista , encenador, performer e professor. Publicou cerca de sessenta peças de teatro com L’Arche, L’École des loisirs e La Joie de lire, bem como romances gráficos (Gallimard e L’Élan vert) e colecções de poesia (L’Arche e Le Castor astral).
Fabrice Melquiot começou como ator na companhia Millefontaines, dirigida por Emmanuel Demarcy-Mota, onde representou Büchner, Copi e Shakespeare, entre outros.

Em 1998, as suas primeiras peças para crianças, Le Jardin de Beamon e Les Petits Mélancoliques, foram publicadas pela L’École des loisirs e transmitidas pela France Culture. Recebeu o Grande Prémio Paul-Gilson da Communauté des radios de langue française (Le Jardin de Beamon) e, em Bratislava, o prémio europeu para a melhor peça radiofónica para adolescentes.

 

 

TEXTO E DRAMATURGIA: Fabrice Melquiot *
A PARTIR DE: William Shakespeare

TRADUÇÃO: Teresa Martins | ENCENAÇÃO: Georges Guerreiro
INTERPRETAÇÃO: Allex Miranda, Ana Meira, Ivo Luz, Jorge Baião, José Russo, Luís Bonito, Maria Marrafa e Rosário Gonzaga | CENÁRIO, FIGURINOS E ADEREÇOS: Masha Schmidt
COMPOSIÇÃO MUSICAL, SONOPLASTIA E VÍDEO: João Espanca Bacelar
COMUNICAÇÃO: Helena Estanislau | FOTOGRAFIA E VÍDEO: Carolina Lecoq
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO E GESTÃO FINANCEIRA: Cláudia Silvano
PRODUÇÃO EXECUTIVA: Beatriz Sousa
PROGRAMAÇÃO E CIRCULAÇÃO: Patrícia Hortinhas
TRADUÇÃO LGP: Associação de Surdos de Évora – Núria Galinha | CONSTRUÇÃO DE CENÁRIO: Hélder Cavaca e Tomé Baixinho | EXECUÇÃO DE FIGURINOS: Adozinda Cunha | DESIGN GRÁFICO: Camille Dubois e Jeanne Roualet
MATERIAIS GRÁFICOS: Alexandra Mariano | DIREÇÃO TÉCNICA: António Rebocho | OPERAÇÃO DE LUZ: Fabrísio Canifa, Victor Emir | OPERAÇÃO DE SOM:  Sol (M.L.Mineiro, em estágio IEFP) | APOIO TÉCNICO: Fabrísio Canifa
APOIO TÉCNICO DA EQUIPA DO TGR: Ana Duarte, Carlos Mavioso, Margarida Mouro, Miguel Madeira, Sílvia Rosado e Tomé Baixinho
DISTRIBUIÇÃO: Vítor Fialho | LIMPEZA: Fernanda Rochinha | AGRADECIMENTOS: Câmara Municipal de Évora

 

Teatro da Cerca de São Bernardo, Coimbra

27 de Junho às 19h00
28 de Junho às 21h30

 

Teatro Garcia de Resende

20 de fevereiro a 16 de março, 2025
entre quarta-feira e sábado às 19h00
domingos às 16h00

 

 

 

 

 * Fabrice Melquiot is represented worldwide by L’ARCHE – agence théâtrale. www.arche-editeur.com



Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.

Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com

Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.

facebook.com/cendrev.teatro
instagram.com/cendrev.teatro


SALÃO: Movimento Disruptivo - Arte e ecologia

Como espaço de livre-pensamento que é, o conceito do Salão evolui por conta própria. Com isto ganha outras formas, tornando-se num espaço de discussão propício à criação de massa crítica. Sabendo disto, mantemos a busca deste Salão utópico.
Procuramos um “SALÃO” que seja um lugar do outro lado do espelho.

Em 2023 avançámos com uma organização diferente. Percebendo que este espaço de pensamento só faz sentido estando vivo, ativo e em evolução, decidimos uma vez mais repensar e reorganizar a forma de agir neste projeto.
Com cognome de “Movimento Disruptivo” pretendemos que esta quarta edição do “Salão” ganhe dinâmicas de questionamento ativo. Para isso, olhamos para o mundo que nos rodeia e selecionamos cinco temas que nos parecem fraturantes e motivadores de pensamento e que pretendemos dividir em quatro sessões ao longo do ano.

O tema deste encontro será ARTE E ECOLOGIA: Através de instalações, performances e intervenções urbanas ou paisagísticas, diversos artistas têm denunciado crises ambientais, como desmatamento e poluição, enquanto propõem diálogos entre humanos e natureza. Vamos conversar sobre como pode a arte ser um veículo de pensamento e ação ecológicas. 🌿🎨

Convidados: Lília Fidalgo e Afonso Castanheira

 

Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende

18 de junho, 2025

18h30

 

Entrada gratuita.

Reserva na BOL.


Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.

Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com

Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.

facebook.com/cendrev.teatro
instagram.com/cendrev.teatro


Autos da Revolução

É o próprio Lobo Antunes que diz: “Não consigo conceber uma história onde as personagens não tenham carne”. Por isso é que as suas criaturas romanescas se encarnam tão naturalmente sobre um palco. Hoje, para falar da Revolução quarenta * anos depois e na situação dramática em que Portugal se encontra, pareceu-me imperativo convocar a linguagem e as imagens interiores deste imenso escritor, sabemos que apenas nos apoiando em poetas rebeldes podemos dar conta dum mundo que mete medo. António Lobo Antunes, ao dirigir o seu olhar para o passado, recusa-se a contribuir para a edificação duma lenda dourada do 25 de Abril. As personagens que cria nos romances que colocam a Revolução como tela de fundo não são nenhuns heróis, mas pessoas comuns, cheias de contradições, que levam uma vida anónima nas margens dos acontecimentos históricos. O espetáculo propõe os relatos cruzados de diferentes personagens: um operário carregador de mudanças, um empregado de escritório militante maoista, uma camponesa explorada numa Quinta, uma burguesa caridosa e um dono de empresas. Cada um recorda o seu 25 de Abril e conta o que sucedeu com ele. Desta confrontação nascem, por certo, perguntas inevitáveis com o andar do tempo e à luz da fervura que sacode o país atualmente.

Pierre-Étienne Heymann (2014) *

 

“Não podemos deixar fechar as portas que Abril abriu”

Como é sabido, o projeto teatral criado em Évora em janeiro de 1975 é, naturalmente, filho legítimo da revolução portuguesa. Daí que, quando o Ministério da Cultura nos lançou o desafio para integrar a programação das celebrações dos cinquenta anos do 25 de Abril, surgiu de imediato a ideia de voltar, mais uma vez, aos textos de António Lobo Antunes. Estes tinham resultado já num primeiro espetáculo em 2004 e numa segunda abordagem, em 2014, numa parceria do CENDREV com a ACTA – Companhia de Teatro do Algarve, ambos os projetos com dramaturgia e direção do nosso amigo Pierre-Étienne Heymann – homem de teatro, profundamente conhecedor da obra deste autor que se debruçou sobre a revolução portuguesa em várias das suas obras.
Convocámos este painel de personagens, desenhados pela poética e perspicácia de Lobo Antunes, para confrontar o público com um conjunto de olhares e inquietações sobre esses acontecimentos que transformaram profundamente a vida do povo português.
Com a Revolução de Abril, não foi conquistada apenas a liberdade e a democracia política, criaram-se também condições para notáveis avanços civilizacionais que hoje estão a ser profundamente delapidados. Sendo o teatro um espaço privilegiado de encontro e reflexão dos homens, este acontecimento maior da nossa História não podia deixar de constituir matéria do nosso trabalho.

CENDREV (2024)

Prólogo e epílogo (A partitura) de Auto dos Danados (1985) e Conhecimento do inferno (1980); Abílio e Militante de Fado Alexandrino (1983); Sofia, Filha do caseiro, Banqueiro de O Manual dos Inquisidores (1996) (Publicações Dom Quixote).

Canções:
El dia que me quieres (Carlos Gardel/Alfredo Le Pera)
Fadinho da prostituta da rua de Santo António da Glória (A.L. Antunes/Vitorino)
Fado Alexandrino (popular)

Espetáculo acompanhado da exposição itenerante LIBERDADE! LIBERDADE! A REVOLUÇÃO NO TEATRO
Integrado nas comemorações dos 50 anos do 25 de Abril.

 

 

FICHA TÉCNICA:

Autor: António Lobo Antunes | Seleção de textos e dramaturgia: Pierre-Étienne Heymann | Direção: Gil Salgueiro Nave e José Russo | Interpretação: Ana Meira, Carolina Pequito, Ivo Luz, Jorge Baião, José Russo e Mariana Ramos Correia | Direção musical: Gil Salgueiro Nave | Execução musical: Mariana Ramos Correia | Iluminação: António Rebocho | Espaço cénico, figurinos e adereços: CENDREV | Comunicação: Helena Estanislau | Fotografia e vídeo: Carolina Lecoq | Direção de produção e Gestão financeira: Cláudia Silvano | Programação e circulação: Patrícia Hortinhas | Costureira: Adozinda Cunha | Design gráfico: Alexandra Mariano | Apoio técnico: Beatriz Sousa e Fabrísio Canifa | Colaboração da equipa do TGR: Ana Duarte, Carlos Mavioso, Margarida Mouro, Miguel Madeira, Sílvia Rosado e Tomé Baixinho | Distribuição: Vítor Fialho | Limpeza: Fernanda Rochinha | Tradução LGP: Associação de Surdos de Évora – Núria Galinha |Agradecimentos: Câmara Municipal de Arraiolos e Câmara Municipal de Évora

 

Apresentações anteriores:

 

Teatro da Cerca de São Bernardo, Coimbra
16 de Abril, 19h00. 2025.

Mora
18 de abril, às 21h30. 2025.

Teatro Garcia de Resende, Évora
21 a 26 de abril, 19h00. 2025.

Casa da Música Jorge Peixinho, Montijo
27 de Abril, 16h00. 2025.

 

Évora
26 de novembro, 19h00. 2024 – Escola Primária do Bairro de Almeirim

Graça do Divor
21 de novembro, 19h00. 2024 – Novo Espaço Recreativo de Nossa Senhora da Graça do Divor (Antigo Lavadouro)

Biblioteca Municipal de Arraiolos

25 de outubro, 2024 – 21h30
26 de outubro, 2024 – 18h00



Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.

Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com

Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.

facebook.com/cendrev.teatro
instagram.com/cendrev.teatro


A Revolução das Marionetas 1970 - 1980

É com a maior alegria que o Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo acolhe a Exposição A Revolução das Marionetas: 1970-1980 que nos permite evocar não só a transformação política, social e cultural vivida nessas décadas, mas também um fundo longinquo dos vários modos de contar histórias ancestrais através de fantoches.
Esta mostra não seria possível sem a cooperação institucional e amiga do Museu onde nos encontramos, do Museu da Marioneta, do CENDREV – Centro Dramático de Évora e da BIME Bienal Internacional de Marionetas de Évora. É longa a cooperação entre este Museu e a BIME, mas é a primeira vez que o Museu da Marioneta apresenta num Museu Nacional uma exposição que vem do seu labor. É um momento feliz e que faz jus a todos o que amam a Arte e a Liberdade.

Sandra Leandro
Directora do Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo

 

A Revolução das Marionetas no Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo

É um acontecimento pioneiro, e também uma revolução, um Museu Nacional, convidar a arte da marioneta para se apresentar numa das suas salas no âmbito de uma Bienal de marionetas. Foi assim, com enorme satisfação que aceitámos o desafio do MNFMC e do CENDREV para trazer até Évora a exposição A Revolução das Marionetas: 1970-1980, integrada na BIME. Nas décadas de 70 e 80 do século passado as marionetas que agora se expõe abriram um novo caminho no teatro de marionetas: audaciosas, deram voz a dramaturgias inspiradas na mitologia greco-romana, em Gil Vicente, Cervantes, António José da Silva, entre muitos outros, inovaram a sua expressão plástica, multiplicaram as possibilidades de manipulação, colocaram o poder de comunicador privilegiado da marioneta ao serviço de uma educação pela arte. 50 anos mais tarde, dá-se este encontro particularmente feliz em que Museus e Teatro se unem numa cenografia comum na qual o Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo será o novo palco da “Revolução das Marionetas”.
Como diretora do Museu da Marioneta deixo um forte agradecimento a todos os que de modo entusiasta e empenhado deram forma a este projeto, e sem os quais esta ‘revolução’ não teria sido possível.

Ana Paula Rebelo Correia
Diretora do Museu da Marioneta

 

Uma celebração conjunta da Liberdade

Depois de lançado o desafio ao Museu da Marioneta e ao Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo para realizar em Évora a exposição A Revolução das Marionetas: 1970-1980 no âmbito da 17a edição da BIME – Bienal Internacional de Marionetas de Évora, é com grande entusiasmo que vemos concretizado este projeto, uma parceria inédita que torna possível a apresentação de um acervo que testemunha a vitalidade e ousadia de um tempo único da história de Portugal. Um gesto que reforça a importância de integrar as artes performativas na programação museológica e de reconhecer, nas marionetas, uma voz própria no panorama cultural nacional.
Mais do que uma mostra histórica, trata-se de uma homenagem aos criadores e companhias que reinventaram a arte da marioneta em Portugal, transformando-a num espaço de experimentação estética, crítica social e educação artística. A marioneta liberta-se do espaço exclusivamente popular e tradicional, e inicia um percurso de renovação que a leva das ruas para as salas de espetáculo, para as escolas e para os palcos da criação contemporânea, ganhando uma nova centralidade.
Convidamos o público a reconhecer o papel transformador da arte e a celebrar uma herança que continua a inspirar novas gerações de artistas.
Deixamos um agradecimento sincero às nossas instituições parceiras e a todos os que se dedicaram à materialização deste projeto.

José Russo e Ana Meira (CENDREV – Centro Dramático de Évora)
Diretores Artísticos da BIME – Bienal Internacional de Marionetas de Évora

 

 

Fotografias da inauguração: Carolina Lecoq


Informações e reservas:
(+351) 266 703 112 | Contacto

© 2026 Centro Dramático de Évora.
Direitos reservados.

Privacy Preference Center

Utilizamos cookies para personalizar conteúdos e anúncios, para fornecer características das redes sociais e para analisar o nosso tráfego. View more
Accept
Decline