Passos na Floresta
Embrenhar-se na Floresta, na fixação cénica de uma alusão simbólica e evocativa, é o princípio desta pesquisa/ criação: da caminhada, do desejo, da esperança, do amor, do desespero, da redenção, da alegria. A Floresta também se configura como destino derradeiro quando, por exemplo, invade as ruínas das cidades. A Floresta vive e expande-se nos recessos da humanidade. A Floresta não protesta, adapta-se. A Floresta habita-nos sem que necessariamente tomemos consciência dessa simbiose, do mútuo habitar que agride as árvores e condiciona, cada vez mais, a vida humana. Há também a formidável capacidade das árvores , da vegetação em geral, para encontrar mecanismos de adaptação e sobrevivência.
Quando entramos na Floresta, quando damos Passos, assemelha-se a uma iniciação , a uma etapa venturosa, de compreensão. Os Passos na Floresta são o início de uma passagem sem um destino evidente. Podemos alvitrar que do destino da Floresta não faz necessariamente parte o destino humano. E, todavia, é lá, no âmago da Floresta, após caminhadas persistentes, após a demanda esforçada, após a perdição, que encontramos o Hotel dos Mortos.
Mortos são aqueles que viveram e que perduram no espírito dos vivos.
Os hóspedes do Hotel dos Mortos, os Mortos, retomam no Hotel, as vidas que viveram : o que foram, momentos-chave determinantes, ecos da sua azáfama, do seu entusiasmo, da sua alegria. Os Mortos falam, amáveis, generosos e sem pressa. Têm tempo.
Neste laboratório-espetáculo uma jovem, nos seus 20 anos, Maybe Tenderness, sofre um desgosto; uma morte violenta da qual não consegue recuperar. Refugia-se nos animais, só se sente bem com eles; teme as pessoas, a sua brusquidão e inconstância. Maybe Tenderness ouve um dia falar de “cães radioativos” que habitam na Floresta. Estranha a notícia; não acredita. Contudo algo a impele a embrenhar-se na Floresta, tentando perceber do que se trata.
Nesse périplo encontra uma cadela radioativa, que fala, como nas fábulas , Ozymandias. Ozymandias descreve-lhe o Hotel dos Mortos.
Na segunda parte do périplo, Maybe Tenderness, chega ao Hotel dos Mortos. Aí tem a oportunidade de conhecer personagens/versos, lances poéticos com um conteúdo figurativo, personificado : Veríssimo, aquele a quem a verdade nunca doeu; Dolorosa, a ingrata, que não sabe responder; Évoramonte lembrando a sua amada diante de um copo de whiskey; o Rei Gonçalo e a sua valsa trémula; Nogueira, o velho, a desfazer-se das lamelas dos comprimidos e a adormecer na sombra de uma tamargueira; Fernanda a mãe sorridente que explica álgebra ; Luzia a amante carinhosa que dobra lençóis.
Teatro Garcia de Resende
A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.
O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.
Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.
Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com
Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.
VER&APRENDER : A Tourada
A tourada é um espetáculo inspirado na tradição das marionetas portuguesas. De forma divertida e participativa, um touro muito rebelde enfrentará os toureiros, entre golpes, quedas e gargalhadas de miúdos e graúdos. Um final surpreendente, onde o amor triunfará, será a cereja no topo desta proposta que dois comediantes levam no seu carro, pelas estradas e caminhos desta maravilhosa península ibérica.
Ficha Artística:
Produção: Caricata Teatro | Texto e encenação: David Fariza | Marionetas e cenografia: David Fariza e Sandrine Costa | Interpretação: David Fariza e Sandrine Costa
Piscinas Municipais – Inserido no programa Okupa-te da CME
29 de julho, 14h00 (Okupa-te)
30 de julho, 11h00 (Okupa-te) e 14h00 (publico geral)
A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.
O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.
Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.
Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com
Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.
A Sapateira Prodigiosa
Voltamos, uma vez mais, ao contacto com o público no Largo do Chão das Covas, um espaço de programação de verão, num período do ano em que o público dificilmente se desloca às salas para ver teatro. Vamos preparar um espetáculo capaz de garantir a animação desta praça do centro histórico da cidade e, neste propósito, contamos também com o apoio dos serviços municipais. Estes momentos de teatro, em que os cidadãos podem assistir mais do que uma vez ao espetáculo, ganham particular significado para o público que participa generosamente. Estamos convencidos de que esta é uma boa forma de sensibilizar franjas de público que não tocamos de outra maneira.
Este trabalho que apresentamos em julho de 2024 acontece na sequência do espetáculo estreado em 2022, “Amor de Dom Perlimplim com Belisa em seu Jardim”, agora trata-se da peça “A Sapateira Prodigiosa” para concluir este ciclo de trabalho com a dramaturgia de Federico Garcia Lorca.
Referir ainda que se trata de um processo criativo pensado em 2021, uma vez que para além de contar com a mesma equipa criativa, prevê igualmente a base do dispositivo cénico já utilizado no espetáculo anterior. Para falar sobre as virtudes deste grande texto dramático deixamos algumas palavras do autor ditas em 1933 quando da montagem que dirigiu: “A sapateira é uma farsa, ou melhor, um exemplo poético da alma humana, e apenas ela tem importância dentro da peça. As restantes personagens limitam-se a servi-la. A cor da obra é acessória e não fundamental como noutra espécie de teatro. Eu próprio poderia ter situado este mito entre os esquimós. A palavra e o ritmo podem ser andaluzes, mas não a substância. E a sapateira não é uma mulher em especial, mas todas as mulheres… No coração de todos os espetadores, há uma sapateira que voa.”
FICHA TÉCNICA:
Autor: Federico García Lorca | Encenação: José Russo | Interpretação: Ana Meira | Carolina Pequito | Ivo Luz | Mariana Correia | Jorge Baião e José Russo | Cenário, figurinos e adereços: Filipa Malva | Direção musical e design sonoro: Hugo Monteiro | Desenho de luz: António Rebocho | Operação luz: Fabrisio Canifa | Operação de som: Beatriz Sousa | Tradução LGP: Associação de Surdos de Évora – Núria Galinha | Fotografia e vídeo: Carolina Lecoq | Design gráfico: Alexandra Mariano | Execução de figurinos: Adozinda Cunha e Eliana Valentine | Execução de cenário: Serralharia Pedro & Pegacho, Lda e Hélder Cavaca | Comunicação: Helena Estanislau | Direção técnica: António Rebocho | Direção de produção: Cláudia Silvano | Produção executiva: Beatriz Sousa | Apoio administrativo: Inês Guerra | Apoio técnico da equipa do TGR: Ana Duarte, Carlos Mavioso, Margarida Mouro, Miguel Madeira, Paulo Carocho e Tomé Baixinho | Distribuição: Vítor Fialho | Limpeza: Fernanda Rochinha | Estagiários do Curso Profissional Intérprete/ Ator/ Atriz da Escola Secundária André De Gouveia – Évora: Eduardo Freitas, Maria Gabriela Prates e Mariana Dias | Agradecimentos: Câmara Municipal de Évora
Largo do Chão das Covas
dias 13 e 20 de julho, 2024


Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.
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Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com
Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
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VER&APRENDER : Senhor Sabão
Uma animação de rua deambulante, que recria o imaginário e a memória dos vendedores ambulantes, que usavam a bicicleta como meio de transporte e como local de venda. A mercadoria carrega emoções e surpresas de um mundo onde o sabão é a matéria-prima em constante transformação. Durante a contemplação deste elemento engenhoso apela-se à participação e à interação de todos.
FICHA TÉCNICA
Performers: Artur Carvalho, Bruno Estima, David Valente | Criação: Artur Carvalho, Bruno Estima, David Calhau, David Valente | Construção do objeto: Projecto EZ | Produção: WeTumTum
Parque Infantil, integrado na Feira de S. João
23 e 24 de junho, 19h00
A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.
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Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
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A Boca de Senna : Exercício-Espectáculo
Alunos da Licenciatura em Teatro da Escola de Artes da U.E.
Dono e cão, dois seres distintos, partilham uma história conturbada e melancólica. Kiko, com a sua ingenuidade, confia em Manuela para revelar um grande segredo e talvez esse tenha sido o seu grande erro. Manu, com todos os seus dilemas, vai-se afogando nas suas ações, chegando ao ponto de ser-lhe impossível saber o que é moralmente correto. Entre conversas, discussões e carícias, um distancia-se e o outro apega-se.
Eles amam, eles sofrem, eles choram, eles riem, eles magoam-se… até chegar ao limite.
FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA
Criação/interpretação: Ana Mendes, Bruna Calado, Nicole Gil | Coordenação: Ana Tamen, Beatriz Cantinho, Isabel Bezelga, Renato Machado | Texto: Bruna Calado
Apoio dramatúrgico: Ana Mendes, Nicole Gil | Cenografia: Ana Mendes, Bruna Calado, Nicole Gil | Figurinos e Adereços: Ana Mendes, Bruna Calado, Nicole Gil
Design de luz: Renato Machado, Ana Mendes, Bruna Calado, Nicole Gil | Sonoplastia: Ana Mendes, Bruna Calado | Músicas: Sinfonias de Beethoven | Operador de Luz e Som: Catarina Nogueira “Girassol”, Matilde Jordão | Design gráfico: Bruna Calado
Produção: Diana Oliveira
Teatro Garcia de Resende
20 e 21 de junho, 21h30
Evento gratuito
A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.
O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.
Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.
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Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
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23 segundos
Cinco homens, presos políticos, conhecem-se numa cela comum da cadeia onde cumprem pena por atividades consideradas subversivas contra o Estado. Juntos, mesmo correndo o risco de serem descobertos e torturados, engendram um plano de fuga, com a cumplicidade da companheira de um deles: escavar um túnel com cerca de doze metros, entre a cela e a muralha exterior da prisão. Durante meses, com tarefas cumpridas de forma organizada, meticulosa e paciente, põem o plano em marcha, sempre atentos aos passos e às rotinas dos guardas. Sabem que, desde que ouvem a chave a entrar sonoramente na fechadura da porta do edifício até à ronda da sua cela, o guarda mais rápido demora 23 segundos. Apenas 23 segundos. É esse o tempo de que dispõem para disfarçarem o aparato da escavação e voltarem às camas, dando a ideia de total normalidade.
Tratando-se embora de ficção, a ação inspira-se numa situação verídica ocorrida na Cadeia do Forte de Peniche, na primeira metade dos anos 50, durante a ditadura do Estado Novo. Na peça, a data e o local não são precisados, porque o assunto é de todos os tempos e de todos os lugares em que houver pessoas inconformadas e dispostas a lutar pela democracia e pela liberdade.
Miguel Falcão
FICHA ARTÍSTICA/TÉCNICA
Autoria: Miguel Falcão
Direção: João Mota
Assistente de Encenação: Patrícia Neves
Interpretes/Personagens por ordem entrada:
Pedro – Hugo Franco
Manuel – Gonçalo Botelho
José – Paulo Lages
Inácio – Rogério Vale
Joaquim – Francisco Almeida
Chefe dos Guardas – Miguel Sermão
Guarda Santos – Carlos Catalão
Maria – Maria Ana Filipe
Desenho de Luz: Paulo Graça
Técnicos de Montagem: Renato Godinho, Assunção Dias
Assistente de Produção: Catarina Oliveira
Gabinete de Produção: Rosário Silva e Carlos Bernardo
Teatro Garcia de Resende
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Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
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