Dia Mundial do Teatro 2024

O Dia Mundial do Teatro foi um dia de celebração no Teatro Garcia de Resende. A cerimónia iniciou com a habitual leitura da mensagem do Instituto Internacional de Teatro, este ano da autoria do dramaturgo e escritor Jon Fosse.
Uma plateia cheia assistiu a mais uma apresentação de 𝐓𝐞𝐚𝐭𝐫𝐨 𝐚̀𝐬 𝐓𝐫𝐞̂𝐬 𝐏𝐚𝐧𝐜𝐚𝐝𝐚𝐬, a primeira criação do 𝐂𝐄𝐍𝐃𝐑𝐄𝐕 de 2024. Em cena de 14 a 24 de março, com a maioria das sessões esgotadas, este espetáculo para toda a família foi um verdadeiro sucesso, visto por quase duas mil pessoas.
𝐓𝐞𝐚𝐭𝐫𝐨 𝐚̀𝐬 𝐓𝐫𝐞̂𝐬 𝐏𝐚𝐧𝐜𝐚𝐝𝐚𝐬 é um original de António Torrado, do qual são apresentadas três peças, com encenação de Jorge Baião. “Serafim e Malacueco na Corte do Rei Escama”, “As Três Abóboras” e “Os Quatro Pés do Trono” são três dos textos que podem ser encontrados no livro ‘Teatro às Três Pancadas’, obra incluída no plano nacional de leitura. Em Teatro às Três Pancadas uma trupe de saltimbancos caminha de terra em terra para apresentar o seu espetáculo, onde música transforma o caminho em festa. Na carroça que puxam, transportam um mundo imaginário, onde não faltam reis, piratas, ilhas, guardas, palácios, magos, cortesãos, mendigos, camponeses… e “o prazer irresistível de inventar o Teatro”.
De seguida teve lugar o 𝐁𝐚𝐢𝐥𝐞 𝐋𝐢𝐭𝐞𝐫𝐚́𝐫𝐢𝐨, uma organização conjunta do CENDREV e da COSMOGAMA.
O dramaturgo Fabrice Melquiot, diretor do projeto Cosmogama escreveu uma história em oito episódios a partir de uma playlist de oito músicas. Com uma restrição adicional: cada episódio da série terminava com o título da música seguinte na playlist. Seis atores entregaram as suas palavras e a playlist ao público, convidando-o a ouvir atentamente os textos e a dançar sem constrangimentos ao som das canções. O Baile Literário foi uma hora e meia de febre literária e festiva, um espetáculo único, efémero e sempre eufórico que não desapontou o público presente.
FICHA TÉCNICA:
TEATRO ÀS TRÊS PANCADAS:
Autor: António Torrado | Interpretação: Beatriz Sousa, Fabrisio Canifa, Ivo Luz, Luís Bonito e Maria Marrafa | Encenação: Jorge Baião | Cenário, figurinos e adereços: Filipa Malva | Música e ambiente sonoro: António Bexiga | Desenho de luz: António Rebocho | Operação luz e som: Beatriz Sousa | Tradução LGP: Associação de Surdos de Évora – Núria Galinha | Fotografia e vídeo: Carolina Lecoq | Design gráfico: Alexandra Mariano | Execução de figurinos: Adozinda Cunha e Eliana Valentine | Execução de cenário: Serralharia Pedro & Pegacho, Lda e Tomé Baixinho | Apoio execução de adereços e cenário: Coletivo de atores | Comunicação: Helena Estanislau | Direção técnica: António Rebocho | Direção de produção: Cláudia Silvano | Produção executiva e direção de cena: Beatriz Sousa | Programação e Produção em digressão: Patrícia Hortinhas | Apoio administrativo: Inês Guerra | Apoio técnico da equipa do TGR: Ana Duarte, Carlos Mavioso, Margarida Mouro, Miguel Madeira, Paulo Carocho e Tomé Baixinho | Distribuição: Vítor Fialho | Limpeza: Fernanda Rochinha | Estágio do Curso Profissional de Artes do espetáculo do Agrupamento de Escolas dos Templários de Tomar: Daniela Santos | Agradecimentos: Câmara Municipal de Évora, Centro de Recursos do Património Cultural Imaterial Municipal, Do Imaginário – Associação Cultural, José Baltazar, Sociedade Filarmónica Progresso Matos Galamba e Sol Luz.
BAILE LITERÁRIO
Organização companhia COSMOGAMA | Direção de Fabrice Melquiot
Interpretação: Ana Meira, Ivo Luz, Jorge Baião, Luís Bonito, Maria Marrafa e Rosário Gonzaga.
Teatro Garcia de Resende



Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.

Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com

Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.

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SALÃO: Movimento Disruptivo

O papel da disrupção na continuidade

Como espaço de livre-pensamento que é, o conceito do Salão evolui por conta própria. Com isto ganha outras formas, tornando-se num espaço de discussão propício à criação de massa crítica. Sabendo disto, mantemos a busca deste Salão utópico.
Procuramos um “SALÃO” que seja um lugar do outro lado do espelho.
Em 2023 avançámos com uma organização diferente. Percebendo que este espaço de pensamento só faz sentido estando vivo, ativo e em evolução, decidimos uma vez mais repensar e reorganizar a forma de agir neste projeto.

Com cognome de “Movimento Disruptivo” pretendemos que esta terceira edição do “Salão” ganhe dinâmicas de questionamento ativo. Para isso, olhamos para o mundo que nos rodeia e selecionamos cinco temas que nos parecem fraturantes e motivadores de pensamento que pretendemos dividir em cinco sessões ao longo do ano. Como primeiro tema e mote para o título dos Salões deste ano, vamos falar sobre “O papel da disrupção na continuidade”.

Para conversar connosco, contamos com a companhia do Gonçalo Amorim, encenador e diretor artístico do Teatro Experimental do Porto e com Rui Pina Coelho, dramaturgo e responsável pela conceção dramatúrgica, também no TEP.

 

Convidados:

Gonçalo Amorim, diretor artístico e encenador no Teatro Experimental do Porto,
Rui Pina Coelho, dramaturgo e responsável dramatúrgico do TEP

 

 

Salão Nobre do TGR

28 de fevereiro, 2024

18h30

 

Entrada gratuita.


Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.

Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
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Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
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Pó e Batom

Pó e Batom é uma fantasia lírica de Esther F Carrodeguas, a partir de duas conhecidas mulheres de Santiago de Compostela. Maruxa e Coralia Fandiño Ricart são duas irmãs que todos os dias cumprem escrupulosamente o mesmo ritual, saindo às duas em ponto para passear, vestidas e maquilhadas de forma garrida, repetindo percursos e enfrentando a cinzenta sociedade franquista que as marginaliza e maltrata, por serem de família republicana anarcossindicalista. Par inseparável que reinventa o sentido da vida, ora de forma cómica, ora ácida, resistindo e sobrevivendo em situação muito adversa. São galegas, mas reconhecemo-las em outros lugares e outros tempos, ao percorrermos a ponte que vai do particular ao universal, como pode acontecer quando temos nas mãos uma peça de teatro tão bela como esta.

 

Pó e Batom é um exercício de justiça poética que se soma a muitos outros que nos foram iluminando sobre a vida das conhecidas Marías de Santiago de Compostela, a quem já é hora de tratar pelo nome e, principalmente, pelo apelido: Fandiño Ricart.
Maruxa e Coralia (as protagonistas da peça) escondem por trás de uma espessa máscara de maquilhagem uma grande história de crueldade. Cruel é aquele, ou aquela, que faz sofrer sem ter pena ou, inclusive, tendo prazer. Há, por isso, uma história de prazer do outro lado da moeda desta história encharcada em violência institucional, ideológica, política, social, económica, machista, de género e sexual. E a violência, diz o dicionário, é um exercício injusto e arbitrário (normalmente ilegal) de poder ou de força.
Mas a história de Coralia e Maruxa é também uma história de valentia: de coragem, de luta, de irreverência — civil — e de dignidade. Numa palavra: de LIBERDADE. Uma história sobre a loucura necessária para viver neste mundo de loucos (e loucas). Maruxa e Coralia Fandiño Ricart passearam dia após dia às duas da tarde, como uma bandeira arco-íris que contrariava o cinzento da ditadura franquista na capital galega. Foram enganadas, violentadas, insultadas, silenciadas; foram comunistas, foram putas, foram nada. Foram fome. Mas nada as conseguiu parar. Nunca deixaram de caminhar. E nunca é nunca: ainda continuam a caminhar.
Após a sua morte nos anos 80, continuaram a caminhar no imaginário coletivo. E, em 1994, César Lombera imortalizou-as caminhando na Alameda compostelana: foi assim que as conheci. Caminharam dia e noite desde então e nem o Covid 19 permitiu que deixassem de caminhar: foram as únicas caminhantes nas ruas desertas de Santiago. Em 2021 apareceram a caminhar nas Naves de Matadero de Madrid e em 2023 fazem-no no Teatro García de Resende, em Évora.
A sua presença teimosa dá-nos esperança.

Esther F Carrodeguas

 

 

FICHA ARTÍSTICA:
Texto: Esther F Carrodeguas | Interpretação: Ana Meira e Rosário Gonzaga | Tradução e encenação: Sofia Lobo | Cenário, figurinos e adereços: Filipa Malva | Música: Jarbas Bittencourt | Desenho de Luz: António Rebocho | Operação som: Beatriz Sousa | Operação luz: Fabrisio Canifa | Tradução LGP: Associação de Surdos de Évora – Núria Galinha | Fotografia e vídeo: Carolina Lecoq | Design gráfico: Alexandra Mariano
Execução de figurinos: Adozinda Cunha e Eliana Valentine | Execução de cenário: Serralharia Pedro & Pegacho, Lda | Comunicação e divulgação: Helena Estanislau | Direção técnica: António Rebocho | Direção de produção: Cláudia Silvano | Produção executiva: Beatriz Sousa | Apoio técnico da equipa do TGR: Ana Duarte, Margarida Mouro, Miguel Madeira, Paulo Carocho e Tomé Baixinho

Agradecimentos: Câmara Municipal de Évora, equipa do CENDREV – Centro Dramático de Évora, Vanessa Sotelo.

 

Teatro Garcia de Resende:
19 a 25 de fevereiro, 2024
19h00 / (dia 25 às 16h00)

 

Apresentações anteriores:
La Nave del Duende – Cáceres
23 de março, 2024
Teatro Taborda – Lisboa
10 e 11 de fevereiro, 2024
Teatro das Beiras
6 e 7 de fevereiro, 2024
Teatro da Cerca de São Bernardo, Coimbra:
2 de fevereiro às 19h00
Dia 3 às 21h30
Teatro Garcia de Resende, Évora:
16 a 23 de novembro, 2023
de quarta a sábado às 19h00
domingos às 16h00


O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.


Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.

Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com

Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.

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Reunião anual do Circuito Ibérico de Artes Cénicas.

O Circuito Ibérico de Artes Cénicas reuniu-se em fevereiro de 2024 em La Nave del Duende.

El Circuito Ibérico de Artes Escénicas es una plataforma de compañías estables de creación escénica que gestionan, programan y dirigen espacios públicos y privados en España y Portugal. Actualmente, formado por dieciséis compañías residentes de espacios escénicos, siete de Portugal y siete de España.

PORTUGAL:

CENDREV · Centro Dramático de Évora (Teatro Garcia de Resende) · ACTA · A Companhia de Teatro do Algarve (Teatro Lethes). Faro · Teatro das Beiras. Covilhã · CTB · Companhia de Teatro de Braga (Theatro Circo) · Teatro do Montemuro. Castro Daire · Teatro Art´Imagen (Quinta da Caverneira) Maia · Teatro do Noroeste. Centro Dramático de Viana do Castelo

ESPAÑA:

Teatro Guirigai (Sala Guirigai). Los Santos de Maimona · La Fundición (Producciones Circulares). Sevilla · La Nave del Duende (Karlik Danza Teatro). Casar de Cáceres · Tranvía Teatro (Teatro de la Estación). Zaragoza · Arden Producciones (Sala Russafa). Valencia · Teatro del Norte. Pola de Siero · Ártika Cía (Sala Ártika). Vigo ·Sala Utopian Aretoa – (Cía. Utopian) Getxo, Bizkaia ·Teatro Al Norte a la Izquierda – (Azar Teatro) Valladolid

https://circuitoiberico.com/


CENDREV - Balanço de atividades 2023

No ano em que se celebram 50 anos sobre o 25 de abril de 1974, o Cendrev encontra-se a iniciar o seu 49º ano de serviço público através da cultura, tendo nascido no terreno fértil deixado pela Revolução dos Cravos. O compromisso para com a cidade de Évora tem sido, desde o início, trazer ao palco do Teatro Garcia de Resende criações artísticas que levem ao desenvolvimento do pensamento e da sociedade, e que continuem a trilhar o caminho da liberdade. Tal como Mário Barradas, o fundador da estrutura, continuamos a sentir que “a ideia de que o desenvolvimento cultural do povo português” é “o mais revolucionário dos caminhos a desbravar”.
No cumprimento das suas funções como estrutura de criação e programação, a companhia tem o dever de dar conhecimento dos números relativos às atividades que empreendeu no último ano, a saber:

Realizaram-se 75 sessões que abrangeram 5385 espectadores; 36 foram realizadas em Évora e 39 em digressão, levando o Cendrev a Reguengos de Monsaraz, Castro Daire, Lisboa, Coimbra, Covilhã, Arraiolos, Porto e Maia. Estas compreendem duas novas criações: “Magnético”, de Abel Neves, e “Pó e Batom”, de Esther F. Carrodeguas, bem como a reposição de “Amor de Dom Perlimplim com Belisa em seu Jardim” de Federico García Lorca, principalmente pelas freguesias do concelho de Évora (Nossa Senhora de Machede, Guadalupe, Azaruja, Torre de Coelheiros, S. Sebastião da Giesteira, Graça do Divor, Canaviais e S. Miguel de Machede). Repuseram-se igualmente os espetáculos “Jeremias Peixinho”, de Mohamed Rouabhi e “Embarcação do Inferno”, de Gil Vicente, mantendo-se desta forma a relação da companhia com os públicos escolares.
Com o objetivo de preservar a identidade cultural alentejana no âmbito do teatro de marionetas através dos Bonecos de Santo Aleixo, a estrutura levou a cabo uma oficina em Sintra e uma masterclass na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo, no Porto, bem como 9 sessões da Oficina “Baile dos Anjinhos” – Os Bastidores dos Bonecos de Santo Aleixo, por Beniko Tanaka, em escolas do concelho e no Teatro Garcia de Resende. Dá-se nota também da conclusão do projeto Reativar Memórias dos Bonecos, com apoio da CIMAC, que se realizou em 8 freguesias rurais dos concelhos de Estremoz, Borba, Vila Viçosa e Alandroal e que resultou na edição de uma pequena publicação que regista o circuito e de um documentário sobre o projecto.

O Cendrev continuou a propiciar o debate sobre a formação artística com o ciclo de conversas “Salão em Três Atos”, que registou 139 espetadores nas suas 9 sessões, acolhendo também um dos encontros “Criar e Produzir”, da Companhia Mascarenhas Martins e participando nos Encontros de Criação do Circuito Ibérico de Artes Cénicas.
Na prática, incentivou-se a formação de novos artistas com Exercícios-Espectáculo dos alunos estagiários do Curso de Teatro da Escola André de Gouveia (2 sessões: 92 espetadores), dos alunos finalistas da Licenciatura em Teatro da Escola de Artes da Universidade de Évora (“À Espera de Godot” – 1 sessão: 64 espectadores e “A Receita” – 2 sessões: 149 espectadores) e através de uma residência de criação pela companhia de circo contemporâneo TreMoças. Acolheram-se também, em estágio profissional, dois alunos das áreas técnicas do Institut del Teatre de Barcelona.

O coletivo abriu espaço à relação com as artes plásticas com a exposição “SAUDADE OU ET L’OR DE LEUR CORPS” na Biblioteca Pública de Évora ao abrigo do intercâmbio com a Escola Superior de Teatro e Cinema, com 1500 visitantes; a instalação “Ponto Cruzado Oblíquo” no âmbito da parceria com a Câmara Municipal de Arraiolos com a companhia chilena Niño Proletário, com 450 visitantes; celebrou a sua vida com a exposição “Cendrev – 48 anos em Cena” em Arraiolos, Cabeção e Lisboa, com cerca de 2000 visitantes; e participou na exposição sobre Gil Vicente, no Museu Nacional do Teatro e da Dança.
Para além destas iniciativas, realizaram-se 20 visitas guiadas ao Teatro Garcia de Resende com um total de 472 visitantes.

Graças ao apoio conjunto da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses/Direcção-Geral das Artes e da Câmara Municipal de Évora, o Cendrev encontra-se no exercício da gestão da programação do Teatro Garcia de Resende (equipamento credenciado pela mencionada RTCP), tendo programado 78 sessões às quais assistiram 11 728 espectadores. Nestas sessões contam-se as áreas de Dança (13), Teatro (26), Música (37) e Circo (2). O financiamento obtido permitiu promover 35 sessões de vários projectos de mediação cultural e envolvimento com a comunidade, nos quais participaram 1473 pessoas. Entre estes contam-se a ação de formação para professores com a contadora de histórias Bru Junça, a oficina “Dançando com a Diferença”, o ciclo de espectáculos para a infância “Ver & Aprender”, a residência da Malvada Associação Artística, o retomar do Encontro de Teatro Ibérico, e a oficina de escrita criativa pela Cosmogama – Fabrice Melquiot. Este apoio abrangeu também a 16ª edição da BIME – Bienal Internacional de Marionetas de Évora, com 90 apresentações de 33 espetáculos, por 27 companhias, tocando um total de 24 000 espetadores.

Ao todo, 2023 viu acontecer 155 espetáculos no Teatro Garcia de Resende, com a participação de 15 948 espetadores.

Não seria possível concretizar todas estas iniciativas sem as equipas do Cendrev, auxiliadas por vários colaboradores externos, em conjunto com as Juntas de Freguesia do concelho de Évora, e as parcerias com o Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, Centro de História da Arte e Investigação Artística da Universidade de Évora, Biblioteca Pública de Évora e os Municípios de Arraiolos e Reguengos de Monsaraz. É vital também a parceria da Câmara Municipal de Évora, com o apoio que esta nos concede a todos os níveis.
O Cendrev continua a trabalhar para que o Teatro Garcia de Resende se destaque como uma das principais salas de espetáculos a nível nacional enquanto continuamos a caminhar em direção ao privilégio de ver a nossa cidade ser Capital Europeia da Cultura em 2027.


Jeremias Peixinho

Jeremias Peixinho conta a sua história desde antes de nascer. Começa dentro da barriga da mãe, continua com o seu nascimento, fala-nos da sua relação com os outros e termina na sua última e maior aventura: mergulhar definitivamente no seu elemento, a água.
Acompanhamos com emoção a poética metamorfose do personagem apoiado pelos pais perplexos mas amorosos e tolerantes que o vão ajudar a realizar seu grande sonho – viajar pelo mundo dos oceanos na sua condição de peixe.
Um conto moderno, para o público mais jovem, que nos encanta pelo realismo mágico que propõe de maneira simples e com uma irresistível poesia.

 

Ficha técnica:
Texto: Mohamed Rouabhi | Tradução, Dramaturgia e Encenação: José Caldas | Cenografia, Figurinos e Adereços: Luís Santos | Costureira: Adozinda Cunha | Construção cenografia: Hélder Cavaca | Apoio execução cenografia e adereços: Bernardo Bagulho | Desenho de Luz: António Rebocho | Operação luz e som: Fabrisio Canifa | Ambiente sonoro: António Bexiga | Interpretação: Beatriz Sousa, Hugo Olim, Ivo Luz, Jorge Baião, Maria Marrafa e Rosário Gonzaga | Participação especial: Fabrisio Canifa | Produção e Direção de Cena: Beatriz Sousa | Direção Técnica: António Rebocho | Direção de produção: Claúdia Silvano | Comunicação e fotografia: Carolina Lecoq | Design gráfico: Alexandra Mariano | Fotografia cartaz: Luís Santos | Tradução LGP: Núria Galinha | Operação de Cena pelos Técnicos da Câmara Municipal de Évora: Miguel Madeira, Paulo Carocho e Tomé Baixinho | Agradecimentos: Natércia Pacheco e Graça Vilhena

Fotografia: Carolina Lecoq

Classificação etária: M/6

 

Auditório Municipal de Reguengos de Monsaraz – 17h30

 

Outras datas:

Évora, Teatro Garcia de Resende:

24 de novembro a 11 de dezembro, 2022
Horário: 18h30 (quarta a sábado) | 16h00 (domingo)
Sessões de língua gestual dias 3 e 4 de dezembro, 2022

Sessões para escolas, de 3 a 5 e de 8 a 12 de maio, 2023 : 10h30 e 15h00

 

Coimbra, Teatro da Cerca de S. Bernardo:
Dias 20 e 21 de janeiro, 2023

 

ARRE – Teatro da Rainha (Caldas da Rainha)

9 de janeiro, 10h30 e 14h30

 


 

Organização: CENDREV | Câmara Municipal de Évora
Apoios: DGArtes, IEFP | Estrutura pertencente à Rede Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP)
Media partners: Registo, Diário do Sul e Telefonia do Alentejo
Preço: 8€ (descontos para estudantes, seniores, grupos e famílias)
Sessões para escolas gratuitas.


Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.

Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com

Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.

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Informações e reservas:
(+351) 266 703 112 | Contacto

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