À Solta
Cenas soltas de obras de Luigi Pirandello, Carlo Goldini e Aristófanes dão forma a este exercício/espetáculo.
As 7 alunas do Curso Profissional de Artes do Espetáculo – Interpretação da ESAG interpretam as personagens que se cruzam na escrita de Pirandello e de Goldoni e que habitam o próprio Teatro, enfim é o teatro a ver-se por dentro. Outra cena solta chega-nos da escrita com mais de 2000 anos de Aristófanes, é uma ideia que resulta da urgência da mudança. As mulheres de Atenas cansadas de verem a cidade sem rumo e malgovernada pelos homens, disfarçam-se de homens e vão para a Assembleia… “Se elas cuidam bem do lar por que não haveriam de tratar bem os assuntos da cidade.”
Projeto desenvolvido numa parceria, que se mantém já há alguns anos, entre a Escola Secundária André de Gouveia – ESAG e o Centro Dramático de Évora – Cendrev, companhia residente no Teatro Garcia de Resende que conta também com o apoio da Câmara Municipal de Évora.
Ficha Técnica:
Direção Artística: Jorge Baião | Assistência de Direção Artística: Ivo Luz, Maria Marrafa | Diretor do Curso e Orientador de Estágio: Carlos Alves | Alunos atores: Inês Madeira, Fátima Nita, Luana Abranja, Luana Rodrigues, Claúdia Godinho, Mónica Casqueira e Sara Miguel | Iluminação: António Rebocho | Sonoplastia: José Diogo | Organização de Guarda-roupa: Rosário Gonzaga | Arranjos de Guarda-roupa: Adosinda Cunha
Produção: CENDREV, Escola Secundária André de Gouveia
31 de março, 1 e 2 de abril
45′
Informações e reservas:
(+351) 266 703 112 / geral@cendrev.com / www.bol.pt
Entrada Livre
Ciclo de Teatro Espanhol
Circuito Ibérico de Artes Cénicas
Uma vez mais o Cendrev apresenta o Ciclo de Teatro Espanhol no Teatro Garcia de Resende, no âmbito do Circuito Ibérico de Artes Cénicas, e que conta com o envolvimento de várias companhias espanholas.
Este projecto continua a focar-se no desenvolvimento das relações teatrais no espaço ibérico contribuindo, assim, para aproximar estas duas realidades através de um maior conhecimento da produção teatral espanhola e da circulação do trabalho do Cendrev em Espanha, numa manifestação clara e inequívoca do interesse nestas relações transfronteiriças.
Ainda que tenhamos consciência que percorremos um caminho que sempre nos vai confrontando com diferentes tipos de obstáculos, estamos seguros de que os passos que damos são uma oportunidade para aprofundar as realidades artísticas no espaço ibérico.

La Confesión
de Antonio Hernández Centeno
Hoje é 17 de julho de 2018. A seleção espanhola acaba de ganhar o Mundial de Futebol. Todos saíram às ruas para festejar e receber os vencedores. A polícia prende Susana Urbano, uma jovem de 26 anos. Ela é acusada de colaborar com uma célula jihadista que pretende atacar os jogadores durante os festejos. Faltam 90 minutos para iniciarem o desfile da vitória. É o tempo que a comissária Manuela Ibáñez tem para obter uma confissão e parar o ataque. O tempo passa e Susana não revela nenhuma informação vital. Entra em cena o inspetor Roberto Espinosa, especialista em grupos terroristas. Um homem sem escrúpulos, que obterá uma confissão final… avassaladora.
Ficha Técnica:
A comissária: Asunción Sanz
O inspetor: David Montero
A detida: Mercedes Bernal
Texto original: Antonio H. Centeno
Iluminação: Diego Cousido
Cenografia: Inés Hengst
Edição sonora: Santiago Recio
Interpretação Txistu: Antonio Temprano
Assessoria sonora: Manuel López
Realização de cenário: Alex García
Adereços: Emilio Sánchez
Vídeo promocional: Aquiles Media
Fotografia: Melissa Guevara y Pablo Bravo-Ferrer
Desenho gráfico: elsegnor3.com
Ayte. de dirección: Efrosina Tricio
Produção: Rafa Herrera
Ideia e direção: Javier Ossorio
Hiperbólicas Producciones
21 de fevereiro – 19h
M/12> 60′
Lugares marcados
informações e reservas:
(+351) 266 703 112 / geral@cendrev.com / www.bol.pt
Bilhete: 8€ (descontos para estudantes, seniores, famílias e grupos)

Amalia y el rio
de Agustín Iglesias
“Amalia y el río” é um relato vivo de algumas das histórias ocultas do mercado negro em La Raya, protagonizado por uma mulher, contrabandista, durante os intermináveis anos do pós-guerra em Espanha. A história passa-se na fronteira da Extremadura com Portugal, La Raya, entre Olivença e Badajoz, durante 1948 e 1958. “Amalia y el río” é baseado na história real de Antonia La Lirina, que o professor de Antropologia Social da Universidade da Extremadura, Eusebio Medina García, recolheu em 2000, juntamente com outros depoimentos de contrabandistas, na sua tese de Doutoramento “O Contrabando na Fronteira Portuguesa: origens, estruturas, conflito e mudança social ”. É a voz de uma mulher forte, inteligente e astuta diante das autoridades vitoriosas que, na fronteira, são polícias e guardas civis, promotores de toda uma espessa rede de contrabando embutida no tecido social.
Ficha Técnica:
Dramaturgia e Direção: Agustín Iglesias
Investigação Etnogáfica: Eusebio Medina
Interpretação: Magda Gª-Arenal Amalia, vozes de outras mulheres Cándido Gómez Homem de Pedra, presenças e vozes masculinas
Cenografia: Marcelino de Santiago
Música: Irma Catalina Álvarez
Teatro Guirigai
23 de fevereiro – 19h
M/12> 90′
Lugares marcados
informações e reservas:
(+351) 266 703 112 / geral@cendrev.com / www.bol.pt
Bilhete: 8€ (descontos para estudantes, séniores, famílias e grupos)

El jardín de Valentín
de Cristina Yañéz
O Jardim de Valentin, baseado em textos de Samuel Beckett, Karl Valentin e Rafael Campos, é uma fábula fantástica que apela o público a compartilhar dessa fantasia. Dois personagens, ou palhaços – porque todos temos algo de cada um – encontram-se num lugar indeterminado que, no entanto, é circunscrito. Para eles, a vida – a vida deles – parece um recomeço infinito, uma passagem eterna cujo destino os leva de volta ao começo. Com a sensação de não poderem evoluir, redobram os seus esforços com a vitalidade necessária para descobrir que além daquele lugar, existem outros mundos. Talvez tenham a coragem de entender que não mais existem, que precisam um do outro, que podem existir um sem o outro. O resto do mundo é amplo, comprido e insondável. Mas eles parecem pequenos, apenas uma partícula de poeira à mercê dos elementos. Enfrentam muitos perigos com a inquietação que a solidão produz. É vital voltar, voltar a esse lugar, a esse círculo, a esse princípio seguro, confortável, antes de admitirem – e esse é um dos maiores conflitos da humanidade – o medo que a liberdade lhes cria. Se sou só para mim, quem sou eu? É a pergunta que se fazem, constantemente, por isso preferem abrir mão da liberdade a sentirem-se incompreendidos ou verem-se sozinhos. O jardim de Valentin é o lugar perfeito para eles, onde podem expor as suas fantasias, ilusões e desejos, sabendo que o fim é apenas o começo. Mas quem se importa: melhor isso do que ser condenado à solidão que a liberdade produz.
Tranvía Teatro
25 de fevereiro – 19h
M/12> 80′
Lugares marcados
informações e reservas:
(+351) 266 703 112 / geral@cendrev.com / www.bol.pt
Bilhete: 8€ (descontos para estudantes, séniores, famílias e grupos)

Quem se chama Saramago
de Cristina Díaz Silveira e Rui Díaz Correia
Quem se chama José Saramago é uma meditação sobre o erro, uma visão sossegada do universo do escritor português em que se confrontam as diferentes fases da sua vida com os livros que as prepararam ou que foram sua consequência; uma vida e uma obra que acabaram por merecer-se; um labirinto em cujo centro reside a ascensão humana contínua de um homem que viveu desassossegado e escreveu para desassossegar.
Ficha Técnica:
coprodução Teatro das Beiras e Karlik danza-teatro
Direção: Cristina D. Silveira
Intérpretes: Jorge Barrantes, Sílvia Morais, Elena Rocha e Tiago Moreira
Músicos: Alberto Moreno e Nuno Cirilo
Dramaturgia: Rui Díaz Correia e Cristina D. Silveira Assistentes de direção: Ana García e Fernando Sena Espaço sonoro: Álvaro Rodríguez Barroso
Vídeo de cena e ilustração: Alex Carot
Desenho de luz e direção técnica: David Pérez
Técnico de luz: Hâmbar de Sousa
Direção de Produção: David Pérez Hernando
Assistente de produção: Celina Gonçalves
Espaço de criação: La Nave del Duende
Vídeo promocional e fotografias: Ovelha Eléctrica
Coprodução Teatro das Beiras e Karlik danza-teatro
26 de fevereiro – 21h30
M/12 > 70′
Lugares marcados
informações e reservas:
(+351) 266 703 112 / geral@cendrev.com / www.bol.pt
Bilhete: 8€ (descontos para estudantes, séniores, famílias e grupos)

Floresta de Enganos
O Cerejal
Co-produção entre CENDREV – Centro Dramático de Évora e Escola de Artes da Universidade de Évora.
Esta co-produção junta no mesmo palco e alunos, antigos alunos, professores e atores profissionais do Cendrev, numa encenação de Ana Tamen.
‘O Cerejal’ de Tchékhov, além de peça emblemática, foi a sua última peça, escrita em 1904. Nesta peça, Tchékhov convida o espetador a refletir sobre questões de grande atualidade, como qual o impacto da ‘turistificação’ na transformação da paisagem.
A cenografia de Luís Santos dá destaque a um dos tesouros do Teatro Garcia de Resende – a grande tela da autoria do cenógrafo e arquiteto italiano Luigi Manini, datada de 1890.
geral@cendrev.com / 266 703 112
Preço Reduzido: €3 (Crianças até aos 12 anos; Grupos e Escolas; Estudantes; M/ 65; Funcionários CMÉ; Cartão PassaPorTeatro) Sindicato Professores da Zona Sul: €4
Ministério da Cultura, Direcção Geral das Artes, Câmara Municipal de Évora, Diário do Sul, Rádio Telefonia, Semanário Registo
Apocalipse Hoje
Dois imensos escritores franceses escolheram escrever textos de teatro acerca destes assuntos. MICHEL VINAVER, importante dramaturgo da segunda metade do século XX, em 11 de Setembro de 2001 (escrito em 2002), junta, em forma de cantata, palavras de vítimas da destruição das Torres Gémeas, de sobreviventes e também de G.W. Bush e de Ossama Bin Laden. LAURENT GAUDÉ, famoso escritor do início do século XXI (Prémio Goncourt 2004), conta em Daral Shaga (2014) a marcha dos emigrantes africanos em direcção à vedação de Ceuta e o sonho do emigrado: trazer tudo sem deixar nada.
geral@cendrev.com ou 266 703 112
Laurent Gaudé (Daral Shaga e O Juramento de Paris)
Niki Gianneri (trechos do poema Andam Espectros pela Europa)
Traduções: Luís Varela
Encenação: Pierre-Étienne Heymann com a colaboração de Rosário Gonzaga
Cenografia e figurinos: Elsa Blin
Música, sonoplastia e direcção musical: Gil Salgueiro Nave
Interpretação: Ana Meira, Jorge Baião, José Russo, Margarida Rita, Maria Marrafa, Rosário Gonzaga e Rui Nuno
Figuração: Ana Coelho, Ana Dias, Danilo Galvão, Margarida Rita e Nuno Zuniga
Vozes: Gil Salgueiro Nave e Takis Sarantopoulos
Direcção técnica e iluminação: António Rebocho
Operação de Luz: António Rebocho
Construção e Montagem: Paulo Carocho, Tomé Antas e Tomé Baixinho
Operação de som e vídeo: João Espanca Bacelar
Contra – Regra: Margarida Rita
Design gráfico: Alexandra Mariano
Gravação e edição vídeo: Ínfimo Frame
Costura: Vicência Moreira
Produção: Cláudia Silvano
Secretariado: Ana Duarte
Preço normal: 6,00 €
Sindicato dos Professores da Zona Sul (SPZS): 4,00€
Descontos 50%:
Cartão Estudante – 3,00€
+ 65 anos, Reformados/Pensionistas – 3,00€
Funcionários da C. M. Évora: 3,00€
Crianças até aos 12 anos: 3,00€
Grupos para mais de 12 pessoas (com marcação prévia): 3,00€
Preço para Grupos Escolares (com marcação prévia) : 3,00€
Cartão PassaporTeatro (estudante): 3,00€ | 3.º bilhete oferta
Funciona o Cartão PassaporTeatro Sénior (Assinatura Anual)
Fantasmas
Este é um texto de alta comédia que, colocando em cena um jogo de enganos e descobertas, recorre à Ilusão como álibi para as traições da vida quotidiana e a luta pela sobrevivência, em Itália logo após a segunda guerra mundial.
A grande Ilusão em cena não é a crença no sobrenatural, mas a crença na força do dinheiro como boia salva-vidas de uma realidade social desestruturada.
“Fantasmas?” não se limita a explorar os temas típicos da comédia popular, nem tem apenas como fim a diversão e o riso. A linha entre ficção e realidade revela a angústia do homem diante da sua própria decadência.
Agora, como diz o povo, as bruxas não existem, mas… neste caso, fantasmas não existem mas…
FICHA ARTÍSTICA
a partir de texto original de Eduardo de Filippo
Tradução: José Colaço Barreiros | Encenação e adaptação dramatúrgica Pedro Estorninho | Assistência de encenação, adaptação dramatúrgica e guarda-roupa Rosário Gonzaga
Interpretação Ana Meira, Hugo Olim, Ivo Luz, Jorge Baião, José Russo, Maria Marrafa, Pedro Oliveira, Rui Nuno, Susana Sá | Desenho de luz e direcção técnica António Rebocho | Desenho de cenografia João Sotero
co-produção CENDREV / TEatroensaio
FICHA TÉCNICA
Produção Cláudia Silvano, Inês Leite | Secretariado Ana Duarte | Construção cenografia e montagem técnica Paulo Carocho, Tomé Antas, Tomé Baixinho | Operação de luz e som António Rebocho | Costura Vicência Moreira | Comunicação Alexandra Mariano, José Neto e Pedro Ferreira | Fotografia Paulo Nuno Silva | Design gráfico Augusto Pires | Agradecimentos Beatriz Sousa e José Lopes
classificação etária M/12
duração 1h45 (aprox.)
Estreia em outubro de 2018





