No dia Seguinte Ninguém Morreu

A partir de “As intermitências da morte” de José Saramago

No dia seguinte ninguém morreu.
A morte faz greve e não aparece. Ou, melhor, não se sabe dela.
Talvez tenha partido para uma reflexão de força maior. Quem sabe? E agora?
Ninguém morre. E sem a morte o sistema como o conhecemos entra em falência. Seguradoras, bancos, agências, hospitais, enfim todos os negócios que têm interesses económicos e que provêm da morte parecem colapsar… até mesmo o Estado – tal como numa pandemia!
Só que a morte regressa e com ela a normalidade (ou uma nova normalidade): ela decide que não é justo aparecer sem avisar e como tal decide enviar previamente uma mensagem para que o destinatário se possa apaziguar com os seus.
Só que há um dia – há sempre um dia – em que uma mensagem é devolvida. Intrigada com aquela situação a morte propõe-se averiguar quem é o sujeito que não recebe a missiva, que se recusa a morrer. Depara-se com um artista, um músico meio ausente. A morte decide ir ver um espetáculo dele para o matar, mas o inimaginável acontece. No dia seguinte ninguém morreu.


Ficha técnica:
Criação: Carlos Marques | Texto: Carlos Marques e Jorge Palinhos | Interpretação: Carlos Marques, Chissangue Afonso, Lúcia Caroço, Filipa Jaques e Pedro Moreira | Figurinos e Cenografia: Chissangue Afonso | Composição Musical: Carlos Marques | Arranjos Musicais: Pedro Moreira | Vídeo: Pedro Moreira e André Tasso | Desenho de Luz: Pedro Bilou | Operação Técnica: Pedro Bilou e Pedro Moreira | Execução de Figurinos: Luísa Sousa | Fotografia de Cena: Joana Calhau | Produção: Alexandra de Jesus | Design: Susana Malhão | Comunicação: Sira Camacho

Trimagisto


21 e 22 de Outubro às 21h30

Informações e reservas:
(+351) 266 703 112 / geral@cendrev.com / www.bol.pt
Bilhete: 8€ (descontos para estudantes, séniores, famílias e grupos)


Tchiloli, uma Tragédia Actual

“Tchiloli, uma tragédia actual”. Exercício – Espetáculo

Embalados pelos ritmos da tragédia do Tchiloli, oito jovens actores debatem as dificuldades que enfrentam
nas suas próprias vidas. Perante a consciência da falta de oportunidades na sua terra natal e a ideia de que
é “lá fora” que se consegue obter melhores condições de vida, torna-se inevitável a discussão: construir uma
casa ou fazer um barco? Onde perseguir os sonhos? Como evitar a rendição?
Com um texto criado colectivamente no grupo de trabalho a partir de improvisações dos actores, ”Tchiloli,
uma tragédia actual” é um exercício-espectáculo que resulta do Laboratório Teatral de São Tomé, realizado
entre Abril e Julho de 2022. A acção de formação, que inclui a presente digressão por Portugal, integra a
programação do projecto RECITE – Rede de Centros de Intercâmbio Teatral nos Países de Língua
Portuguesa, uma parceria entre o Ministério do Turismo e Cultura de São Tomé e Príncipe e a AEGUI –
Associação de Escritores da Guiné-Bissau.

Ficha Técnica:
Texto: Criação Colectiva | Encenação: Andrzej Kowalski | Cenografia e Figurinos: Sara Machado | Desenho de Luz: António Rebocho | Interpretação: Adelaide Taraveira, António dos Santos, Dério Costa, Eufrásia dos Santos, Joel Cabanga, Nalzy do Rosário, Regner Fonseca, Tânia Bruzaca | Assistência de Encenação: Mardginia Pinto | Operação de Luz: Cátia Fernandes | Operação de Som: Leonaldo Andreza | Carpinteiro de Cena: Jamilson Fernandes | Execução de Figurinos: Adejanete Ramos, Eliseu Aguiar, Maiker David | Coordenação de Produção: José Mora Ramos, Myklail de Ceita | Produção: Hermitério Sacramento, Yuri Trindade

Organização: Ministério do Turismo e Cultura de São Tomé e Príncipe e Centro de Intercâmbio Teatral de São Tomé, no âmbito do RECITE, um projecto apoiado pela PROCULTURA, acção do programa PALOP-TL e UE, financiada pela União Europeia, co-financiada e gerida pelo Camões, I.P.

Fotografia: Carolina Lecoq

10 de Setembro às 21h30
M/12

Informações e reservas:
(+351) 266 703 112 / geral@cendrev.com / www.bol.pt
Bilhete: 8€ (descontos para estudantes, séniores, famílias e grupos)


Chovem Amores na Rua do Matador

Baltazar Fortuna está zangado. Com os homens, com a vida, com Deus e consigo mesmo. Fortuna, só lhe coube a do nome. E, sobretudo, está zangado com as mulheres. Com as três mulheres da sua vida. Por isso volta a Xigovia – a pequena vila no Sul de Moçambique, onde elas vivem – com um objectivo claro: matar. Sim, matar. Matar o azar, varrer a má-fortuna e emendar a vida que escolheu viver, mas já não deseja.
No processo, há que matar as mulheres também. São elas as culpadas, disso não duvida. Ele, que sempre teve medo das palavras quer redimir-se nos atos.
O único obstáculo? Elas não querem colaborar, não lhes apetece morrer. Têm ideias próprias. Esse, sabe ele bem, é o problema do Mundo: andarem a meter ideias na cabeça das mulheres. Logo nelas, diz Fortuna, que ‘Desde Eva que andam em contramão’.
A morte vai andar por Xigovia, isso é certo.

Ficha técnica:
Autores: Mia Couto e José Eduardo Agualusa | Dramaturgia: Mia Couto | Encenadores: Clotilde Guirrugo e Vítor Gonçalves | Actores: Angelina Chavango, Horácio Guiamba, Joana Mbalango, Josefina Massango, Violeta Mbilane | Figurinos: Sara Machado | Cenografia: Évaro Abreu | Música: Shigeru Umebayashi | Som: Pedro da Silva Pinto | Luz: Iodine e Quito Tembe | Costureiro: Edmundo Matsiyelana | Designer gráfico: Évaro Abreu | Construção de cenário: António Leonardo, Leonardo Banze e Patrício Simbine | Carpintaria: Charles e Naftal Nhacume | Electricidade: Arlindo Boca | Serralheiro: Sérgio Bambo | Assistentes de Luz: Francisco Baloi e Mateus Nhamuche | Co-produção: FFLC – UEM/ECA/CCU | Produção FFLC (equipa): António Sive, Clotilde Guirrugo, Guilhermina Oliveira, Leonel Matusse Jr, Nelson Matavel, Nunes Chichava, Pablo Ribeiro, Pedro da Silva Pinto| UEM/ECA/CCU (equipa): Alda Costa, Angélica Jamaio, Eulália Matsimbe, Paulino Alfeu | Vídeo: Cine Grupo (equipa) | Patrocínio: Cine Grupo, União Europeia

Fotografias: Carolina Lecoq


M/14

Informações e reservas:
(+351) 266 703 112 / geral@cendrev.com / www.bol.pt
Bilhete: 8€ (descontos para estudantes, séniores, famílias e grupos)


Trio de Damas

Este Projeto visa homenagear três pianistas portuguesas de grande relevância no panorama cultural do séc. XX. Nella Maíssa (Turim, 1914 – Lisboa, 2014), Helena Sá e Costa (Porto, 1913 – 2006) e Olga Prats (Lisboa, 1938 – Parede, 2021). A longeva e brilhante carreira de cada uma destas grandes Damas da música foi, na sua maior parte, dedicada à divulgação da música de matriz autoral portuguesa, por via de incontáveis estreias de obras e pela inspiração e estímulo que proporcionaram aos compositores da sua geração. Também a sua ação pedagógica foi (facto inédito no seu tempo) orientada para essas escolhas. Assim almeja-se neste Projecto a, através da exaltação da sua memória e exemplo, dar a conhecer o repertório de sucessivas gerações de criadores portugueses e internacionais que as três damas tão generosa e brilhantemente trouxeram ao nosso convívio.

Ficha Técnica:
Conceção e Produção: Musicamera Produções

Fotografias: Carolina Lecoq

 

Concertos:

Recital de Piano com Talissa Poliakova
8 março

Recital de Piano por Jill Lawson
7 de Junho

Recital de Piano de Inês Filipe
5 de Julho

18h30
Salão Nobre
M/6

Informações e reservas:
(+351) 266 703 112 / geral@cendrev.com / www.bol.pt
Bilhete: 8€ (descontos para estudantes, séniores, famílias e grupos)


Pequeno retábulo de García Lorca

“Pequeno retábulo de García Lorca” é uma criação original organizada a partir da obra de Federico García Lorca, poeta, dramaturgo e artista plástico espanhol do séc. XX. A “escrita” dramatúrgica que produzimos decorre da abordagem à multifacetada obra do autor; poemas, canções, guiões cinematográficos, etc. O espetáculo decorre da abordagem suportada por sinais que evocam a presença desses movimentos artísticos capazes de despertar a curiosidade e interesse nos espetadores de hoje, promovendo o encontro com estéticas artísticas que constituíram matéria de referência, confirmando consistentemente a universalidade da obra do autor como um valioso contributo para a edificação da ideia de cultura e da sua importância no desenvolvimento das sociedades. Obra que é um património da humanidade e, como tal, merecedora de reencontro para ser de novo contada ao público do nosso tempo, público heterogéneo, a quem queremos estimular e convidar para a fruição do teatro e das artes em geral, abrindo mais um espaço de análise que incentive a sua sensibilidade e o seu sentido crítico. A nossa proposta contém ainda uma renovada e sempre estimulante leitura sobre os conceitos do “popular” e “erudito”, estabelecendo uma ponte entre as artes tradicionais e a criação contemporânea. O teatro como uma arte multidisciplinar com recurso a linguagens diversas.

Ficha técnica:
Autor: Federico Garcia Lorca | Dramaturgia e Encenação: Gil Salgueiro Nave | Cenografia, figurinos e cartaz: Luís Mouro | Desenho de luz, operação de luz e som e edição vídeo: Hâmbar de Sousa | Confecção de figurinos: Sofia Craveiro | Adereços: Luís Oliveira e Roberto Álvarez Gregores | Insuflável: Denise Collin | Carpintaria: Ivo Cunha | Produção: Celina Gonçalves | Fotografia e Vídeo: Ovelha Eléctrica | Interpretação: Gonçalo Babo, Paulo Monteiro, Sílvia Morais, Susana Gouveia e Tiago Moreira
Teatro Das Beiras

 

15 e 16 de Junho às 22h
LOCAL: Largo 1º de Maio

Informações e reservas:
(+351) 266 703 112 / geral@cendrev.com / www.bol.pt


(R) Existir

Mais do que responder, pretendemos questionar. Este é um trabalho que pretende questionar o papel da arte na revolução e a forma como esta habita nas formas artísticas. Esta inquietação responde à memória do passado, a fragilidade do presente e às inquietações do futuro.
É neste panorama que nos parece ser favorável o encontro destas duas companhias, separadas pelo oceano e pela história, mas juntas nas suas preocupações.
A revolução ainda é possível? A arte ainda oferece resistência ou apenas resiste? O passado pode fortalecer o presente e impulsionar as utopias futuras?
Estas são algumas das questões que impulsionam a realização deste projeto, que certamente só levantará mais.

 

FICHA TÉCNICA:
Direção Artística: Beatriz Sousa, Catalina Devia, Francisco Medina Donoso, Ivo Luz e Rosário Gonzaga | Encenação: Francisco Medina Donoso | Espaço cénico: Catalina Devia Garrido e Francisco Medina Donoso | Iluminação: Catalina Devia Garrido | Apoio à execução de adereços: Filipa Madeira | Sonoplastia: Jaime Muñoz | Apoio à sonoplastia: Fernando Mendes | Direção audiovisual: Infímo Frame | Interpretação: Ivo Luz; Luz Jimenez e Rosário Gonzaga; | Design: Alexandra Mariano | Direção Técnica: António Rebocho | Operação de Som: Arnald Blasco | Operação de Luz: Francesc Bosch | Recolha de material audiovisual: José Coimbra e Tiago Guimarães | Direção de produção: Claudia Silvano | Produção executiva e Direção de Cena: Beatriz Sousa | Secretariado: Ana Duarte | Apoio à Direção de Cena: Kathleen Louise | Fotografia e Comunicação: Carolina Lecoq | Tradução LGP: Núria Galinha | Equipa técnica: Tomé Baixinho e Miguel Madeira | Dramaturgia (a partir de materiais diversos): Cendrev e Teatro Niño Proletário | Agradecimentos: Teatro Oriente de Providencia, Santiago de Chile; Daniela Contreras;


Informações e reservas:
(+351) 266 703 112 | Contacto

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