Black, Brown and Beige
15 de Novembro, 2024ArquivoTGR-RTCP,Música,2024
Para as comemorações dos 75 Anos do Hot Clube de Portugal, a sua Orquestra de Jazz propõe-se recriar a emblemática peça de Duke Ellington, tendo como convidada Selma Uamusse e com Direcção de Pedro Moreira.
Black, Brown and Beige é uma extensa obra de jazz escrita por Duke Ellington para o seu primeiro concerto no Carnegie Hall, em 23 de janeiro de 1943.
Conta a história dos afro-americanos e foi a ousada tentativa do compositor de transformar atitudes sobre raça, elevar a música americana (Jazz) a par da música clássica europeia e desafiar a América a viver de acordo com os seus princípios fundadores de liberdade e igualdade para todos.
O primeiro movimento, Black, é dividido em três partes: a Work Song; o espiritual Come Sunday; and Light. Brown, o segundo andamento, também tem três partes: West Indian Influence (or West Indian Dance); Emancipation Celebration); e The Blues.
Beige retrata “o afro-americano dos anos 1920, 30 e da Segunda Guerra Mundial”, de acordo com as notas de Leonard Feather para o lançamento de 1977 da performance original de 1943.
A Big Band do Hot Club de Portugal surgiu em 1991, reunindo alguns dos melhores músicos de jazz nacionais. No seu concerto de estreia no Teatro São Luiz, em Lisboa, foi dirigida por Zé Eduardo, tendo posteriormente, sido dirigida por Pedro Moreira, e Luís Cunha.
Inaugurou a programação de Jazz da Culturgest, tendo como solista convidado o trompetista Freddie Hubbard. Tocou também com Benny Golson, Curtis Fuller e Eddie Henderson.
Apresentou-se no festival Jazz em Agosto da Fundação Gulbenkian em 1995 e em 1999 com os saxofonistas Mark Turner e John Ellis.
Recriou as obras de Miles Davis/Gil Evans Porgy and Bess e Sketches of Spain, sob a direção do maestro Bob Sadin, tendo como solistas Tim Haganse Tom Harrell.
Realizou uma digressão nacional produzida pela Culturgest com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos. Em 2000 apresentou-se em Madrid no prestigiado Círculo de Belas Artes.
Participou em vários festivais de jazz como o do Porto, o de Guimarães, o de Coimbra, Lisboa em Jazz, Jazz no Parque (Serralves), Jazz em Agosto, Festa do Avante, Angra Jazz, Funchal Jazz, Festa do Jazz (Teatro São Luíz), entre outros.
Nas comemorações dos 60 anos do HCP, com música original de Mário Laginha e com Maria João como
convidada faz várias apresentações.
Participa em várias edições do Ciclo a Arte da Big Band produzido pela EGEAC.
Em residência no Clube da Praça da Alegria, apresentou repertórios de Duke Ellington, Count Basie, Thad Jones, Charles Mingus, Bob Brookmeyer, Maria Schneider, Perico Sambeat, John Hollenbeck,Kenny Wheeler, entre outros.
No Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, um concerto de homenagem a Bernardo Sassetti com música do pianista e compositor. Apresentou o “Sacred Concerts” de Duke Ellington com o coro de 60 elementos “Chor St Johannis” de Hamburgo. O repertório de António Pinho Vargas, editado em disco, “A Dança dos Pássaros”, tendo realizado diversos concertos.
De novo com a Direcção artística de Pedro Moreira apresentou-se no Festival dos 75 Anos do Hot Clube de Portugal.
Selma Uamusse canta o seu mundo, com um mundo dentro de si!
A sua versatilidade, o seu poderoso instrumento vocal e a sua genialidade performativa levaram-na a brilhar desde o rock (WrayGunn) ao afrobeat (Cacique’97), passando pelo gospel, pela soul e pelo jazz (Gospel Collective, tributos a Nina Simone e Miriam Makeba e Rodrigo Leão).
Em nome próprio, Selma Uamusse é bem mais do que um mosaico ou uma colagem de todas as aventuras musicais e artísticas que viveu. É um organismo próprio, individual, identitário, de frescura e
actualidade surpreendentes e inconfundíveis.
O primeiro álbum a solo de Selma Uamusse é, por isso, um mergulho no desconhecido. É o documento de uma mulher em busca assumida da sua africanidade e da sua moçambicanidade, sem certezas quanto ao(s) caminho(s) a tomar, mas certa de que não há glória artística possível na mera exploração daquilo que já se conhece e se recita de cor.
Mais do que uma excelente voz, Selma Uamusse é uma performer incrível, de uma energia contagiante, que nos faz sentir como nossas as palavras que são as dela. Em palco, a sua entrega é avassaladora e o público não fica indiferente à profundidade da sua voz. Selma canta-nos com toda a sua alma.
Teatro Garcia de Resende
15 de novembro, 2024
21h30
ENERGIAS - Manifesto ETI24
13 de Novembro, 2024Arquivo,ImprensaEncontro Teatro Iberico,ET_Iberico24
No teatro, a cada passo, falamos da necessidade de algo que nenhum de nós sabe exatamente o que seja, mas que preenche o colorido lexical do discurso nos ensaios e nos espetáculos e parece tantas vezes decidir a função teatral: a energia.
Somos mais adeptos da enigmática energia - sufragada a cada solavanco de maior ou menor intensidade no desempenho dramático - do que defensores dos argumentos presentes na biografia das personagens, isto é, temos mais apreço pelo troar dos sentidos impalpáveis do que pela fineza do pensamento, ou, se se quiser, da racionalidade em que assenta boa parte dos episódios das ações dramáticas, ainda que possa ser destravada ou manipulada por impulsos afetivos.
Atentos às dificuldades, habituámo-nos a ter a energia por companhia e a culpá-la sempre que num ou noutro instante decaímos em onda de fraqueza porque, claro, a imperfeição habita todos os seres, e sem ela nem sequer os teatros teriam existência. Havendo desacertos, há reações, e só na aparência há equilíbrios.
Então, no teatro, gostamos de energia. E fora do teatro?
O que andamos a assistir fora do teatro talvez deva exigir-nos uns bem nutridos pacotes de energia para suportar, uma vez mais, as investidas diabólicas da injustiça. Falo, naturalmente, das criminosas ofensivas de genocídio na Palestina orquestradas desde há muito pela entidade sionista de Israel. Quero lá saber que não haja elegância na combinação de palavras que aqui estou a vocalizar e também quero lá saber que isto seja uma declaração mais política do que um agradável entretenimento intelectual. O sofrimento por que passa o povo palestiniano, e também agora, uma vez mais também, as comunidades do sul do Líbano, já não tem tradução em palavras, mesmo que certeiras na exigência de justiça e, naturalmente, compassivas, embrulhadas de vergonha. Creio que temos a responsabilidade de afirmar o quanto, no teatro e fora dele, precisamos de uma humanidade devotada aos brilhos da liberdade e não destinada a sucumbir sob a ganância de uns quantos criminosos que apenas apostam na conquista de territórios, que obviamente lhes não pertencem, massacrando a torto e a direito, destravando impunidade a cada passo das suas brutalidades, armados de panóplia interesseiramente oferecida pelos agora patronos de uma terra também ela usurpada aos povos nativos, há pouco mais de duzentos anos. Isto anda, obviamente, tudo ligado.
Não é demais afirmá-lo: estamos, hoje, a assistir a um genocídio com uma tal barbaridade instalada nos atos militares de colonização, que só deveria existir um modo de parar com a cruzada: ofuscando por completo os autores desta insana e trágica aventura humana.
Além de dignidade, falta-nos, pois, energia para desembestar os que se orgulham do tráfico dos horrores, das matanças claramente patrocinadas por mamíferos descerebrados que se auto intitulam de “gente civilizada”.
Ao inferno com esses trastes.
Ocupamo-nos, felizmente, com as nossas falas e ações teatrais, sugerindo vidas novas, suportadas por renovadas inteligências e sensibilidades, contando as histórias que inventamos com o simples propósito de enobrecer o mundo e as pessoas que aqui têm morada, mesmo sabendo que as nossas artimanhas em cena, fruto de esforçados, também resistentes, trabalhos de criação, pouco mais vão além da ilusão do efémero, ainda que em nós permaneça a crença na arte e na beleza, nos bons humores, na semeadura teatral que pode fazer vingar tudo isso no espírito dos públicos.
Neste renovado Encontro de Teatro Ibérico, que desde os seus inícios tem procurado o diálogo com culturas teatrais de outras geografias, em particular com os vizinhos da bacia do Mediterrâneo, não quis deixar de lembrar, por isso mesmo, embora em modesta celebração, esse povo das oliveiras, da alma mediterrânica, e que desde há muito resiste à mais hedionda perseguição e bárbara colonização.
Não somos milagreiros, mas podemos descortinar a melhor das energias para arrumar de vez com a tragédia palestiniana.
Nesta última linha, entre nuvens, ciprestes e oliveiras, vislumbra-se a bandeira da Palestina.
Encontro de Teatro Ibérico, Évora, 8 de novembro de 2024.
Texto escrito no âmbito do Encontro de teatro Ibérico 204 e adotado como preocupação conjunta dos intervenientes.
Fotografia de Josny Salah - fotógrafo palestiniano a viver atualmente na faixa de Gaza
SONS NO SALÃO: 4tUbOs
12 de Novembro, 2024ArquivoTGR-RTCP,Música,2024
O Quarteto de Tubas “4tUbOs” surge da vontade de quatro músicos profissionais em criar um projeto camerístico que lhes permita recuperar a tradição do quarteto de tubas, onde se exploram as diferentes texturas e géneros musicais próprios destes instrumentos (a Tuba e o Eufónio).
Tem como intenção promover cada um dos instrumentos intervenientes através da disciplina de grupo, estimulando a criação dos ouvintes de novos projetos de música de câmara nos diferentes contextos como também desenvolver e difundir a música original para quarteto de tubas a través de obras de referência desta formação.
O grupo está também empenhado na promoção de repertório nacional ao incentivar os compositores contemporâneos a explorarem esta formação para a criação de novas obras.
Os elementos dos “4tUbOs” são músicos profissionais que se destacam nas áreas da formação, da criação e participação em projetos de estilos diversificados e que pretendem partilhar as suas experiências nas diversas áreas cultivando o interesse pela exploração e desenvolvimento de cada instrumento.
Eufónios: Bruno Pascoal, Nuno Arraiano
Tubas: Filipe Carvalho, Pedro Santos.
Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende
12 de novembro, 2024
18h30
Territórios de Liberdade
8 de Novembro, 2024Arquivo,TGR-RTCPTeatro,2024,ET_Iberico24
A palavra, a grande palavra, mudou de sentido ao longo da história e muda em cada cabeça e também cada vez que uma boca a pronuncia. A liberdade vai mudando de forma, aparece e desaparece, tem um caráter ténue ou esplendente, é difícil de alcançar e mais difícil ainda de conservar em bom estado. O espetáculo conduz-nos por alguns dos episódios da história portuguesa em que a liberdade se forjou, e outros em que ela quase desapareceu – como a bruma ao pôr do sol. Nestes episódios, que narram a longa viagem de Portugal para a liberdade, observamos como os feitos do 25 de Abril não chegaram por geração espontânea. Lutas, acasos, sacrifícios e azares fizeram andar para trás e para diante as modinhas da liberdade. “Territórios de Liberdade” é um projeto em que se reúnem os talentos da Companhia Certa da Varazim Teatro e dos Tanxarina Títeres de Redondela. As companhias galega e portuguesa, com esta colaboração, quebram o tópico da fronteira que separa os dois povos e procuram o que une criadores cénicos em todo o mundo: os anseios de liberdade e um olhar crítico sobre o mundo que nos rodeia.
Ficha técnica e artística:
Coprodução: Centro Dramático Galego, Companhia Certa da Varazim Teatro e Tanxarina Títeres [Galiza-Portugal]
Dramaturgia: Zé Paredes | Encenação: Quico Cadaval | Elenco: Andrés Giraldez, Eduardo Faria, Joana Luna, Joana Soares,Miguel Borines | Participação criativa: Eduardo Cunha “Tatán” | Cenografia: Joana Soares | Figurinos: Ana Catarina Silva | Construção marioneta: Pablo Giráldez “Pastor” | Desenho de luz: Wilma Moutinho | Sonoplastia: Ana Domínguez Senlle, Nuria Freiria, Sabela Dacal | Operação técnica: Ana Patricia Silva | Construção cenográfica: Tanxarina Títeres e Companhia Certa | Design: Beatriz Machado | Video: JWorks | AGRADECIMENTOS: Cine-Teatro Garrett (Póvoa de Varzim), Cidade da Cultura
da Galiza (Compostela), Cine-Teatro Constantino Nery (Matosinhos), Cámara de Redondela, ESMAD – Escola Superior de Media, Arte e Design – Instituto Politécnico do Porto, Cámara de Redondela | Apoios Institucionais: República Portuguesa, Direção Geral das Artes, Câmara Municipal da Póvoa de Varzim
Espetáculo em Galego e Português
8 de novembro, 2024
19H00
❆ ENCONTRO DE TEATRO IBÉRICO ❆
3 a 8 de novembro de 2024
Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.
Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com
Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.
Sahara - Crónica del Desierto
7 de Novembro, 2024Arquivo,TGR-RTCPTeatro,2024,ET_Iberico24
“Há um lugar no Sul, além do estreito, além do deserto, adormecido pelo oceano, queimado pelo sol de dia e congelado à noite. Essa terra chama-se Sahara.” Bassim e a sua filha Lamira vivem no campo de refugiados de Smara. Bassim sonha em regressar ao Sahara, à sua terra natal, Dakhla, à sua aldeia de Dakhla, de onde fugiu após a invasão marroquina, há mais de quarenta anos. Vão acompanhar Fadi, um soldado sarauí que tem de trocar um prisioneiro marroquino por um camarada da Polisário, numa viagem para atravessar o muro e chegar a Dakhla. Para atravessar o muro e chegar a Dakhla. Alma, uma cooperante espanhola, acompanha-os e testemunha a sua viagem. Sahara é uma história vital de uma viagem de regresso às origens. Uma viagem íntima, uma história aparentemente sem interesse, rodeada pela vertigem de um conflito internacional que parece não ter fim… como o deserto.
Ficha Artística:
Texto e encenação: Chema Cardeña | Cenografia e figurinos: Silvia de Marta | Vídeo: Federico Caraduje | Composição musical: Miguel Ángel Remiro | Guarda Roupa: Jesús Sesma | Designer Gráfico: Samuel Aznar | Desenho de Luz: Pablo Fernández | Assistente de direção: Fernando Vallejo | Interpretação: Cristina Yáñez, Iria Márquez, Juan Carlos Garés, Jorge Muñoz e José Zamit | Produção: Fernando Vallejo, David Campillos e Salvador Sanz
7 de novembro, 2024
19H00
❆ ENCONTRO DE TEATRO IBÉRICO ❆
3 a 8 de novembro de 2024
Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.
Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com
Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.
A noite canta os seus cantos
6 de Novembro, 2024Arquivo,TGR-RTCPTeatro,2024,ET_Iberico24
Amor e morte. Trágico e cómico. Realismo e estilização. Nos três andamentos da peça, um relógio de parede aponta com precisão o momento do início da ação. E o tempo decorre. Lento? Rápido? É de tarde. Depressa cai a noite. E é de madrugada que se ouve um tiro. Passaram-se treze horas e pouco entre uma vulgar desavença conjugal e o suicídio do jovem marido, escritor frustrado e atraiçoado. Foi a noite com os seus cantos. Vindo de Ibsen (E de Tchekov: um Treplev sem sonhos?), Jon Fosse conta uma história de amor. A morte faz parte, como faz parte o riso e a lágrima, o mais cerrado realismo psicológico e o desconcerto dum gesto, duma proferição ou dum movimento inesperados.
Ficha Artística:
Texto: Jon Fosse (Prémio Nobel da Literatura 2023) | Encenação: Luís Varela | Tradução: Pedro Fernandes e Manuel Resende (livrinhos de teatro) | Cenografia e figurinos: José Carlos Faria | Interpretação: Carolina Carvalhais, David Meco, Filipe Seixas, Rolando Galhardas e Sandra Serra
6 de novembro, 2024
19H00
❆ ENCONTRO DE TEATRO IBÉRICO ❆
3 a 8 de novembro de 2024
Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Garcia de Resende e online em bol.pt.
Contacto da bilheteira:
Telefone: 266 703 112
E-mail: geral @ cendrev.com
Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo: abertura duas horas antes do início
Aos sábados e domingos de manhã: abertura uma hora antes do início do espetáculo
Não se efetuam reservas.





