A Querela
Pierre de Marivaux, foi um jornalista, dramaturgo e romancista francês.
O teatro de Marivaux retoma o princípio da comédia “A rir se corrigem os costumes” e constrói uma espécie de ponte entre o teatro tradicional italiano da commedia dell’arte e seus personagens (principalmente Arlequim) e o teatro mais literário, mais próximo dos autores franceses e ingleses da época.
Marivaux é considerado por alguns como o mestre francês da máscara e da mentira. Principal instrumento da mentira, a linguagem é também máscara por trás da qual se escondem os personagens.
FICHA TÉCNICA:
O Pó da Inteligência
Kateb Yacine estava no 3º ano do ensino secundário quando ocorreram as manifestações de 8 de Maio de 1945, nas quais participou. Terminaram com o massacre de entre seis e oito mil argelinos pelo exército e polícia franceses no Massacre de Sétif e Guelma. Três dias depois, foi detido e encarcerado durante dois meses. A partir desse momento, tornou-se partidário da causa nacionalista. Mais tarde é expulso da escola secundária, assiste ao declínio da saúde mental da sua mãe e atravessa um período de desânimo, imerso nos escritos de Lautréamont e Baudelaire. O pai manda-o para a escola secundária em Bône (Annaba) onde publica a sua primeira coleção de poesia (1946). Começou a dar palestras sob os auspícios do Partido Popular Argelino, ‘o grande partido nacionalista das massas’. Yacine foi para Paris em 1947, “para a toca do leão”, como depois escreveu. Após a morte do seu pai em 1950, Yacine trabalhou como estivador solitário em Argel. Regressou a Paris, onde permaneceria até 1959. Durante este período, trabalhou com o poeta Malek Haddad, criou laços de amizade com o pintor M’hamed Issiakhem, e em 1954, comunica extensivamente com Bertold Brecht.
A peça ‘O Pó da Inteligência’ (La Poudre d’intelligence) foi encenada em Paris em 1967 e uma versão árabe argelina em Argel em 1969.
Com uma ironia deliciosa, Kateb Yacine pinta um retrato devastador dos representantes das autoridades civis e religiosas: em La poudre d’intelligence, os sultões, Mufti e Ulama são todos tolos. Basta a aparência de um espírito livre, um pensador esquivo apropriadamente chamado Nuage de Fumée, para que todos sejam ridicularizados. Nesta peça de um só ato, a zombaria visa tanto o seu obscurantismo insondável como o eterno conluio de interesses entre os poderosos e os profissionais da religião
FICHA TÉCNICA:
Traducao: Christine Zurbach e Luís Varela | Encenação: Luís Varela | Dramaturgia: Christine Zurbach | Cenografia e Figurinos: Manuel Costa Dias | Adereços: Manuel Costa Dias e Francisco Baião | Mestra de guarda-roupa: Amélia Varejão | Iluminação/desenho de luz: João Carlos Marques | Direção técnica: Mano António | Maquinistas: António Galhano, Arsénio Borrucho e Noé Carloto | Costureiras: Celeste Passinhas, Mariana do Vale, Natividade Pereira, Mariana Verónica, Alcina Casbarra e Maria Celeste Justino.
Actores: Leandro Vale, Alice Vasconcelos, José Caldeira, Avelino Bento, Rui Madeira, Igor Teixeira, Fernando Mora Ramos, Figueira Cid, Rosário Gonzaga, Victor Zambujo, Francisco Baião, Fernando Manuel e Álvaro Corte-Real.
O Eucalipto Feiticeiro, Jerónimo e a Tartaruga
Catherine Dasté, actriz e realizadora, nascida a 6 de Outubro de 1929 em Beaune (França). Herdeira da casa de Copeau, é uma pioneira do teatro do “público jovem”.
O Eucalipto Feiticeiro, Jerónimo e a Tartaruga, é uma peça para crianças escrita com as crianças da escola de Sartrouville, Cirque Montmartre (Théâtre du Soleil – 1968).
Num país distante, um feiticeiro das árvores tornou-se o mestre da aldeia, forçando todos os habitantes a trabalhar para ele, como formigas. Ele só gosta do ruído do trabalho e odeia o som do vento nas árvores. Afugentou todos os animais, mas um dos aldeões, Jerónimo, conseguiu esconder a sua tartaruga. Jerónimo e a tartaruga partiram para encontrar uma maneira de se livrarem da árvore bruxa e salvar a aldeia. No final de uma longa viagem, Jerónimo e a tartaruga, perseguidos pela feiticeira, descobrem a fujara no cimo de uma montanha. Este instrumento musical, que imita o som do vento, matará a bruxa, e graças à fujara, todos os animais poderão regressar à aldeia. Uma grande festa irá celebrar o regresso de Jerónimo, da tartaruga e dos animais.
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A Política dos Restos
Arthur Adamov (França 1908 – 1970), foi dramaturgo e vanguardista notável. Publicou: L`Invasion, La Parodie, Tous contre Tous, Le Professeur Taranne, etc. Foi Inicialmente influenciado por Strindberg e pelo surrealismo, depois optou posteriormente por um teatro de temática social e política, seguindo a linha de Bertolt Brecht. Incontornável para formação do teatro do absurdo.
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Histórias do Ruzante
Angelo Beolco (Itália c. 1496 – 1542), mais conhecido pelo apelido Ruzzante ou Ruzante, era um actor e dramaturgo italiano (veneziano). É famoso pelas suas comédias rústicas, escritas principalmente no dialecto paduano da língua veneziana, com um camponês chamado “Ruzzante”. Estas peças pintam um quadro vivo da vida campestre paduana no século XVI.
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O Preconceito Vencido
Pierre de Marivaux, foi um jornalista, dramaturgo e romancista francês.
O teatro de Marivaux retoma o princípio da comédia “A rir se corrigem os costumes” e constrói uma espécie de ponte entre o teatro tradicional italiano da commedia dell’arte e seus personagens (principalmente Arlequim) e o teatro mais literário, mais próximo dos autores franceses e ingleses da época.
Marivaux é considerado por alguns como o mestre francês da máscara e da mentira. Principal instrumento da mentira, a linguagem é também máscara por trás da qual se escondem os personagens.
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