Residência - Era uma vez uma linha de fronteira

“Era uma vez uma linha de fronteira, aqueles que a cruzaram e o porquê de o terem feito” é uma proposta de criação que procura abordar, sob uma premissa renovada e à luz das ocorrências mundiais dos últimos anos, a questão dos trânsitos migratórios.

O processo de criação que conciliará as linguagens do teatro e movimento, alavancará dois níveis: uma abordagem histórica concreta, a partir de fontes que retratem a realidade portuguesa de “fuga” e procura de melhores condições de vida no exterior (mormente nos trânsitos ocorridos nos anos 60 e 70, para a Europa), em período de ditadura, mas igualmente outros momentos de partida e (por vezes) regresso, como para o Brasil e o que à época se consideravam colónias, com os seus impactos na sociedade que permanecia. Uma outra valência, centra-se na intervenção direta e pessoal, num Portugal que acolhe e se renova, no que é desde sempre uma das matrizes do território (desde o período de domínio árabe e transcurso moçárabe da Idade Média), atualmente visível na migração dos países da CPLP (mormente Brasil) e Europa de Leste, mas igualmente nas comunidades orientais, sobretudo da China, Índia, Paquistão e Nepal.

A narrativa final, dramatúrgica, assumirá os dois âmbitos num salto temporal e territorial contínuo. O que é migrar e porquê? Quem o fez? A escolha da zona raiana portuguesa, como ponto inicial de desenvolvimento do projeto, passa igualmente pela caracterização da realidade das partidas “a salto”, não descurando que muito do que é partir, por vezes sem mais do que sonhos ou necessidades, ocorre pelas circunstâncias que se impõem, mais do que por escolhas deliberadas. Cruzar fronteiras foi, no Portugal que quase esquece isso três quartos de século depois, a diferença entre viver ou sobreviver. “Era uma vez (…)” é também e em parte, a mala de Walter Benjamin, que ninguém sabe o que continha, ou a razão de nunca a ter abandonado.

Equipa Artística (em definição):
Patrick Murys, Sofia Moura, Dennis Xavier, Pepa Macua, Rui Macário Ribeiro, Inês de Carvalho;
Financiamento: DGArtes – Ministério da Cultura, Républica Portuguesa
Coprodução: Teatro Municipal da Guarda, CENDREV, Teatro-Cine de Pombal

Mais informações: mochosnotelhado.pt

 

 

Sala Estúdio do Teatro Garcia de Resende

22 a 24 de abril, 2025

 

* Participação limitada


A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.

O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.


Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.

Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com

Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.

facebook.com/cendrev.teatro
instagram.com/cendrev.teatro


Autos da Revolução

É o próprio Lobo Antunes que diz: “Não consigo conceber uma história onde as personagens não tenham carne”. Por isso é que as suas criaturas romanescas se encarnam tão naturalmente sobre um palco. Hoje, para falar da Revolução quarenta * anos depois e na situação dramática em que Portugal se encontra, pareceu-me imperativo convocar a linguagem e as imagens interiores deste imenso escritor, sabemos que apenas nos apoiando em poetas rebeldes podemos dar conta dum mundo que mete medo. António Lobo Antunes, ao dirigir o seu olhar para o passado, recusa-se a contribuir para a edificação duma lenda dourada do 25 de Abril. As personagens que cria nos romances que colocam a Revolução como tela de fundo não são nenhuns heróis, mas pessoas comuns, cheias de contradições, que levam uma vida anónima nas margens dos acontecimentos históricos. O espetáculo propõe os relatos cruzados de diferentes personagens: um operário carregador de mudanças, um empregado de escritório militante maoista, uma camponesa explorada numa Quinta, uma burguesa caridosa e um dono de empresas. Cada um recorda o seu 25 de Abril e conta o que sucedeu com ele. Desta confrontação nascem, por certo, perguntas inevitáveis com o andar do tempo e à luz da fervura que sacode o país atualmente.

Pierre-Étienne Heymann (2014) *

 

“Não podemos deixar fechar as portas que Abril abriu”

Como é sabido, o projeto teatral criado em Évora em janeiro de 1975 é, naturalmente, filho legítimo da revolução portuguesa. Daí que, quando o Ministério da Cultura nos lançou o desafio para integrar a programação das celebrações dos cinquenta anos do 25 de Abril, surgiu de imediato a ideia de voltar, mais uma vez, aos textos de António Lobo Antunes. Estes tinham resultado já num primeiro espetáculo em 2004 e numa segunda abordagem, em 2014, numa parceria do CENDREV com a ACTA – Companhia de Teatro do Algarve, ambos os projetos com dramaturgia e direção do nosso amigo Pierre-Étienne Heymann – homem de teatro, profundamente conhecedor da obra deste autor que se debruçou sobre a revolução portuguesa em várias das suas obras.
Convocámos este painel de personagens, desenhados pela poética e perspicácia de Lobo Antunes, para confrontar o público com um conjunto de olhares e inquietações sobre esses acontecimentos que transformaram profundamente a vida do povo português.
Com a Revolução de Abril, não foi conquistada apenas a liberdade e a democracia política, criaram-se também condições para notáveis avanços civilizacionais que hoje estão a ser profundamente delapidados. Sendo o teatro um espaço privilegiado de encontro e reflexão dos homens, este acontecimento maior da nossa História não podia deixar de constituir matéria do nosso trabalho.

CENDREV (2024)

Prólogo e epílogo (A partitura) de Auto dos Danados (1985) e Conhecimento do inferno (1980); Abílio e Militante de Fado Alexandrino (1983); Sofia, Filha do caseiro, Banqueiro de O Manual dos Inquisidores (1996) (Publicações Dom Quixote).

Canções:
El dia que me quieres (Carlos Gardel/Alfredo Le Pera)
Fadinho da prostituta da rua de Santo António da Glória (A.L. Antunes/Vitorino)
Fado Alexandrino (popular)

Espetáculo acompanhado da exposição itenerante LIBERDADE! LIBERDADE! A REVOLUÇÃO NO TEATRO
Integrado nas comemorações dos 50 anos do 25 de Abril.

 

 

FICHA TÉCNICA:

Autor: António Lobo Antunes | Seleção de textos e dramaturgia: Pierre-Étienne Heymann | Direção: Gil Salgueiro Nave e José Russo | Interpretação: Ana Meira, Carolina Pequito, Ivo Luz, Jorge Baião, José Russo e Mariana Ramos Correia | Direção musical: Gil Salgueiro Nave | Execução musical: Mariana Ramos Correia | Iluminação: António Rebocho | Espaço cénico, figurinos e adereços: CENDREV | Comunicação: Helena Estanislau | Fotografia e vídeo: Carolina Lecoq | Direção de produção e Gestão financeira: Cláudia Silvano | Programação e circulação: Patrícia Hortinhas | Costureira: Adozinda Cunha | Design gráfico: Alexandra Mariano | Apoio técnico: Beatriz Sousa e Fabrísio Canifa | Colaboração da equipa do TGR: Ana Duarte, Carlos Mavioso, Margarida Mouro, Miguel Madeira, Sílvia Rosado e Tomé Baixinho | Distribuição: Vítor Fialho | Limpeza: Fernanda Rochinha | Tradução LGP: Associação de Surdos de Évora – Núria Galinha |Agradecimentos: Câmara Municipal de Arraiolos e Câmara Municipal de Évora

 

Apresentações anteriores:

 

Teatro da Cerca de São Bernardo, Coimbra
16 de Abril, 19h00. 2025.

Mora
18 de abril, às 21h30. 2025.

Teatro Garcia de Resende, Évora
21 a 26 de abril, 19h00. 2025.

Casa da Música Jorge Peixinho, Montijo
27 de Abril, 16h00. 2025.

 

Évora
26 de novembro, 19h00. 2024 – Escola Primária do Bairro de Almeirim

Graça do Divor
21 de novembro, 19h00. 2024 – Novo Espaço Recreativo de Nossa Senhora da Graça do Divor (Antigo Lavadouro)

Biblioteca Municipal de Arraiolos

25 de outubro, 2024 – 21h30
26 de outubro, 2024 – 18h00



Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.

Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com

Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.

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A Revolução das Marionetas 1970 - 1980

É com a maior alegria que o Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo acolhe a Exposição A Revolução das Marionetas: 1970-1980 que nos permite evocar não só a transformação política, social e cultural vivida nessas décadas, mas também um fundo longinquo dos vários modos de contar histórias ancestrais através de fantoches.
Esta mostra não seria possível sem a cooperação institucional e amiga do Museu onde nos encontramos, do Museu da Marioneta, do CENDREV – Centro Dramático de Évora e da BIME Bienal Internacional de Marionetas de Évora. É longa a cooperação entre este Museu e a BIME, mas é a primeira vez que o Museu da Marioneta apresenta num Museu Nacional uma exposição que vem do seu labor. É um momento feliz e que faz jus a todos o que amam a Arte e a Liberdade.

Sandra Leandro
Directora do Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo

 

A Revolução das Marionetas no Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo

É um acontecimento pioneiro, e também uma revolução, um Museu Nacional, convidar a arte da marioneta para se apresentar numa das suas salas no âmbito de uma Bienal de marionetas. Foi assim, com enorme satisfação que aceitámos o desafio do MNFMC e do CENDREV para trazer até Évora a exposição A Revolução das Marionetas: 1970-1980, integrada na BIME. Nas décadas de 70 e 80 do século passado as marionetas que agora se expõe abriram um novo caminho no teatro de marionetas: audaciosas, deram voz a dramaturgias inspiradas na mitologia greco-romana, em Gil Vicente, Cervantes, António José da Silva, entre muitos outros, inovaram a sua expressão plástica, multiplicaram as possibilidades de manipulação, colocaram o poder de comunicador privilegiado da marioneta ao serviço de uma educação pela arte. 50 anos mais tarde, dá-se este encontro particularmente feliz em que Museus e Teatro se unem numa cenografia comum na qual o Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo será o novo palco da “Revolução das Marionetas”.
Como diretora do Museu da Marioneta deixo um forte agradecimento a todos os que de modo entusiasta e empenhado deram forma a este projeto, e sem os quais esta ‘revolução’ não teria sido possível.

Ana Paula Rebelo Correia
Diretora do Museu da Marioneta

 

Uma celebração conjunta da Liberdade

Depois de lançado o desafio ao Museu da Marioneta e ao Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo para realizar em Évora a exposição A Revolução das Marionetas: 1970-1980 no âmbito da 17a edição da BIME – Bienal Internacional de Marionetas de Évora, é com grande entusiasmo que vemos concretizado este projeto, uma parceria inédita que torna possível a apresentação de um acervo que testemunha a vitalidade e ousadia de um tempo único da história de Portugal. Um gesto que reforça a importância de integrar as artes performativas na programação museológica e de reconhecer, nas marionetas, uma voz própria no panorama cultural nacional.
Mais do que uma mostra histórica, trata-se de uma homenagem aos criadores e companhias que reinventaram a arte da marioneta em Portugal, transformando-a num espaço de experimentação estética, crítica social e educação artística. A marioneta liberta-se do espaço exclusivamente popular e tradicional, e inicia um percurso de renovação que a leva das ruas para as salas de espetáculo, para as escolas e para os palcos da criação contemporânea, ganhando uma nova centralidade.
Convidamos o público a reconhecer o papel transformador da arte e a celebrar uma herança que continua a inspirar novas gerações de artistas.
Deixamos um agradecimento sincero às nossas instituições parceiras e a todos os que se dedicaram à materialização deste projeto.

José Russo e Ana Meira (CENDREV – Centro Dramático de Évora)
Diretores Artísticos da BIME – Bienal Internacional de Marionetas de Évora

 

 

Fotografias da inauguração: Carolina Lecoq


Residência - Atelier d'écriture au Portugal 2025

Com Fabrice Melquiot, da companhia COSMOGAMA.

Cosmogama é um projeto cultural e artístico desenvolvido em França, Portugal e Suíça. “Atelier d’écriture au Portugal” Este workshop reúne cerca de dez participantes francófonos em torno de um programa composto por escrita, leituras partilhadas, workshops críticos e excursões poéticas a Évora.

De 14 a 18 de abril de 2025, será um atelier de escrita em francês de 42 horas.

Todas as obras jogam com o entremeio que separa a ficção do documentário. Esta separação é também uma junção. Juntos, vamos explorar o entrelaçamento entre ficção e atestado, utilizando como ponto de partida algumas das técnicas de escrita desenvolvidas no workshop Cosmogama (La Nuit des Temps, Chutes, Black Dunk, etc.).

Reportagem, diálogo, inventário, poema, narrativa: vamos compor uma forma que não conhece género, que escuta a realidade e vai para além da realidade, agarrando a mão estendida por Gaston Bachelard: imaginar será sempre maior do que viver.

Os factos, (nunca) mais do que os factos.

 

Esta semana de escrita é reservada aos participantes francófonos maiores de idade. O grupo é limitado a 12 pessoas.

Inscrições por e-Mail

 

Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende

14 a 18 de abril, 2025

 

* Participação limitada


A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.

O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.


Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.

Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com

Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.

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OJSE - Estágio e concerto de Páscoa

O público-alvo deste estágio serão jovens do concelho, com particular foco nos músicos das bandas filarmónicas das freguesias rurais, uma vez que nestas localidades a oferta é mais reduzida ou mesmo inexistente comparativamente ao meio urbano. Este é um projeto que permite ainda uma grande aprendizagem através de um contacto mais aprofundado com a música e com outros jovens formadores. Deste modo estará também a contribuir para melhorar a qualidade das bandas, fomentando até uma maior atração de jovens para esta atividade cultural.

 

Teatro Garcia de Resende

14 a 18 de Abril. 2025

 

Concerto na Praça do Giraldo

19 de abril, 11h00 (adiado devido ao clima)

 

Sujeito a reservas


Dois homens e uma rapariga querem mais da vida. Do interior para a cidade, nos anos sessenta do século passado, da cidade para o interior, na atualidade, a sua história é uma metáfora das migrações nas últimas décadas e, também, das desigualdades territoriais neste canto da Europa.

Texto José Luís Peixoto
Encenação e desenho de luz Miguel Seabra
Interpretação Abel Duarte, Cristiana Sousa e Eduardo Correia
Espaço cénico Hugo F. Matos e Miguel Seabra
Figurinos Hugo F. Matos
Música original e espaço sonoro Rui Rebelo
Fotografia Susana Monteiro
Assistência de encenação Mariana Lencastre
Assistência de cenografia e figurinos Marco Fonseca (Teatro Meridional) e Carlos Cal e Conceição Almeida (Teatro do Montemuro)
Montagem e operação técnica André Reis (Teatro Meridional) e José José (Teatro do Montemuro)
Produção executiva, comunicação Abel Duarte e Sofia Macedo, Joana Miranda (Teatro do Montemuro) e Susana Monteiro, Teresa Serra Nunes, Catarina Pereira (Teatro Meridional)
Gestão financeira e direção de produção Paulo Duarte (Teatro do Montemuro) e Vanessa Alvarez (Teatro Meridional)
Direção artística do Teatro do Montemuro Abel Duarte, Eduardo Correia e Paulo Duarte
Direção artística do Teatro Meridional Miguel Seabra e Natália Luiza
Coprodução Teatro Meridional e Teatro do Montemuro 2025

 

 

Teatro Garcia de Resende

11 e 12 de abril às 19h00



Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.

Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com

Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.

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Informações e reservas:
(+351) 266 703 112 | Contacto

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