Vou ou Não Vou Esta Noite ao Teatro?

A dramaturgia de Karl Valentin integrou um movimento anti-racional claramente contra a guerra e os padrões estabelecidos para a sua época.

Um teatro que se opõe a qualquer tipo de equilíbrio que combina o pessimismo irónico e a ingenuidade radical. Um teatro que enfatiza o ilógico e o absurdo e que apesar da sua aparente falta de sentido tem como estratégia principal denunciar e escandalizar.
Uma aposta numa dramaturgia que continua a fazer todo o sentido nesta Europa, também hoje caótica, em que a insistência na falta de lógica e na gratuitidade dos acontecimentos deixa de ser um absurdo e passa a funcionar como um espelho crítico de uma realidade incomoda.
Um jogo em redor das palavras com um humor verdadeiramente desconcertante.

 

Texto: Karl Valentin
Encenação: José Russo
Interpretação: José Russo, Maria Marrafa e Rui Nuno
Desenho de Luz: António Rebocho
Apoio técnico: Tomé Baixinho, Paulo Carocho,
Fotos: Paulo Nuno Silva

 


História Breve da Lua

A lua sempre esteve presente na nossa vida, nos nossos mitos, nas nossas crenças, no nosso imaginário, no nosso apetite visionário da descoberta do que existe para além de nós.

Está aqui tão perto. Tínhamos que lá ir visitá-la. Primeiro nas histórias, nos sonhos, na literatura.

O génio do António Gedeão pegou na tradição e tornou um conto muito antigo em poesia.

Juntou a poesia à ciência, quis pôr tudo no palco e escreveu a História Breve da Lua.

Nós quisemos juntar os actores aos bonecos e fazer uma sentida homenagem a um vulto maior da nossa literatura e partilhá-la com todos.

 

FICHA TÉCNICA:
Encenação: Rui Nuno | Cenografia e figurinos: Helena Calvet | Música: Vitor Círiaco | Interpretação: Jorge Baião, Maria Marrafa e Rui Nuno | Iluminação e direção técnica: António Rebocho | Construção e montagem: Paulo Carocho, Tomé Baixinho e Tomé Antas | Secretariado: Ana Duarte | Produção: Cláudia Silvano | Comunicação: Alexandra Mariano e José Neto | Fotografia: Paulo Nuno Silva | Design gráfico: Milideias – Rui Belo | Agradecimentos a Domingos Galésio e António Saias | duração 50 min.

 

Digressão em 2018:

Dia 31 de Maio, às 18h30 : Teatro La Fundición – Sevilha |

Dia 14 de Junho às 15h00 : Casa do Povo Torre de Coelheiros |

Dia 19 de Junho 11h00 : Espaço GURA – Azaruja |

Dia 21 de Junho 14h30 : Escola Primária de Guadalupe |

Dia 27 de Junho 11h00 : Casa do Povo de S. Manços |

Dia 3 de Julho 11h00 : Casa do Povo de S. Miguel de Machede |

Dia 5 de Julho 10h30 : Casa do Povo dos Canaviais |

Dia 17 de Julho às 15h00 : Centro Paroquial Nossa Senhora de Fátima (Bacelo) |

Dia 20 de Julho às 14h30 : Centro Social de N.ª Senhora da Boa-Fé |

Dia 24 de Julho às 14h30 : Recolhimento Ramalho Barahona (Lar Barahona) |

Dia 26 de Julho às 14h30 : Grupo Desportivo Unidos da Giesteira |

Dia 16 de Setembro – às 16h00 : Centro Cultural de Redondo |

Dias 27 e 28 de Setembro : Oficina de Artes da Escola EB 2/3 Cunha Rivara – Arraiolos |

Dia 2 de Novembro – às 18h00 :La Nave del Duende – Casar de Cáceres |

Dias 7 e 8 de Dezembro: Teatro da Cerca de São Bernardo – Coimbra


Sozinho

“Não falo com ninguém há mais de três semanas e a minha voz parece ter de alguma forma encolhido, não tem timbre e é quase inaudível; esta manhã, a criada não compreendeu nada do que eu lhe dizia, e fui obrigado a repetir várias vezes a mesma coisa. Isto deixou-me inquieto.”
Este fragmento de “Seul” obra escrita por August Strindberg nos últimos anos de vida, onde o grande dramaturgo sueco faz uma verdadeira autópsia da sua solidão, foi o ponto de partida para Börje Lindström construir este “Sozinho” que agora preparamos.

 


FICHA TÉCNICA
:

Encenação: Rosário Gonzaga | Cenário e figurinos: Leonor Serpa Branco | Ambiente sonoro: Tó Zé Bexiga

Atores: Rui Nuno e Maria Marrafa

Datas em circulação:

Estreia 11 de maio, 2017

21h30

Teatro Garcia de Resende


Ñaque ou sobre piolhos e actores

“ÑAQUE… Dois homens que apenas trazem consigo uma barba de samarra, que tocam tamborim e cobram a meio-vintém… Que vivem satisfeitos, dormem vestidos, caminham nus, comem esfomeados, despiolham-se no verão nas searas, e no inverno, com o frio, não sentem os piolhos…”

FICHA TÉCNICA:

Encenação e interpretação: José Russo e Jorge Baião
Cenografia e guarda-roupa: Helena Calvet
Partitura musical: Domingos Galésio
Iluminação: António Rebocho

21 de abril a 1 de maio, 2016
Teatro Garcia de Resende


Borda Fora

Michel Vinaver. Escritor e dramaturgo francês. Em 2006, ele foi premiado com o Grande Prêmio du Théâtre de L’Académie Française.

MICHEL VINAVER – SOBRE “BORDA FORA”

“Não há, em Borda Fora, personagem central a não ser à própria empresa,e, no interior da empresa, figuras mais do que personagens. Não sei se se pode ligar esse facto a de Gaulle e ao episódio histórico do gaullismo, mas em todo o caso o meu regresso ao teatro produziu-se através do apagamento da personagem. O que vem em vez da personagem não é um
vazio mas sim qualquer coisa de novo no meu percurso, de novo talvez mesmo num plano mais vasto, a saber que o lugar antes ocupado pela ou pelas personagens é agora ocupado por um sítio, e por uma população que habita esse sítio, uma existência plural à partida.
(…) sendo a empresa uma empresa de papel higiénico, é de merda que se trata em todos os Processos vitais e mentais da sociedade; mas mais precisamente, pode definir-se esta peça dizendo que ela põe em jogo a dupla hélice da digestão e da excreção. Esta dupla hélice, sem que tivesse havido alguma intenção metafórica, é o meio de contar como funciona o sistema económico em que nos encontramos, como funcionam as pessoas no meio desse sistema, e como há inter-relação entre o funcionamento do sistema € os diferentes funcionamentos individuais,
(…) Há, com Borda Fora, como que um reencontro com a linguagem. Com uma linguagem que não é forçosamente verdadeira ou certa em relação ao falso, são estas categorias que desaparecem. Elas voltarão depois, mas ali, naquela peça, elas desaparecem porque cada um dos que falam está a tal ponto ligado a uma função no sistema que a palavra, mesmo quando grotesca, e ela pode sê-lo como pode ser neutra, está enraizada. Há um enraizamento e, desse ponto de vista, há como que uma espécie de sobressalto de esperança em comparação com as outras peças. A palavra não tem um carácter devastado, e eu penso que isso tem a ver com uma deslocação do que tinha sido a minha referência até esse momento, isto é, a tragédia grega e também a comédia grega, para uma outra forma que é a epopeia, e muito precisamente a Ilíada. Enquanto trabalhava Borda Fora tinha a Ilíada em filigrana na cabeça porque, para mim, a guerra económica que eu contava tinha um carácter épico, não no sentido que Brecht dá ao termo, mas no sentido da epopeia homérica. Em que é que esta se define? De peripécia em peripécia, há uma jubilação do instante presente na sua realização; há uma ausência de medo perante a morte, de medo do futuro, uma ausência de relação forte com o passado; tudo está em pico, em cume sobre o instante. Ora parecia-me que o sistema económico em batalha, no momento em que eu escrevia Borda Fora, só podia ser compreendido através desta referência histórica à epopei

(Excertos duma entrevista de Michel Vinaver com Jean Loup Rivitre publicada no nº 47 de Repertoire du Théârre Populaire Romand)

 

 

Ficha Técnica:

Tradução: Christine Zurbach e Luís Varela
Encenação: Pierre-Etienne Heymann
Assistente de encenação: José Russo e João Sérgio Palma
Cenografia e Figurinos: José Carlos Faria
Organização musical: Gil Salgueiro
Adereços: António Canelas
Guarda-roupa: Natividade Pereira
Coreografia/movimento: Ana Moura
Direcção de produção: Josefa Costa
Direcção técnica e Iluminação: João Carlos Marques
Operação de luz: António Rebocho
Operação de som: Nuno Finote
Direcção de montagem/construção: António Galhano
Maquinistas: Joaquim Medina, Carlos Oliveira e Victor Fialho
Costureiras: Mariana do Vale, Vitória Almaça, Alcina Casbarra e Maria Teresa Ferreira
Fotografia de cena: Álvaro Corte-Real e Nuno Finote
Grafismos: Cristina Oliveira e Acácio Carreira
Secretariado: Ana Pereira
Registo de vídeo e apoio publicitário: Cendrevídeo
Técnicos de iluminação: António Plácido e António Rebocho

Músicos/execução musical: Gil Salgueiro Nave, António Baguinho e Luís Cardoso
Bailarinos: Carla Fernandes, Carlos Rosado e Nélia Pinheiro

Actores: Fernando Mora Ramos, Mário Barradas, Carla Fernandes, Nélia Pinheiro, Carlos Rosado, João Sérgio Palma, Rui Nuno,
Isabel Lopes, Isabel Bilou, Álvaro Corte-Real, José Russo, Victor Santos, Jorge Baião, António Plácido, João Azevedo, Vicente deSá, Ana Meira, Maria João Toscano, Rosário Gonzaga, Gil Salgueiro Nave, António Baguinho e Luís Cardoso

 

Datas em circulação:

Estreia no Teatro Garcia de Resende, Évora, em outubro de 1991

Évora: 26 sessões, 3.027 espectadores
Digressão: 7 sessões, 751 espectadores


Pequeno Peso Pluma

FICHA TÉCNICA:

Encenação: Fernando Mora Ramos
Assistente de encenação: Rui Nuno s
Cenografia e Figurinos: Vasco Fernando
Música: Gil Salgueiro Nave
Adereços: Vasco Fernando, acompanhado por Isabel Bilou
Guarda-roupa: Natividade Pereira
Direcção de montagem/construção: António Galhano, assistido por Joaquim Medina

Actores: Maria João Toscano, Jorge Baião e Vicente de Sá

 

Datas em circulação:

Estreia no Cineteatro de Arraiolos, em novembro de 1990

Évora: 11 sessões, 1.045 espectadores
Digressão: 23 sessões, 1.827 espectadores


Informações e reservas:
(+351) 266 703 112 | Contacto

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