Helm
Hans Günter Michelsen foi um dramaturgo e escritor alemão conhecido por seus dramas experimentais das décadas de 1960 em diante, que utilizam linguagem artificial e indicações cénicas precisas para criticar as estruturas sociais e económicas da Alemanha do pós-guerra.
Helm é uma das peças experimentais que se seguiram ao sucesso inicial de Michelsen com Stienz, sendo regularmente encenada em importantes teatros alemães e incluída em antologias influentes da época . À semelhança do seu trabalho mais amplo, a peça utiliza uma linguagem artificial e uma estrutura rítmica e não naturalista para fazer observações incisivas sobre as ideologias do quotidiano e as dinâmicas de mercado, refletindo a sua crítica às estruturas sociais e económicas da Alemanha do pós-guerra
Tradução: (da versão francesa): Mário Barradas. Revisão (texto original): A.M. Carolla Meierrose
Encenação: Mário Barradas
Cenografia e Figurinos: José Carlos Faria
Banda sonora: Gil Salgueiro Nave
Adereços: António Canelas
Guarda-roupa: Natividade Pereira
Iluminação/desenho de luz: João Carlos Marques, assistido por António Plácido e António Rebocho
Operação de luz: António Plácido
Operação de som: António Rebocho
Direcção de montagem/construção: António Galhano
Maquinistas: Joaquim Medina e Luís Cardoso
Atores: Gil Salgueiro Nave, José Russo, Mário Barradas, Victor Santos
Estreia no Teatro Garcia de Resende, Évora, em fevereiro de 1991
Évora: 17 sessões, 1.122 espectadores
Digressão: 8 sessões, 594 espectadores
Pequeno Peso Pluma
FICHA TÉCNICA:
Encenação: Fernando Mora Ramos
Assistente de encenação: Rui Nuno s
Cenografia e Figurinos: Vasco Fernando
Música: Gil Salgueiro Nave
Adereços: Vasco Fernando, acompanhado por Isabel Bilou
Guarda-roupa: Natividade Pereira
Direcção de montagem/construção: António Galhano, assistido por Joaquim Medina
Actores: Maria João Toscano, Jorge Baião e Vicente de Sá
Estreia no Cineteatro de Arraiolos, em novembro de 1990
Évora: 11 sessões, 1.045 espectadores
Digressão: 23 sessões, 1.827 espectadores
Ciúmes, Queixumes e Azedumes
Miguel de Cervantes (1547–1616), é considerado o maior escritor da literatura espanhola e autor da obra-prima “Dom Quixote de La Mancha” (1605), revolucionou a narrativa moderna com sua mistura de humor, tragédia e crítica social. Sobrevivente da Batalha de Lepanto (onde perdeu a mão esquerda), Cervantes enfrentou prisão, dívidas e obscuridade antes de alcançar imortalidade literária. Sua obra, uma sátira aos romances de cavalaria, tornou-se símbolo universal da luta entre idealismo e realidade, solidificando seu legado como “pai do romance moderno”.
O texto desta peça é construído a partir de 3 dos 8 entremezes conhecidos de Cervantes; o Velho Ciumento, A Gruta de Salamanca e O Soldado Vigilante. Entremés é uma obra dramática que se apresenta nos intervalos de uma obra maior, e sua função era entreter as pessoas.
Para nos ajudar a entender os entremeses, Garrido Ardila oferece-nos a sua perspetiva sobre estas obras cervantinas: “…’Cervantes transforma os arquétipos das gerações anteriores em seres de carne e osso, com seus defeitos, virtudes e problemas, que falam em uma linguagem de múltiplos registros, ouvida na rua, mas submetida a um processo criativo renovador'”.
FICHA TÉCNICA:
Encenação: Mário Barradas e Gil Salgueiro Nave
Assistente de encenação: João Sérgio Palma e Rui Nuno
Dramaturgia: José Carlos Faria
Cenografia e Figurinos: José Carlos Faria
Música: Gil Salgueiro Nave
Guarda-roupa: Natividade Pereira
lluminação/desenho de luz: António Plácido
Direcção de montagem/construção: António Galhano
Costureiras: Victória Almaça, Celeste Passinhas, Margarida Veiga e Ana Maria Veiga
Mestra de bailado: Amélia Mendonza
Equipa técnica: António Plácido e Vicente de Sá
Músicos/execução musical: João Sérgio Palma e Luís Cardoso
Actores: Rosário Gonzaga, Ana Meira, Victor Santos, João Sérgio Palma, Rui Nuno, José Russo, Isabel Bilou, António Plácido, Gil Salgueiro Nave, Vicente de Sá e Luís Cardoso
Estreia em agosto de 1990
Évora: 8 sessões, 1.027 espectadores
Digressão: 15 sessões, 2.654 espectadores
Físicos e Farelos
Gil Vicente (c. 1465 – c. 1536) é considerado o primeiro grande dramaturgo português, além de poeta de renome. Enquanto homem de teatro, parece ter também desempenhado as tarefas de músico, ator e encenador. É considerado o pai do teatro português, ou mesmo do teatro ibérico, já que também escreveu em castelhano — partilhando a paternidade da dramaturgia espanhola com Juan del Encina.
FICHA TÉCNICA:
Encenação: Fernando Mora
Cenografia e Figurinos: João Vieira
Música: Gil Salgueiro Nave
Iluminação/desenho de luz: António Rebocho e António Plácido
Direcção de montagem/construção: António Galhano
Técnicos: Jorge Baião e Nuno Finote
Actores: Fernando Mora Ramos, Álvaro Corte-Real, Victor Zambujo, Jorge Baião, Isabel Lopes e Maria João Toscano
Estreia no Teatro Garcia de Resende, Évora, em agosto de 1990
Évora: 24 sessões, 2.820 espectadores
Digressão: 17 sessões, 1.831 espectadores
A Ilusão Cómica
Pierre Corneille foi um dramaturgo de tragédias francês. Geralmente considerado um dos três grandes dramaturgos franceses do século XVII, junto com Molière e Racine.
Esta peça pode ser considerada como o fim de uma aprendizagem, durante o qual o autor demonstra suas proezas literárias. Em A Ilusão Cómica, Corneille faz uso de todos os gêneros teatrais: o primeiro ato é um prólogo inspirado no estilo pastoral, os seguintes três atos são uma comédia imperfeita com o personagem ridículo Matamore no centro. O quarto e o quinto atos evoluem para uma tragicomédia com seus episódios de rivalidade, prisão e até morte. A ilusão Cómica é, portanto, um resumo de um universo teatral, e é nesta peça que Corneille mostra seu domínio do teatro como um todo.
FICHA TÉCNICA:
Tradução: Regina Abramovici
Encenação: Fernando Mora Ramos
Assistente de encenação: VIctor Zambujo e joão Sérgio Palma
Cenografia e Figurinos: José Carlos Faria
Música: Carlos Alberto Augusto
Máscara: Victor Zambujo
Guarda roupa: Natividade Pereira
Direcção de produção: José Alegria e Carlos Mota
Banda sonora/sonoplastia: Nuno Finote
Iluminação/ desenho de luz: João Caros Marques, António Plácido e António Rebocho
Direcção de montagem /construção: António Galhano
Fotografia de cena: Nuno Finote
Grafismos: Olga Moreira
Secretariado: Ana Pereira
Actores: Rui Nuno, Victor Santos, Mário Barradas, João Sérgio Palma, Isabel Bilou, Victor Zambujo, Rosário Gonzaga, José
Alegria e Jorge Baião
Estreia em Abril de 1990
Évora: 19 sessões, 478 espectadores
Jojo - História de Um Saltibanco
Texto traduzido do original de Michael Ende, um escritor de fantasia alemão tanto de adultos como para o público infanto-juvenil. Os seus livros foram traduzidos para mais de 40 idiomas e vendeu milhões de cópias.
Alguns de seus trabalhos foram adaptados para o cinema, para peças de teatro, óperas e áudio-livros. Ende é um dos mais populares escritores alemães e um dos mais famosos do século XX, em especial devido ao sucesso de sua ficção infanto-juvenil. Sua escrita pode ser definida como uma mistura surreal de realidade e fantasia.
Jojo é uma fábula que entrelaçar a realidade e a fantasia, explorando a luta de uma empresa de circo em deterioração contra uma indústria química, enquanto o Saltimbanqui Jojo conta uma história que critica o abuso do meio ambiente e a desumanização do mundo.
FICHA TÉCNICA:
Encenação e música: Gil Salgueiro Nave
Cenografia, figurinos e adereços: Virginia Fróis e Vasco Fernando
Banda sonora e montagem musical: José Liaça. Estúdio de gravação Jalyson
Iluminação/desenho de luz: João Carlos Marques e António Rebocho
Carpinteiros de cena: António Galhano e Carlos Godinho
Costureiras: Natividade Pereira, Natalícia Martins, Victória Almaça, Ana Maria Veigae Margarida Godinho
Assistência de produção: Jorge BaiãoAtores: Ana Meira, Maria João Toscano, Isabel Bilou, João Sérgio Palma, José Russo, Álvaro Corte-Real e Rui Nuno.
Estreia em novembro de 1989
Geral: 38 sessões, 3.986 espectadores
Évora: 17 sessões, 1.466 espectadores
Digressão: 21 sessões, 2.520 espectadores




