Encontro de Teatro Ibérico 2024

O CENDREV – Centro Dramático de Évora volta a organizar o Encontro de Teatro Ibérico. Durante uma semana, a cidade de Évora receberá 6 companhias de Portugal e Espanha, com espetáculos todos os dias. Haverá ainda espaço para conversas após os espetáculos, onde será bem-vinda a partilha de ideias num formato de debate livre. Os moderadores serão os representantes das companhias assim como outros convidados (atores, cenógrafos, dramaturgos, figurinistas, iluminadores, músicos…)

O Encontro teve a sua primeira edição em 2003 numa parceria com o Instituto Internacional do Mediterrâneo. Permitiu desenvolver relações no espaço ibérico que contribuíram para aproximar estas duas realidades através do conhecimento das dramaturgias e do trabalho teatral realizado em ambos os países. Foram estabelecidas relações com um conjunto de companhias espanholas e portuguesas com responsabilidades na gestão e programação de salas de espetáculos, o que tomou forma através do Circuito Ibérico de Artes Cénicas, criado em 2014.

Este projeto, retomado em 2023 graças ao Apoio à Programação da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses, integra-se nessa dinâmica. Recuperamos assim o formato experimentado no primeiro ciclo destes encontros, que prevê a apresentação de espetáculos, a participação de alguns convidados de ambos os países e aproveitar esse tempo na cidade também para conversar sobre as peças em cena. Tudo isto, naturalmente, com a implicação do nosso público.

MANIFESTO dos Encontros de Teatro Ibérico 2024

 


 

Programa:

3 de novembro, domingo
16h00 – Espetáculo: “Florbela, Florbela!”, de Filomena Oliveira e Miguel Real – CENDREV / ÉTER
Debate com o público após o espetáculo.

4 de novembro, segunda-feira
16h00 – Conversas do Encontro
19h00 – Espetáculo “Desumanização“, de Valter Hugo Mãe – Teatro Art’Imagem

5 de novembro, terça-feira
16h00 – Conversas do Encontro
19h00 – Espetáculo “Paraíso“, de Inmaculada Alvear – Teatro del Astillero

6 de novembro, quarta-feira
16h00 – Conversas do Encontro
19h00 – Espetáculo “A noite canta os seus cantos”, de Jon Fosse – BAAL17 com encenação de Luís Varela

7 de novembro, quinta-feira
16h00 – Conversas do Encontro
19h00 – Espetáculo “Sahara – Crónica del Desierto”, de Chema Cardeña – Tranvía Teatro

8 de novembro, sexta-feira
16h00 – Conversas do Encontro
19h00 – Espetáculo “Territórios de Liberdade”, de Zé Paredes – Centro Dramático Galego, Companhia Certa da Varazim Teatro e Tanxarina Títeres

21h30 – Conferência de Encerramento do Encontro “Teatro e Sociedade, hoje” – com a participação de convidados

 

Este ano apresentam-se os espetáculos:

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Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.

Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com

Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.

facebook.com/cendrev.teatro
instagram.com/cendrev.teatro

Algumas imagens:


SALÃO: AI, o impacto da tecnologia na arte

Como espaço de livre-pensamento que é, o conceito do Salão evolui por conta própria. Com isto ganha outras formas, tornando-se num espaço de discussão propício à criação de massa crítica. Sabendo disto, mantemos a busca deste Salão utópico.
Procuramos um “SALÃO” que seja um lugar do outro lado do espelho.

Em 2023 avançámos com uma organização diferente. Percebendo que este espaço de pensamento só faz sentido estando vivo, ativo e em evolução, decidimos uma vez mais repensar e reorganizar a forma de agir neste projeto.

Com cognome de “Movimento Disruptivo” pretendemos que esta terceira edição do “Salão” ganhe dinâmicas de questionamento ativo. Para isso, olhamos para o mundo que nos rodeia e selecionamos cinco temas que nos parecem fraturantes e motivadores de pensamento, que dividimos em cinco sessões ao longo do ano.

Nesta quarta sessão, abordaremos o impacto das tecnologias na concepção artística. Para conversar connosco, convidamos Tozé Bexiga, músico, e Leonel Moura, fotógrafo e artista plástico, pioneiro na utilização de robótica e IA nas criações artísticas. É inegável que, com a chegada da Inteligência Artificial, os paradigmas da criação artística estão colocados em questão. Qual é a linha que separa a automação da criação?

Convidados: António Bexiga e Leonel Moura

 

Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende

11 de setembro, 2024

18h30

 

Entrada gratuita.

Reserva na BOL.


Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.

Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com

Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.

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A Sapateira Prodigiosa

Voltamos, uma vez mais, ao contacto com o público no Largo do Chão das Covas, um espaço de programação de verão, num período do ano em que o público dificilmente se desloca às salas para ver teatro. Vamos preparar um espetáculo capaz de garantir a animação desta praça do centro histórico da cidade e, neste propósito, contamos também com o apoio dos serviços municipais. Estes momentos de teatro, em que os cidadãos podem assistir mais do que uma vez ao espetáculo, ganham particular significado para o público que participa generosamente. Estamos convencidos de que esta é uma boa forma de sensibilizar franjas de público que não tocamos de outra maneira.

Este trabalho que apresentamos em julho de 2024 acontece na sequência do espetáculo estreado em 2022, “Amor de Dom Perlimplim com Belisa em seu Jardim”, agora trata-se da peça “A Sapateira Prodigiosa” para concluir este ciclo de trabalho com a dramaturgia de Federico Garcia Lorca.

Referir ainda que se trata de um processo criativo pensado em 2021, uma vez que para além de contar com a mesma equipa criativa, prevê igualmente a base do dispositivo cénico já utilizado no espetáculo anterior. Para falar sobre as virtudes deste grande texto dramático deixamos algumas palavras do autor ditas em 1933 quando da montagem que dirigiu: “A sapateira é uma farsa, ou melhor, um exemplo poético da alma humana, e apenas ela tem importância dentro da peça. As restantes personagens limitam-se a servi-la. A cor da obra é acessória e não fundamental como noutra espécie de teatro. Eu próprio poderia ter situado este mito entre os esquimós. A palavra e o ritmo podem ser andaluzes, mas não a substância. E a sapateira não é uma mulher em especial, mas todas as mulheres… No coração de todos os espetadores, há uma sapateira que voa.”

 

FICHA TÉCNICA:
Autor: Federico García Lorca | Encenação: José Russo | Interpretação: Ana Meira | Carolina Pequito | Ivo Luz | Mariana Correia | Jorge Baião e José Russo | Cenário, figurinos e adereços: Filipa Malva | Direção musical e design sonoro: Hugo Monteiro | Desenho de luz: António Rebocho | Operação luz: Fabrisio Canifa | Operação de som: Beatriz Sousa | Tradução LGP: Associação de Surdos de Évora – Núria Galinha | Fotografia e vídeo: Carolina Lecoq | Design gráfico: Alexandra Mariano | Execução de figurinos: Adozinda Cunha e Eliana Valentine | Execução de cenário: Serralharia Pedro & Pegacho, Lda e Hélder Cavaca | Comunicação: Helena Estanislau | Direção técnica: António Rebocho | Direção de produção: Cláudia Silvano | Produção executiva: Beatriz Sousa | Apoio administrativo: Inês Guerra | Apoio técnico da equipa do TGR: Ana Duarte, Carlos Mavioso, Margarida Mouro, Miguel Madeira, Paulo Carocho e Tomé Baixinho | Distribuição: Vítor Fialho | Limpeza: Fernanda Rochinha | Estagiários do Curso Profissional Intérprete/ Ator/ Atriz da Escola Secundária André De Gouveia – Évora: Eduardo Freitas, Maria Gabriela Prates e Mariana Dias | Agradecimentos: Câmara Municipal de Évora

 

Largo do Chão das Covas

11 a 27 de julho, 2024
21h30
Sessões com Lingua gestual portuguesa
dias 13 e 20 de julho, 2024



Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.

Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com

Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.

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SALÃO: Movimento Disruptivo

Como espaço de livre-pensamento que é, o conceito do Salão evolui por conta própria. Com isto ganha outras formas, tornando-se num espaço de discussão propício à criação de massa crítica. Sabendo disto, mantemos a busca deste Salão utópico.
Procuramos um “SALÃO” que seja um lugar do outro lado do espelho.

Em 2023 avançámos com uma organização diferente. Percebendo que este espaço de pensamento só faz sentido estando vivo, ativo e em evolução, decidimos uma vez mais repensar e reorganizar a forma de agir neste projeto.

Com cognome de “Movimento Disruptivo” pretendemos que esta terceira edição do “Salão” ganhe dinâmicas de questionamento ativo. Para isso, olhamos para o mundo que nos rodeia e selecionamos cinco temas que nos parecem fraturantes e motivadores de pensamento, que dividimos em cinco sessões ao longo do ano.

O primeiro tema e mote para o título dos Salões deste ano foi sobre O papel da disrupção na continuidade.

O tema deste encontro será sobre corpos marginais nas artes

Como convidado, André Murraças, jovem autor, dramaturgo, encenador, licenciado em Realização Plástica do Espetáculo pela Escola Superior de Teatro e Cinema, e já na Utrecht School of the Arts terminou com distinção o mestrado em cenografia, teve formação com variadíssimos autores, encenadores e cenógrafos, tem o mestrado em Ciências da Comunicação da Universidade Nova, para além de ter percurso de guionista publicitário e de ficção televisiva, colabora como criador de conteúdos com o Museu Calouste Gulbenkian.

 

Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende

19 de junho, 2024

18h30

 

Entrada gratuita.

Reserva na BOL.


Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.

Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com

Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.

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SALÃO: Movimento Disruptivo

Como espaço de livre-pensamento que é, o conceito do Salão evolui por conta própria. Com isto ganha outras formas, tornando-se num espaço de discussão propício à criação de massa crítica. Sabendo disto, mantemos a busca deste Salão utópico.
Procuramos um “SALÃO” que seja um lugar do outro lado do espelho.

Em 2023 avançámos com uma organização diferente. Percebendo que este espaço de pensamento só faz sentido estando vivo, ativo e em evolução, decidimos uma vez mais repensar e reorganizar a forma de agir neste projeto.

Com cognome de “Movimento Disruptivo” pretendemos que esta terceira edição do “Salão” ganhe dinâmicas de questionamento ativo. Para isso, olhamos para o mundo que nos rodeia e selecionamos cinco temas que nos parecem fraturantes e motivadores de pensamento, que dividimos em cinco sessões ao longo do ano.

O primeiro tema e mote para o título dos Salões deste ano foi sobre O papel da disrupção na continuidade.

 

 

Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende

17 de abril, 2024

18h30

 

Entrada gratuita.


Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.

Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com

Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.

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Mensagem do Dia Mundial do Teatro 2024

Arte é Paz

Cada pessoa é única e, ao mesmo tempo, como qualquer outra. O nosso aspeto exterior é diferente do de toda a gente, e isso é bom e está bem, mas há também algo em cada um de nós que pertence exclusivamente a cada indivíduo – e que é essa pessoa isoladamente. Podemos chamar-lhe o espírito, ou a alma. Ou então podemos não o rotular com palavras, de todo.

Mas ao mesmo tempo que não somos parecidos uns com os outros, também somos todos parecidos. As pessoas de todas as partes do mundo somos fundamentalmente semelhantes, independentemente da língua que falamos, da cor de pele e da cor de cabelo que temos.

Isto pode ser uma espécie de paradoxo: que sejamos completamente parecidos e totalmente diferentes ao mesmo tempo. Talvez uma pessoa seja intrinsecamente paradoxal, na sua ligação entre corpo e alma – Nós abarcamos tanto a existência mais tangível e terra-a-terra, como também algo que transcende estes limites terrenos e materiais.

A arte, a arte boa, organiza-se de forma maravilhosa para combinar aquilo que é totalmente único com aquilo que é universal. Ao fazê-lo, a arte atravessa as barreiras entre línguas, regiões e países. Congrega não apenas as qualidades individuais de cada pessoa mas também, noutro sentido, as caraterísticas individuais de cada grupo de pessoas, por exemplo, de cada nação.

A arte faz isto não através da equalização das diferenças, tornando tudo igual mas, pelo contrário, mostrando-nos aquilo que é diferente de nós mesmos, o que nos é alheio ou estrangeiro. Toda a arte boa contém precisamente isso: algo que é alheio, algo que não conseguimos compreender completamente e que, mesmo assim e ao mesmo tempo, compreendemos de certa forma. Ela contém um mistério, por assim dizer. Algo que nos fascina e nos leva para além dos nossos limites e, ao fazê-lo, a arte cria uma transcendência que toda a arte tem de conter e para a qual ela tem de nos levar.

Não conheço melhor forma de juntar os opostos. É a abordagem exatamente oposta de todas os conflitos violentos que vemos no mundo com demasiada frequência, a mesma que indulta a tentação destrutiva de aniquilar tudo o que é estrangeiro, tudo o que é único e diferente, frequentemente através da utilização das invenções mais desumanas que a tecnologia já pôs à nossa disposição. Há terrorismo no mundo. Há guerra. Porque também temos um lado animalesco, instigado pelo instinto de experienciarmos o outro, o estrangeiro, mais como uma ameaça à nossa existência, do que como um mistério fascinante.

É assim que a autenticidade – aquelas diferenças que todos podemos ver – desaparecem, deixando atrás de si uma mesmice coletiva para a qual tudo o que é diferente é visto como uma ameaça que tem de ser erradicada. Aquilo que é visto de fora como uma diferença, por exemplo na religião ou na ideologia política, torna-se algo que precisa ser derrotado e destruído.

A guerra é a batalha contra aquilo que está profundamente no nosso íntimo: algo único. E é também a batalha contra a arte, contra aquilo que está profundamente no íntimo de toda a arte.

Tenho mencionado a arte em geral, e não o teatro ou a dramaturgia em particular, mas isso é porque, como já disse, toda a arte boa, no fundo, orbita sobre a mesma ideia: pegar naquilo que é totalmente único, totalmente específico, e torná-lo universal. Unindo o particular com o universal através de formas de o expressar artisticamente: sem eliminar a sua especificidade e deixando brilhar claramente aquilo que é estrangeiro e não familiar.

A guerra e a arte são opostas, tal como a guerra e a paz são opostas – é tão simples quanto isto. Arte é paz.

 

Traduzido por: Ricardo Simões | Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana / PORTUGAL


Informações e reservas:
(+351) 266 703 112 | Contacto

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