Ver&Aprender: “Noite” Mochos no Telhado
Esta noite, Perséfone vai ter que dormir sozinha, ainda por cima num quarto que não é o dela, recheado de sombras estranhas e ruídos assustadores. Até o peluche que lhe faz companhia não é o seu. E surge na cabeça da pequena Perséfone a grande questão: “Para que serve a noite?”. Armada apenas com coragem e curiosidade, a menina heroína embarca numa viagem emocionante à descoberta dos segredos da noite.“
A noite serve… para caçar pensamentos.
A noite serve… para ter saudades.
A noite serve… para contar segredos.
”Perséfone, personagem da mitologia grega, é materializada numa criança que enfrenta mais um grande desafio: dormir sozinha no desconhecido da escuridão. Esta criança é naturalmente fascinada pelos contrários da vida: o dia e a noite, o Verão e o Inverno, a vida e a morte, a coragem e o medo, a solidão e a companhia. Nascem-lhe perguntas na boca como nascem a todas as crianças e sozinha procura as respostas. Miúdos e graúdos identificam-se com este ultrapassar de obstáculos e esta conquista de medos. É importante desmistificar a noite, mais importante ainda desmistificar o medo do desconhecido para que os horizontes se expandam e apenas o céu estrelado seja o limite.
Com muita brincadeira, imaginação e boa disposição, bem como algum suspense convidamos o público a deixar-se levar pelo vento desta viagem atribulada.
Espetáculo foi concebido por Graeme Pulleyn e Sofia Moura na sequência de um convite das Comédias do Minho. O espetáculo é adequado para crianças dos 3 aos 10 anos e famílias. Foi apresentado nas bibliotecas dos cinco municípios do Alto Minho,
Valença, Vila Nova de Cerveira, Paredes de Coura, Melgaço e Monção para todos os jardins de infância.
Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende
25 e 26 de fevereiro, 2024
dia 25 às 11h00
dia 26 às 11h00 e 15h00
Pó e Batom
Pó e Batom é uma fantasia lírica de Esther F Carrodeguas, a partir de duas conhecidas mulheres de Santiago de Compostela. Maruxa e Coralia Fandiño Ricart são duas irmãs que todos os dias cumprem escrupulosamente o mesmo ritual, saindo às duas em ponto para passear, vestidas e maquilhadas de forma garrida, repetindo percursos e enfrentando a cinzenta sociedade franquista que as marginaliza e maltrata, por serem de família republicana anarcossindicalista. Par inseparável que reinventa o sentido da vida, ora de forma cómica, ora ácida, resistindo e sobrevivendo em situação muito adversa. São galegas, mas reconhecemo-las em outros lugares e outros tempos, ao percorrermos a ponte que vai do particular ao universal, como pode acontecer quando temos nas mãos uma peça de teatro tão bela como esta.
Pó e Batom é um exercício de justiça poética que se soma a muitos outros que nos foram iluminando sobre a vida das conhecidas Marías de Santiago de Compostela, a quem já é hora de tratar pelo nome e, principalmente, pelo apelido: Fandiño Ricart.
Maruxa e Coralia (as protagonistas da peça) escondem por trás de uma espessa máscara de maquilhagem uma grande história de crueldade. Cruel é aquele, ou aquela, que faz sofrer sem ter pena ou, inclusive, tendo prazer. Há, por isso, uma história de prazer do outro lado da moeda desta história encharcada em violência institucional, ideológica, política, social, económica, machista, de género e sexual. E a violência, diz o dicionário, é um exercício injusto e arbitrário (normalmente ilegal) de poder ou de força.
Mas a história de Coralia e Maruxa é também uma história de valentia: de coragem, de luta, de irreverência — civil — e de dignidade. Numa palavra: de LIBERDADE. Uma história sobre a loucura necessária para viver neste mundo de loucos (e loucas). Maruxa e Coralia Fandiño Ricart passearam dia após dia às duas da tarde, como uma bandeira arco-íris que contrariava o cinzento da ditadura franquista na capital galega. Foram enganadas, violentadas, insultadas, silenciadas; foram comunistas, foram putas, foram nada. Foram fome. Mas nada as conseguiu parar. Nunca deixaram de caminhar. E nunca é nunca: ainda continuam a caminhar.
Após a sua morte nos anos 80, continuaram a caminhar no imaginário coletivo. E, em 1994, César Lombera imortalizou-as caminhando na Alameda compostelana: foi assim que as conheci. Caminharam dia e noite desde então e nem o Covid 19 permitiu que deixassem de caminhar: foram as únicas caminhantes nas ruas desertas de Santiago. Em 2021 apareceram a caminhar nas Naves de Matadero de Madrid e em 2023 fazem-no no Teatro García de Resende, em Évora.
A sua presença teimosa dá-nos esperança.
Esther F Carrodeguas
FICHA ARTÍSTICA:
Texto: Esther F Carrodeguas | Interpretação: Ana Meira e Rosário Gonzaga | Tradução e encenação: Sofia Lobo | Cenário, figurinos e adereços: Filipa Malva | Música: Jarbas Bittencourt | Desenho de Luz: António Rebocho | Operação som: Beatriz Sousa | Operação luz: Fabrisio Canifa | Tradução LGP: Associação de Surdos de Évora – Núria Galinha | Fotografia e vídeo: Carolina Lecoq | Design gráfico: Alexandra Mariano
Execução de figurinos: Adozinda Cunha e Eliana Valentine | Execução de cenário: Serralharia Pedro & Pegacho, Lda | Comunicação e divulgação: Helena Estanislau | Direção técnica: António Rebocho | Direção de produção: Cláudia Silvano | Produção executiva: Beatriz Sousa | Apoio técnico da equipa do TGR: Ana Duarte, Margarida Mouro, Miguel Madeira, Paulo Carocho e Tomé Baixinho
Agradecimentos: Câmara Municipal de Évora, equipa do CENDREV – Centro Dramático de Évora, Vanessa Sotelo.
Teatro Garcia de Resende:
19 a 25 de fevereiro, 2024
19h00 / (dia 25 às 16h00)
2 de fevereiro às 19h00
Dia 3 às 21h30
O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.
Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.
Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com
Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.
Reunião anual do Circuito Ibérico de Artes Cénicas.
O Circuito Ibérico de Artes Cénicas reuniu-se em fevereiro de 2024 em La Nave del Duende.
El Circuito Ibérico de Artes Escénicas es una plataforma de compañías estables de creación escénica que gestionan, programan y dirigen espacios públicos y privados en España y Portugal. Actualmente, formado por dieciséis compañías residentes de espacios escénicos, siete de Portugal y siete de España.
PORTUGAL:
CENDREV · Centro Dramático de Évora (Teatro Garcia de Resende) · ACTA · A Companhia de Teatro do Algarve (Teatro Lethes). Faro · Teatro das Beiras. Covilhã · CTB · Companhia de Teatro de Braga (Theatro Circo) · Teatro do Montemuro. Castro Daire · Teatro Art´Imagen (Quinta da Caverneira) Maia · Teatro do Noroeste. Centro Dramático de Viana do Castelo
ESPAÑA:
Teatro Guirigai (Sala Guirigai). Los Santos de Maimona · La Fundición (Producciones Circulares). Sevilla · La Nave del Duende (Karlik Danza Teatro). Casar de Cáceres · Tranvía Teatro (Teatro de la Estación). Zaragoza · Arden Producciones (Sala Russafa). Valencia · Teatro del Norte. Pola de Siero · Ártika Cía (Sala Ártika). Vigo ·Sala Utopian Aretoa – (Cía. Utopian) Getxo, Bizkaia ·Teatro Al Norte a la Izquierda – (Azar Teatro) Valladolid

Vitorino e Quarteto - Concerto 50 Anos de Abril
Vitorino é um artista que, desde sempre, teve uma atitude de total abertura aos novos tempos, convivendo e colaborando com músicos de estilos diversos e de todas as latitudes. Pratica no palco com o mesmo respeito pelo público aprendido com aqueles com quem, inicialmente, mais o partilhou antes e após o 25 de Abril: José Afonso e Adriano Correia de Oliveira. Com eles percorreu o país cantando onde era possível, desde as sociedades culturais e recreativas aos palanques improvisados nas terras mais recônditas. A liberdade também se faz a cantar. Neste espetáculo, Vitorino cantará Abril, cantando o Alentejo, a Liberdade, os Poetas e os Amigos.
Teatro Garcia de Resende
21h30
A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.
O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.
Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.
Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com
Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.
Performance - Sursum Corda
Sursum Corda (*) é um espectáculo multidisciplinar que aprofunda a pesquisa que Fernando Mota tem vindo a desenvolver à volta das possibilidades expressivas e simbólicas dos elementos naturais, em projectos como 7 Poemas para um Mundo Novo, Passagem Secreta e Concerto para uma Árvore. Representa uma radicalização deste ciclo de criações, assumindo a arte enquanto ferramenta de transformação da sociedade. Utiliza a escuta, o silêncio e o sobressalto como momentos de questionamento do ritmo quotidiano e os elementos naturais enquanto matéria prima de um objecto performático dialogante com as várias dimensões do ser humano: o espírito, a alma e o corpo.
“Não há oposição entre o vivo e o não vivo. Todo o ser vivo não apenas está em continuidade com o não vivo, mas ele é seu prolongamento, sua metamorfose, sua expressão mais extrema. A vida é sempre a reencarnação do não vivo, a bricolagem do mineral, o carnaval da substância telúrica do planeta”
in Metamorfoses, de Emanuele Coccia
Fotografia da performance: Inês Sambas, Luís Marino
Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende
9 e 10 de fevereiro, 2024
19h00
A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.
O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.
Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.
Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com
Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.
SONS NO SALÃO : Quinteto de Metais Alentejano
O Quinteto de Metais Alentejano é a fusão entre a amizade, a música e a paixão por uma Região de costumes, pessoas e cultura incomparáveis. Este grupo de metais nascido em 2016 no coração do Alentejo, afirma-se pelas performances de cariz didático que realiza, com concertos para todas as idades, constituído por jovens músicos Alentejanos de projeção regional.
O Quinteto de Metais Alentejano surge através de vários diálogos entre amigos e colegas, estudantes do Curso de Música da Universidade de Évora, com o objetivo de criar um ensemble de música de câmara erudito composto somente por instrumentos da família dos metais, criando assim, um tipo de agrupamento já bem implementado na história da música contemporânea, o chamado Quinteto de Metais, grupo este nunca criado fora de um contexto académico dentro da Região do Alentejo.
Os elementos que compõem o Quinteto de Metais Alentejano são instrumentistas com formação superior e experiência em vários grupos e estilos musicais desde Orquestra, Big Band, Banda Sinfónica, entre outros. Desde o início da sua formação, o Quinteto de Metais Alentejano tem sido requisitado frequentemente para várias apresentações das quais se destacam: Festival Alandroal conVida – Cultura em Casa e ao Luar, “Alentejo em Cena”(Alandroal), “éNisa éCultura”, IV Temporada de Concertos do Conservatório Regional do Baixo Alentejo, Feira de S. João (Évora), Artes à Rua (Évora). Não obstante à diferença de ambientes, a premissa pedagógica percorre as suas dinâmicas e é neste incentivo que o Quinteto de Metais Alentejano criou o seu Concerto Didático com o objectivo de oferecer às crianças e jovens um contacto mais próximo com os instrumentos da família dos metais e com a música erudita, apresentando um conto em forma de cançoneta. Através deste projeto o Quinteto de Metais Alentejano apresentou-se várias vezes, nomeadamente: Feira do Livro de Moura, Feira do Livro de Barrancos, Museu da Luz, Colégio Atlântico (Seixal), Artes à Escola (Évora).
Em 2019 a convite da ABFRAM – Associação de Bandas Filarmónicas da Região Autónoma da Madeira, dá-se a digressão até à Ilha da Madeira para uma dupla apresentação do seu Concerto Didático. O QMA – Quinteto de Metais Alentejano tem como objetivo principal fomentar novos públicos à música de câmara erudita, através dos seus concertos e parcerias com outros grupos musicais, levando até eles uma panóplia de temas conhecidos e composições escritas para este tipo de agrupamento, valorizando os compositores Alentejanos com encomendas de obras para este tipo de formação.
Teatro Garcia de Resende
6 de fevereiro, 2024
18h30
A parceria de acolhimento com o CENDREV incluí a delegação de espaços para montagens, ensaios e apresentação. Disponibilização de equipamento e de pessoal técnico, serviços de frente de casa e bilheteira do TGR, bem como apoio na divulgação e comunicação do evento.
O evento é integrado na programação no âmbito da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.
Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.
Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com
Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.





