Molly Sweeney

Molly Sweeney é uma peça em dois atos de Brian Friel. Conta a história de sua personagem-título, Molly, uma mulher cega desde a infância, que passa por uma operação para tentar restaurar sua visão.

O Teatro das Beiras regressa à dramaturgia irlandesa com Molly Sweeney, de Brian Friel.

O texto estrutura-se a partir da alternância das narrativas de três personagens sem interação umas com as outras – Molly, uma mulher independente e capaz, cega desde a infância, submete-se a uma cirurgia para tentar restaurar a visão; Frank, o entusiasta e inquieto marido que faz da cegueira da esposa a sua última causa; e Dr. Rice, outrora um famoso cirurgião, agora um alcoólico caído em desgraça que tenta restaurar a visão de Molly, numa tentativa de recompor a sua reputação.

No final, Molly diz: “vivo agora num país de fronteiras” onde as perceções deixaram de ser fidedignas, e a loucura e a realidade se fundem no mesmo caos.

 

Depois de Uma História na Cama (1997) de Sean O’Casey e Oeste Solitário (2006) de Martin McDonagh, o Teatro das Beiras regressa à dramaturgia irlandesa com Molly Sweeney, de Brian Friel.

Friel (1929 – 2015) expande a sua obra por mais de 3 dezenas de peças, tendo merecido especial atenção e divulgação na última década do século XX. Cofundador, com o ator Stephen Rea, da Field Day Theatre Company, tem sido traduzido e encenado em Portugal desde os anos 70 do século XX, com títulos como Amantes e Triunfantes (1970/71), Pais e Filhos (1991), Traduções (1996), Danças a um deus pagão (1996), Molly Sweeney (1999), O Fantástico Francis Hardy, curandeiro (2000) e Terapia das Almas (2019), que o situam na linhagem de Yeats e de Synge, universalizando as especificidades irlandesas, convocando à reflexão induzida pela emoção e imaginação sustentadas na valorização da palavra, muito embora “as palavras não sejam dotadas de plenos poderes até um actor as libertar e as preencher”.

A estreia de Molly Sweeney em 1994 no Gate Theatre ficou marcada por ser a primeira encenação de Brian Friel, experiência que voltaria a repetir em 1997 com Give me your answer. O espetáculo teve na altura uma receção dividida entre o louvor e o ceticismo. A peça chega ao público português em 1999 através do Ensemble – Sociedade de Actores, com encenação de Nuno Carinhas.

O texto estrutura-se a partir da alternância das narrativas de três personagens sem interação umas com as outras – Molly, uma mulher independente e capaz, cega desde a infância, submete-se a uma cirurgia para tentar restaurar a visão; Frank, o entusiasta e inquieto marido que faz da cegueira da esposa a sua última causa; e Dr. Rice, outrora um famoso cirurgião, agora um alcoólico caído em desgraça que tenta restaurar a visão de Molly, numa tentativa de recompor a sua reputação.

Parte da construção dramática do texto é inspirada no estudo “Ver e Não Ver” de Oliver Sacks, mais especificamente em Virgil, um homem cego desde a infância cuja visão fora recuperada em adulto e, assim como Molly, após a operação, vê o seu mundo percetivo desmoronar e não se consegue ajustar ao novo mundo visual. A sua experiência é descrita como um “milagre abortado”.

No final, Molly diz: “vivo agora num país de fronteiras” onde as perceções deixaram de ser fidedignas, e a loucura e a realidade se fundem no mesmo caos.

 

Ficha técnica:

Tradução: Paulo Eduardo Carvalho
Encenação: Nuno Carinhas
Cenografia: Luís Mouro
Figurinos: Luís Mouro
Cartaz: Luís Mouro
Desenho de luz: Fernando Sena
Sonoplastia: Hâmbar de Sousa
Interpretação: João Melo, Susana Gouveia e Tiago Moreira
Carpintaria: Ivo Cunha
Produção: Celina Gonçalves
Fotografia: Ovelha Eléctrica
Vídeo: Ovelha Eléctrica
Assistente de produção: Patrícia Morais
Assistente de encenação: Sílvia Morais
Pintura de telão: Luís Mouro
Costureira: Sofia Craveiro
Agradecimentos: Dª Marília Carvalho e Rute Machado

 

Mais informação sobre a companhia:

 

120 min.
Classificação etária: M/12

Informações e reservas:
(+351) 266 703 112 / geral@cendrev.com / www.bol.pt/

Preço: 8,00€


Tremor

O Teatro Niño Proletario é constituído como um núcleo de investigação e criação artística por Luis Guenel, Francisco Medina e Catalina Devia.

O nome do grupo foi escolhido em alusão ao conto com o mesmo nome pelo escritor argentino Osvaldo Lamborghini (1940), que, através de uma história, narra a vida de miséria de uma criança e a sua impossibilidade de quebrar o círculo de pobreza e discriminação. A história, portanto, contém a essência dos temas e preocupações que a empresa trabalha e depois traz para o palco. De temas como território, memória, género, classe, popular e identidade, o Teatro Niño Proletario encenou as peças “HAMBRE”, “TEMPORAL”, “EL OLIVO”, “EL OTRO”, “BARRIO MISERIA”, “FULGOR”, “PA PÉ , “NO TENGA MIEDO” e “NADIE LEE FUEGO MIENTRAS TODO SE ESTÁ QUEMANDO

Graduado pela Escola de Teatro da Universidade do Chile, Francisco Medina desenvolveu sua carreira como ator em variadas produções teatrais nacionais e na área audiovisual, além de trabalhar como professor em diversas casas de estudos. O seu desenvolvimento profissional tem sido marcado por intensas pesquisas sobre identidade e sua relação com o território, com destaque para a imagética, o desenvolvimento corporal e as técnicas de estudo da voz. Junto com a companhia Teatro Niño Proletario, da qual é um dos fundadores.

www.teatroninoproletario.com

25 e 26 de março, 2023

Sala 8 dos Ex-Celeiros EPAC.
18h30

Entrada gratuita.

Informações e reservas:
(+351) 266 703 112 / geral@cendrev.com / www.bol.pt/


Descobrir Louise Farrenc

Este é um programa que celebra os mundos imaginários. Começando pela misteriosa Romance de Sibelius, propõe-se a expansão da imaginação musical em vários sentidos. Inspirado pelo texto de Maurice Maeterlinck, Sibelius escreve em 1905 a música de cena para acompanhar Pelléas et Mélisande, peça teatral fundamental da estética simbolista. Na segunda metade, o programa prossegue com a majestosa e dramática abertura da ópera Idomeneo, em que Mozart dá música às tempestades e oceanos que se opuseram a esta figura mitológica, Rei de Creta. A conclusão será com a estreia em Portugal da imponente sinfonia em sol menor de Louise Farrenc, compositora do romantismo oitocentista cujo legado está, justamente, a conhecer cada vez maior disseminação. Esta sinfonia será ouvida pela primeira vez em Portugal, conduzida pela jovem maestrina Constança Simas

Sobre a Orquestra:
www.ocs.pt

Teatro Garcia de Resende

17h00

Informações e reservas:
(+351) 266 703 112 / geral@cendrev.com / www.bol.pt/
Bilhete: 6€ (com descontos para crianças, idosos e famílias)


Ali Babá e os 40 Ladrões

Espetáculo musical “Ali Babá e os 40 Ladrões” uma coprodução entre a Associação Filarmónica Liberalitas Julia e o Município de Évora.

A iniciativa conta com a participação da Banda Filarmónica Liberalitas Julia, de alunos do 4º ano das Escolas Básicas dos Canaviais, Frei Aleixo e Galopim de Carvalho, no âmbito da Atividade de Enriquecimento Curricular de Música e com o grupo de Dança Oriental Meraki Tribe, coordenado pela professora e bailarina Márcia Azevedo.

Colaboração ao nível do guarda-roupa pela agência do Banco de Tempo de Évora.

 

 


21h30 no Teatro Garcia de Resende

Informações e reservas:
(+351) 266 703 112 / geral@cendrev.com / www.bol.pt/
Entrada Gratuita


Maria e Madalena Aventuras no Salão

Com Maria Chaveiro e Madalena Anes, coordenação de Rosário Gonzaga

Apresentação do exercício das alunas do Curso Profissional de Artes do Espetáculo-Interpretação da ESAG realizado em residência com o CENDREV no Teatro Garcia de Resende.

Um trabalho coletivo sobre viver e repensar os espaços do teatro, a ideia de salão ao longo da história, o papel da mulher e o conto de fadas, num trabalho em processo contínuo.

 

Entrada gratuita.

Informações e reservas:
(+351) 266 703 112 / geral@cendrev.com / www.bol.pt/


Carminho

“Portuguesa” é o sexto disco da carreira de Carminho e conta com 14 composições, várias com letra e música sua, entre outros autores. A compositora e intérprete assume a produção do álbum bem como a composição de fados tradicionais originais. Numa busca pelo aprofundamento do seu pensamento sobre o fado, Carminho explora várias combinações dentro dos cânones, repensando a forma e movendo-se como peixe numa água que é a sua. O trabalho gráfico foi entregue, uma vez mais, a Giovanni Bianco.
Carminho tem reconhecimento do grande público, media nacional e internacional, e com números nas plataformas digitais que refletem a dimensão de notoriedade da artista portuguesa.

A grande voz do fado e uma das artistas portuguesas com maior projeção internacional, Carminho, lança o seu novo álbum “Portuguesa” e dá continuidade a um trabalho profundo como autora, intérprete, agregadora cultural e inspiração máxima de um Portugal contemporâneo.

Ficha Técnica:
Carminho
André Dias – Guitarra Portuguesa
Flávio Cardoso – Viola de Fado
Tiago Maia – Baixo Acústico
Pedro Geraldes – Guitarra Elétrica e Lap Steel
João Pimenta Gomes – Mellotron
Produção: ARRUADA

Teatro Garcia de Resende

21h30

Informações e reservas:
(+351) 266 703 112 / geral@cendrev.com / www.bol.pt

preço do bilhete: 8,00€


Informações e reservas:
(+351) 266 703 112 | Contacto

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