A Grande Imprecação diante das Muralhas da Cidade

Em ano de comemoração dos 50 anos de atividade do Teatro das Beiras, recuperamos este texto do dramaturgo alemão Tankred Dorst, apresentado nos primeiros anos de atividade do Teatro das Beiras, em 1979.

Fan Chun-Ting, mulher do pescador Hsueh Li, dirige-se à grande muralha de uma eventual China longínqua e perdida na memória do tempo para reclamar o marido, recrutado contra sua vontade para engrossar as fileiras dos exércitos do imperador.
A muralha diverte-se com tamanha ousadia e propõe um jogo. Se a mulher identificar e provar que um dos soldados é o marido, poderá partir levando o homem consigo. Se o jogo nada provar, o soldado será morto e a mulher expulsa para além do rio.

Peça incontornável de Tankred Dort pelo Teatro das Beiras. Uma parábola do antigo Oriente, inspirada no desconcerto do mundo.

 

Ficha artística:
Autor: Tankred Dorst | Tradução: Mário Barradas | Encenação: Gil Salgueiro Nave | Cenografia e figurinos: Luís Mouro | Sonoplastia: Helder F. Gonçalves | Interpretação: Sónia Botelho, Paulo Monteiro, Bernardo Sarmento e Miguel Brás

Teatro Garcia de Resende

18 e 19 de abril, 2024

18h30

 

Bilhetes na BOL


SALÃO: Movimento Disruptivo

Como espaço de livre-pensamento que é, o conceito do Salão evolui por conta própria. Com isto ganha outras formas, tornando-se num espaço de discussão propício à criação de massa crítica. Sabendo disto, mantemos a busca deste Salão utópico.
Procuramos um “SALÃO” que seja um lugar do outro lado do espelho.

Em 2023 avançámos com uma organização diferente. Percebendo que este espaço de pensamento só faz sentido estando vivo, ativo e em evolução, decidimos uma vez mais repensar e reorganizar a forma de agir neste projeto.

Com cognome de “Movimento Disruptivo” pretendemos que esta terceira edição do “Salão” ganhe dinâmicas de questionamento ativo. Para isso, olhamos para o mundo que nos rodeia e selecionamos cinco temas que nos parecem fraturantes e motivadores de pensamento, que dividimos em cinco sessões ao longo do ano.

O primeiro tema e mote para o título dos Salões deste ano foi sobre O papel da disrupção na continuidade.

 

 

Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende

17 de abril, 2024

18h30

 

Entrada gratuita.


Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.

Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com

Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.

facebook.com/cendrev.teatro
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Mário Lopes : Quimera

Quimera consiste no primeiro trabalho publicado em nome próprio do baterista e compositor eborense Mário Lopes.

Trata-se de um álbum de fusão instrumental onde se pode compreender o variado leque de influências sonoras do artista, resultando nesta criatura multifacetada que promete ter várias “cabeças”, como o nome indica. São influências claras deste trabalho nomes como Tigran Hamasyan, Snarky Puppy, Dafnis Prieto, Dream Theater e Meshuggah.

A proposta consiste num álbum de oito temas onde se poderá escutar esta fusão de estilos que abarca sonoridades de rock progressivo, metal, jazz, música cubana, brasileira, do médio oriente e também dos balcãs, resultando numa paisagem sonora de cariz cinematográfico.

Acompanhado por instrumentistas de excelência, Mário leva ao público um espetáculo poderoso e energético, atestado de ritmos desafiantes e compassos compostos, predominantes na sua música.

 

Teatro Garcia de Resende

13 de abril, 2024

21h30

 

Bilhetes na BOL


A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.

O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.


Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.

Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com

Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.

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Estrada Branca. José Afonso e Vinicius de Moraes

José Afonso e Vinicius de Moraes

Estrada Branca, um livro, um filme, um concerto.

Que pontos unem estes dois vultos navegando a mesma jangada do verbo e do tempo em terras opostas?
Como se cruzam os seus discursos? Onde se tocam os seus universos?

O encontro de duas vozes autorais maiores de Portugal e do Brasil, José Afonso e Vinícius de Morais, por duas vozes do presente, José Pedro Gil e Mónica Salmaso, aconteceu no Porto, em Sintra, em Lisboa, nos idos de Maio e Junho de 2017.

O resultado foi uma felicidade merecedora de ser estendida no tempo e no espaço, uma preciosidade rara em projectos desta natureza, pouco tentados entre Portugal e Brasil, distantes na aparência do real mas estranhamente próximos na universalidade do sentido e na língua que os patrocina, onde as suas diferenças são ricas e enriquecedoras. As pernas do projecto Estrada Branca estão aí, ainda jovens e vibrantes de seiva, aguardando o apuro da estrada e o comprovativo de outros olhos.

Carlos Tê

 

Ficha artística:

Mônica Salmaso e José Pedro Gil, Voz
Nelson Ayres, Piano e acordeão
Teco Cardoso, Flauta e Shruti
Emanuel de Andrade, Piano
Ana Pereira, Violino
Filipa Serrão, Violino
Joana Cipriano, Viola d’Arco
Nuno Abreu, Violoncelo
Mônica Salmasotoca, Ovinho, Pandeiro, Tambor, Vassourinha, Kalimba, Metrônomo, Agogô
José Pedro Giltoca, piano em Endechas a Bárbara Escrava.

 

Teatro Garcia de Resende

10 de abril, 2024

21h30

Bilhetes na BOL


A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.

O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.


Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.

Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com

Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.

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Concerto final do VII Estágio da Orquestra Juvenil de Sopros

Concerto da Páscoa, final de estágio

O público-alvo deste estágio serão jovens do concelho, com particular foco nos músicos das bandas filarmónicas das freguesias rurais, uma vez que nestas localidades a oferta é menor ou mesmo inexistente comparativamente ao meio urbano. Este é um projeto que permite ainda uma grande aprendizagem através de um contacto mais aprofundado com a música e com outros jovens formadores. Deste modo estará também a contribuir para melhorar a qualidade das bandas, fomentando até uma maior atração de jovens para esta atividade cultural.

 

Teatro Garcia de Resende

17h00

Entrada livre!

(Estágio no Teatro Garcia de Resende, de 2 a 5 de abril.)


A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.

O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.

A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.

O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.


SONS NO SALÃO: Fragmentos de uma Revolução

Programa para as celebrações do cinquentenário da Revoluçāo dos Cravos com obras de Ludwig van Beethoven, Dmitri Shostakovitch e música alusiva ao 25 de Abril de 1974.

Tendo recebido vários prémios internacionais, o Trio Jakob é um ensemble com o objetivo de explorar o repertório de trio com piano e uma sonoridade única através da conjunção de três personalidades distintas.
Presentemente residindo nos Países Baixos e provenientes de Portugal e Espanha, o trio é constituído pelo violinista Manuel De Almeida-Ferrer, a violoncelista Carla Peña Romero e o pianista Imanol Casán. Desde a sua fundação em 2014 o trio apresentou-se em festivais e temporadas de concerto internacionais — entre as quais a Fundación Juan March (Madrid), Fringe Festival de Torroella de Montgrí (Espanha), Prisma Poliedric Festival (Itália) e a Stadsgehoorzaal (Leiden) — e é laureado em vários concursos internacionais como o XVI CIM Les Corts (Barcelona), o II Concurso Cambra Románica (Andorra) e a La Follia Nuova International Competition (Itália). O trio foi recipiente do Prémio Champagne Maillard do Concurso Europeu de Música de Câmara FNAPEC (Paris), o terceiro prémio no Concurso Internacional de Música de Câmara Antonio García Abril, e o segundo prémio na edição de 2021 do concurso de música de câmara das Juventudes Musicais de Espanha.
O Trio Jakob foi o primeiro trio com piano a integrar a Nederlands Strijkkwartet Akademie NSKA, onde trabalha regularmente com o seu líder artístico, Marc Danel, assim como outros músicos convidados, entre os quais Luc-Marie Aguera, Simone Gramaglia e Alexander Pavlovsky. Formam também parte da academia ProQuartet em Paris, e participam regularmente nos encontros anuais de música de câmara da Juventudes Musicais Internacionais da Alemanha em Weikersheim, com uma bolsa completa da JMI-Deutschland assim como conta com o apoio da fundação holandesa Stichting Young Notables.

 

A história da humanidade é uma história de revolução. Compreender os grandes saltos no desenvolvimento humano tem de passar pelo estudo de momentos revolucionários. Celebrar Abril é celebrar as revoluções aos ombros das quais a Revolução dos Cravos se encontra.
A função, ou talvez o fardo, de grandes artistas é a de cristalizar os impulsos revolucionários do seu momento histórico numa linguagem unificadora e que possa ser compreendida por todos. A forma de compreender movimentos revolucionários passados, presentes e futuros — esses verdadeiros motores de mudança e progresso que fazem décadas acontecerem em meras semanas — tem, portanto, de passar por perceber a arte que os acompanhou.
Não haverá provavelmente compositores mais capazes de encapsular um verdadeiro espírito revolucionário e um perspicaz tom político do que Ludwig van Beethoven e Dmitri Shostakovitch. O primeiro viveu durante o longo desenrolar da Revolução Francesa, a ascensão de Napoleão e a sua eventual derrota. O segundo, filho da Revolução de Outubro, sobreviveu a um dos seus momentos mais negros momentos durante o cerco de Leningrado pelas mãos da invasão nazi-fascista, tornando-se eventualmente um dos mais reconhecidos compositores da União Soviética. A música ambos, com as suas características mais individuais, não é apenas capaz de capturar a vontade revolucionária dos seus tempos mas também de criar um diálogo contínuo através do tempo e do espaço, um diálogo que rompe as especificidades dos seus próprios momentos históricos e se torna, através da justaposição da sua música, uma narrativa de uma eterna centelha revolucionária. Nas palavras do filho de Shostakovitch, Maxim, grandes artistas “não escrevem sobre esta guerra ou aquela revolução, mas sobre Guerra e Revolução em geral, o estado da mente e as emoções, não os factos.”

Este programa, que inclui o Trio No. 5 em Ré Maior de Beethoven, o Trio No. 2 em mi menor de Shostakovich, assim como uma seleção de música portuguesa alusiva à Revolução de Abril de 1974, cria um espaço para que este diálogo aconteça, permitindo ao público explorar as semelhanças, diferenças e, acima de tudo, o contínuo caminho traçado por estes momentos na história das revoluções, esperando que a sua intemporalidade ressoe exatamente da forma que Shostakovitch insistia que a música devesse sempre soar: “a verdadeira música é sempre revolucionária, pois cimenta as fileiras do povo; ela une-as e lidera-as avante.”

 

Trio Jakob:

Manuel De Almeida-Ferrer, violino
Carla Peña Romero, violoncelo
Imanol Casán, piano

 

 

Teatro Garcia de Resende

2 de abril, 2024

18h30

 

Bilhetes na BOL


A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.

O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.


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Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
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Informações e reservas:
(+351) 266 703 112 | Contacto

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